<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870</id><updated>2012-02-04T08:25:08.114Z</updated><title type='text'>Wake up and smell the breeze of freedom...</title><subtitle type='html'>Rather than love, than money, than faith, than fame, than fairness, give me truth</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Vitor Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01152491906401187466</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/-V024bFN9reY/TVUrRw-oBlI/AAAAAAAAAAU/5zwWNRBdi4c/s220/zen1.png'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>115</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-335107312089259550</id><published>2009-12-30T15:15:00.005Z</published><updated>2009-12-30T16:23:53.500Z</updated><title type='text'>Waiting for you...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Será possível atingirmos a verdadeira felicidade sem ninguém com quem a partilhar? A conclusão final da viagem interior de Christopher Johnson Mccandless foi que a felicidade só é real quando partilhada ("happiness is only real when shared"). Será isto verdade? Se repararmos bem na nossa vida, é realmente verdade que em todas as situações em que algo acontece que nos incendeia a alma, o nosso primeiro impulso é partilhar com alguém de quem gostamos. E foi isso que Alexander Supertramp concluiu, no final da sua revolução interior: podemos fugir, podemos ser livres, podemos ser nós próprios, mas enquanto não partilharmos a essência da nossa felicidade e daquilo que somos com alguém, enquanto não amarmos, não seremos verdadeiramente realizados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;No meu ver, o amor é realmente o expoente máximo da viagem que é a vida. É a etapa mais alta, que na minha perspectiva quase ninguém atinge. Sim, as pessoas apaixonam-se. Sim as pessoas namoram, casam-se, partilham experiências. E sim, as pessoas também se habituam, e se conformam. Mas o amor não é nada disso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;O grande problema nesta questão do amor é a forma como é construído. Passo a explicar. A vida é como um mar, um oceano, imenso e profundo. As pessoas, por outro lado, são como ilhas, cada uma no seu espaço pessoal, no seu mundo pessoal, sem saber como comunicar com as outras ilhas. De vez em quando lá se constrói uma ponte que vai de uma ilha até outra mas, diga-se de passagem, nós humanos não somos grandes engenheiros em termos de relações pessoais. Irónico, não é? O ser social por excelência ser um péssimo exemplo do que significa ser um ser social!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;O problema destas pontes entre as ilhas são vários. Um desses problemas é que as pontes são feitas com cordas e madeira, e muito frágeis. No meio de tanto papaguear dos nossos pensamentos, de tantas ideias pré-concebidas nas nossas mentes, do que é verdade e do que não é, do que está certo e do que está errado, e por aí adiante, não conseguimos comunicar. Não nos conseguimos ouvir uns aos outros. Quando falamos com alguém, mais do que ouvir, essa pessoa está já a formar o seu juízo do que somos, do que dizemos, e à espera da sua vez para falar. Com uma comunicação assim no geral, é normal que as nossas relações sejam muito frágeis. Isto aplica-se tanto às relações no geral como nas relações amorosas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Mas parece-me que o maior de todos os problemas dos relacionamentos entre ilhas vai além da construção de pontes. Podemos construir pontes melhores. Podemos usar betão, podemos construir pontes sobre a água, podemos ir de barco, ou até de avião. Os nossos limites são os limites da nossa imaginação! No entanto, por melhores que sejam as pontes, se as começarmos a construir uma ponte em cima de areias movediças, ela vai afundar-se passado pouco tempo. O que quero dizer com isto é que o ponto de partida tem de ser sólido, estar bem estabelecido, antes de almejarmos algo mais longínquo, mais ambicioso. Conclusão:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não podemos construir uma relação sólida a dois enquanto não construirmos uma relação sólida connosco!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Depois de termos essa relação connosco, aí sim, podemos construir uma ponte para as outras ilhas, construir verdadeiras amizades (e outras relações) e, se soubermos esperar, pode ser que o amor aconteça. O que estou a dizer é, portanto, que nós não temos boas relações connosco, e esse é um dos (dois, e o outro ficará para outra altura) grandes motivos pelos quais o amor não acontece. E o que é uma boa relação connosco? É uma relação em que nos respeitamos e aceitamos pelo que somos. 90% das pessoas responderia a isto com um simples "mas eu respeito-me e aceito-me como sou". É normal. Mas se olharmos lá bem no fundo, se formos em busca de nós próprios, se tentarmos compreender a forma como funcionamos, vemos que não é bem assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Apesar de eu não ter simpatizado muito logo à partida com a teoria de Freud, houve um conjunto de ideias que retive, especificamente em relação ao jogo de forças Id-Ego-Superego. Esse conjunto de ideias começou a ganhar mais sentido à medida que me conhecia mais profundamente, à medida que conhecia outras teorias, nas quais revia essa mesma ideia de que há várias forças a contribuírem para a construção da nossa identidade. Se repararmos, e qualquer pessoa que se conheça minimamente bem já reparou nisto, todos nós podemos ser divididos numa identidade tripartida: temos um Eu que tentamos mostrar às outras pessoas, que é como gostamos que nos vejam, e que é um bocado forçado; temos um Eu que é aquele que tememos que as pessoa vejam em nós (e atenção que não temos necessariamente de ser assim como tememos), e que advém de inseguranças nossas; e no meio disso tudo, no meio de todo esse nevoeiro, temos aquilo que no Zen se chama de Eu verdadeiro (ou face original). O nosso problema no relacionamento connosco é que não expressamos suficientemente este último Eu. Vamos exprimindo o primeiro, escondendo o segundo, sendo que o terceiro lá vai aparecendo de vez em quando (claro que as quantidades variam muito de pessoa para pessoa!)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Estar constantemente nesse esforço de contenção ou de adopção de papeis socialmente aceites é cansativo, apesar de muitas vezes não nos apercebermos. Muitas pessoa vivem assim toda a sua vida sem se aperceberem! No meu ver, não é possível atingir um estado de verdadeiro equilíbrio interior sem abandonarmos essas máscaras e expressarmos cada vez mais aquilo que somos. E só a partir desse ponto de harmonia com o que somos, que exige segurança acerca do que somos, que exige respeito e aceitação pelo que somos, é que podemos construir uma relação verdadeira. Caso contrário, o que acontece é que as nossas máscaras se andam por aí a relacionar com outras máscaras, num teatro social muito comum, mas profundamente disfuncional. E esta disfunção reflecte-se em grande escala numa relação amorosa! Quanto tempo é que conseguimos segurar uma máscara depois de entrar numa relação? Um dos dois (ou os dois) vai se cansar, começar a mostrar-se mais, a ilusão que a outra pessoa tinha criado desfaz-se, e é muito provável que a relação saia lesada no meio desse processo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além deste problema com o nosso próprio ser, há outros problemas que impedem o amor. Outro é a forma como ele se desenrola, que tem muito a ver com a nossa incapacidade de deixarmos as coisas evoluírem com naturalidade, de deixarmos a vida seguir o seu fluxo natural. Diz-me a experiência que para uma coisa seja realmente sólida, tem de ser construída lentamente. No caso do amor o principal ingrediente é a amizade, que requer tempo a ser construída, e o principal inimigo, a pressa, característica extremamente comum nas relações a dois, e que é impulsionada pela paixão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas este não é um problema impossível de ultrapassar. O importante é tomarmos consciência dele, do quanto afecta a nossa capacidade de construir relações, e aí estará dado o primeiro passo para o crescimento. Se nos encontrarmos a nós próprios, se nos expressarmos de forma verdadeira, e construirmos uma relação baseada na verdade e se, sem pressa, construirmos uma forte amizade, impregnada de transparência, de intimidade, temos os principais ingredientes para que o amor surja.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-335107312089259550?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/335107312089259550/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=335107312089259550&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/335107312089259550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/335107312089259550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2009/12/waiting-for-you.html' title='Waiting for you...'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-1912842428963935224</id><published>2009-12-28T15:00:00.009Z</published><updated>2009-12-30T16:11:32.931Z</updated><title type='text'>Seremos assim tão complexos?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="white-space: pre;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/Szt7oo-D6kI/AAAAAAAAAGQ/sN6oRVYxAlA/s200/brain-as-computer.jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 174px; height: 200px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421062514593229378" /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;/span&gt;O conceito de "tabula rasa" de John Locke é um conceito empirista que já foi, em tempos, largamente aceite. Defende que todos nascemos vazios e sem ideias, que todos chegamos de certa forma iguais ao mundo. Esta perspectiva veio a ser gradualmente substituída, em parte graças a estudos das áreas da genética e também da etologia, que defenderam que já nascemos com algum tipo de programação inata, certos mecanismos ancestrais, evolutivos, que resultaram da assimilação gradual de informação por parte dos nossos antepassados. Estas descobertas apontam realmente na direcção de que há predisposições, instintos ou motivações, que nascem connosco, fazendo de nós "tabulas com relevo".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Apesar desta mudança de paradigma, até que ponto podemos afirmar que nascemos com algum conteúdo mental? Uma coisa é afirmar que ao longo de gerações a lidar com tecnologias de dimensões cada vez mais reduzidas ficou inscrito no nosso DNA que seria mais adaptativo ter dedos mais finos para uma manipulação mais funcional das coisas, mas outra coisa será dizer que nascemos com uma ideia ou representação do que é um telemóvel, ou o que significa tecnologia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Tudo isto para chegar a uma distinção que me parece importante: entre o nosso hardware em constante evolução (ex: o corpo e o córtex cerebral) e o nosso software, que pode ser gerado no hardware/cérebro, mas que não me parece ter a sua origem nesse mesmo cérebro. Não me parece lógico que o software (as coisas que sabemos, que pensamos, as nossas ideias) nasçam connosco, e nesse sentido acho que tem toda a lógica o conceito de "tabula rasa". Pensemos, por analogia, num computador: sem o hardware (disco rígido, processador, motherboard, teclado, etc) não seria possível aceder a nenhum tipo de software (usar um sistema operativo como o windows, manipular a informação sob a forma de música, imagens, etc). Mas apesar de precisarmos do hardware para isso, não é dele que vem essa informação. O hardware é meramente um mecanismo de processamento e armazenamento de informação, e o software vem da informação que é introduzida pelos utilizadores (programação, música, fotos, etc).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Então e de onde é que vem todo esse fluxo de dados, toda essa informação, no caso dos humanos? No nosso caso vem do exterior, e começa a ser assimilada a partir do momento que os nossos mecanismos perceptivos entram em funcionamento. No fundo, acho que somos potentíssimos processadores de informação que vem do exterior, que são impelidos por motivos que a experiência (não só individual, mas de gerações anteriores) gravou em nós, processadores esses que se destacam pela consciência, tema esse que daria para uns quantos milhares de páginas, por isso fica para outra oportunidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Começamos então a reunir informação sensorial. Começamos a agrupar a informação sensorial em categorias, de forma a optimizar esse mesmo recolher e processar de nova informação (se tivéssemos de reconhecer individualmente, sem agrupar, todas as cadeiras que vimos ao longo da vida, teríamos de ter uma memória com uma capacidade quase infinita). Atribuímos etiquetas (que funcionam como uma espécie de pegas) às categorias para ser mais fácil manipular a informação. Acumulamos tudo num sistema associativo de memória, em que as coisas que estão relacionadas de alguma forma têm uma ligação mais forte (carro está mais fortemente associado a mota do que a telemóvel). Vamos chamar a todo esse tipo de memórias ou ideias que armazenamos de representações (R). E assim como temos R que estão mais próximas daquilo que sentimos ("a minha casa"), há outras mais abstractas que resultam da categorização ou da associação de ideias ("casa"), mas sempre tendo como base aquilo que foi experienciado sensorialmente (o conjunto de cores e brilhos, sons e cheiros que associamos à nossa casa, por exemplo).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Construímos assim uma grelha ou quadro de R que é a nossa realidade. Uexküll definiu o conceito de "mundo próprio" como uma parcela da realidade total incognoscível (não conseguimos ver muitas coisas que fazem parte da realidade porque o nosso organismo não está preparado para isso) que estamos preparados para processar, a que temos acesso. Pois bem, esta grelha conceptual que construímos com essas nossas representações, é uma espécie de mundo próprio dentro do mundo próprio, um mundo psicológico. Dentro da experiência da realidade já limitada pelas nossas motivações e pelos nossos sentidos, as nossas crenças e expectativas alteram e distorcem ainda mais o que se passa à nossa volta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Ou seja, ao mesmo tempo que estamos a recolher informação dos sentidos e a juntar essa nova informação às R que já temos, há dois processos com sentido oposto a acontecer. Há um que vai em busca de nova informação de acordo com os nossos instintos (temos fome e vamos à procura de comida, dando mais atenção a tudo o que está relacionado com comida do que com outras necessidades), e há outro que vai à procura de informação ou processa a informação de acordo com as nossas motivações psicológicas (se me identifico mais com determinada ideologia tenho tendência a prestar mais atenção ao discurso de alguém que partilha essa ideologia comigo, do que o discurso de alguém que tem uma ideologia oposta).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Este tipo de funcionamento leva a que nos tornemos num processador semi-automático da informação que vem do ambiente externo. Leva a que estejamos constantemente a contrapor as nossas R da realidade - aquilo que sabemos ou julgamos saber - com aquilo que vem do mundo sensorial (como uma espécie de grelha de correcção), tendendo a dar prioridade às ideias já estabelecidas (afinal somos quase todos tendencialmente conservadores!). Temos uma série de crenças sobre como o mundo é, e procuramos encaixar a informação nova segundo essas crenças. Temos uma série de expectativas sobre o que deve acontecer a seguir na nossa experiência (com base na experiência passada) e, enquanto que as novas informações que vão de encontro as nossas expectativas as reforçam ("aha! realmente tinha razão!"), as que vão contra encontram uma certa resistência ("hmmm... aquele meu colega costuma ser tão antipático e hoje está a ser tão simpático... algo se passa de errado!", mas vai ocorrendo uma certa moldagem/adaptação, com base na nossa flexibilidade/plasticidade cerebral/neuronal. É exactamente este modelo teórico que encara o cérebro como depósito de R sob a forma de memórias, memórias estas que estabelecem padrões/sequências acerca do que é esperado da realidade, que foi proposto pelo informático-neurocientista conceituado Jeff Hawkins - o Modelo de memória preditiva.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Este é um modelo que pretende agregar o vasto universo de dados que foram recolhidos acerca do cérebro num modelo/teoria unificadora, que explique o funcionamento mental e cerebral duma forma relativamente simples, por oposição ao cliché defendido ao longo de séculos, segundo o qual o cérebro é tão complexo, que a sua compreensão não poderia ser atingida a partir do mesmo nível de inteligência, pois "para compreendermos o nosso cérebro, teríamos de ser mais inteligentes do que somos, e se fossemos mais inteligentes, o nosso cérebro seria mais complexo ainda, impossibilitando de novo a sua compreensão".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-1912842428963935224?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/1912842428963935224/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=1912842428963935224&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/1912842428963935224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/1912842428963935224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2009/12/seremos-assim-tao-complexos.html' title='Seremos assim tão complexos?'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/Szt7oo-D6kI/AAAAAAAAAGQ/sN6oRVYxAlA/s72-c/brain-as-computer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-8781216889377789651</id><published>2009-11-25T20:59:00.005Z</published><updated>2009-11-25T21:56:30.037Z</updated><title type='text'>To think or not to think</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;THAT is the question.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"To be or not to be" é uma questão de resolução relativamente simples e directa. Somos. É possível que haja uma alternativa, que haja um estado de não-existência, e apenas não o consigamos imaginar devido às limitações da nossa mente: só conseguimos imaginar com base naquilo que experienciamos e assimilamos ao longo da nossa curta existência (as representações mentais que constituem a nossa realidade individual são criadas a partir da informação que recolhemos do meio ambiente, directamente, ou por associação de ideias, e por isso não conseguimos criar uma imagem do desconhecido). Há, no entanto, relatos de estados em que é experienciada essa não-existência, mas aí fala-se normalmente da não existência do pensamento ou do "eu", algo que é relatado em culturas/filosofias relacionadas com a denominada espiritualidade, a prática da meditação, etc. Mas mesmo nesses casos julgo que continuamos a ser. O pensamento pode cessar, podemos existir num nível diferente ou de uma forma diferente, se calhar com fronteiras diferentes (quem sabe mais interligados com o que nos rodeia), mas continuamos a existir, a ser.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portanto, e completando um pouco a linha de pensamento de Descartes ("Penso, logo existo"): mesmo sem pensar, existimos. Continuámos a ter uma existência corpórea, e quem sabe mais do que isso. Na minha opinião, a questão mais pertinente que pode ser colocada é:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pensar ou não pensar? This is the real question.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta é uma questão que fará mais sentido para aqueles que se situam no ponto de encontro (e de certo conflito) entre, por um lado, a prática do sentir e do viver duma forma total, proveniente muitas vezes de culturas orientais (para não haver confusões com filosofias/religiões, como o Bushido, o Hinduísmo, ou o Budismo, deixo o Zen ou o Taoismo como referência), e por outro lado a prática da introspecção, aliada a uma paixão pela razão e pela lógica, assim como pela filosofia, que são sustentadas por um tipo de pensamento tipicamente ocidental e analítico, em oposição à abordagem holistica do oriente. Viver o momento presente numa total entrega, sentido ao máximo, unindo-nos à vida à nossa volta? Ou tentar compreender esse mesmo mundo através da conceptualização, atribuindo significados e analisando?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São duas abordagens que não são opostas, mas são incompatíveis, na medida em que não podem ocorrer em simultâneo. Na abordagem holística o pensamento pára. A atenção expande-se, redistribui-se, e a energia mental dilui-se pelas sensações, pelos sentidos. Deixa-se de tentar compreender pela razão e pela lógica aquilo que não pode ser compreendido. Apreende-se o próprio ser e tudo o que nos rodeia duma forma total, integrada, havendo mesmo relatos de estados avançados em que a fronteira entre o EU e o que nos rodeia se dilui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na abordagem analítica atribui-se significados ao que nos rodeia, de forma a melhor controlar o ambiente circundante e de forma a poder comunicar melhor com os outros seres da nossa espécie. Se não dividíssemos o todo em partes e déssemos nomes à essas partes, como é que poderíamos comunicar com as outras pessoas (deixaríamos de poder diferenciar entre o céu e a terra, entre o tronco da árvore e as suas folhas, etc.)? Mas é importante não esquecer que o sistema simbólico que criámos a partir da dissecação e etiquetação da realidade, e a própria realidade que ele representa, são coisas distintas. e quando estamos perante uma experiência e lhe atribuímos automaticamente um símbolo, deixamos de experienciar a realidade para experienciar o símbolo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É aqui que divergem ao máximo as duas abordagens: a analítica aplica automaticamente essa grelha conceptual à realidade circundante e passa a viver dentro dessa grelha, a pensar a vida (olhamos para uma montanha e em vez de experienciarmos o momento, damos um nome), sendo muito mais difícil acontecer um contacto directo com a realidade; a holística tende a remover as fronteiras (ou a não criar) artificiais/conceptuais, vivendo a vida como um todo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pensar ou não pensar? É difícil abandonar a "escola" analítica que nos acompanha desde o berço. É difícil remover uma formatação tão profunda. E será que vale mesmo a pena? Torna-se ainda mais difícil abandoná-la quando o pensar é, acima de tudo, um grande prazer. Quando se considera a filosofia uma monumental arte. A razão e a lógica puras são, na minha humilde opinião, a forma mais próxima de perceber o real duma forma menos subjectiva e egocêntrica, logo a seguir à experiência directa da realidade. Mas para quê admirar um quadro quando se pode presenciar a paisagem original? Da mesma forma, para que pensar a realidade se a podemos viver? Pensar ou não pensar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aceitam-se sugestões...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-8781216889377789651?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/8781216889377789651/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=8781216889377789651&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/8781216889377789651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/8781216889377789651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2009/11/to-think-or-not-to-think.html' title='To think or not to think'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-7253369386635234272</id><published>2009-10-09T11:06:00.005+01:00</published><updated>2009-10-17T11:51:24.220+01:00</updated><title type='text'>A falácia do homo/idio-centrismo</title><content type='html'>Homo - referente ao Homem, no sentido de ser pertencente à espécie humana.&lt;div&gt;Idio - referente ao particular, ao que é característico do indivíduo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estas duas ideias estão na base duma das maiores falácias da razão humana, que tem por base nada mais nada menos que o egocentrismo inerente ao funcionamento do ser humano. Somos todos peças num puzzle universal, cada um cumprindo o seu propósito natural de manter a sua sobrevivência, assim como a riqueza e diversidade naturais. Neste universo composto por uma infindável variedade de formas energéticas, em diversos estados (alguns dos quais provavelmente nem chegamos a conhecer), dividindo-se entre vivos e não vivos, em vertebrados e não vertebrados, humanos e animais. Como esta distinção me faz confusão. Somos animais. Ser animal faz parte da nossa natureza, e como tal possuímos características comuns com os outros animais, apesar de gostarmos de nos distinguir desses seres naturais. Essa é apenas parte do erro que cometemos na nossa abordagem da vida. Tanto ao nível individual como ao nível da espécie, gostamos de nos sentir únicos, diferentes, distintos... reforça-nos a identidade, o ego. Isso reflecte-se num sem fim de fenómenos sociais, e reflecte-se a um nível mais global na separação que tanto gostamos de reforçar entre nós e as outras espécies animais, baseando-nos quase exclusivamente nas nossas capacidades intelectuais. Não me irei referir quanto à importância que julgo ter a aplicação dessas capacidades, mais do que as capacidades em si, e às consequências que as aplicações das nossas capacidades trouxeram ao mundo à nossa volta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa capacidade intelectual e essa identidade separada das outras entidades vivas separa-nos, torna-nos únicos e especiais. E assim pensamos que o mundo gira à volta da espécie humana, que a natureza vive para nós. É difícil sair da nossa esfera egocêntrica, no entanto parece-me sensato e racional concluir que nada mais representamos para essa natureza que qualquer outra espécie. Nada mais representamos que qualquer outra forma de existência, qualquer outra forma de energia, mesmo que não viva.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Somos uma peça do puzzle, uma parte da engrenagem. O puzzle só se completa com todas as peças, e a engrenagem só funciona com um funcionamento equilibrado de todas as peças. Quando uma peça tenta funcionar sozinha a engrenagem não tarda em quebrar. É assim tão difícil ver que somos menos significativos do que pensamos neste mapa natural? Falo tanto a nível individual como em termos de espécie. É assim tão impossível ver que, em termos individuais, nada mais somos que qualquer outro indivíduo? Que a cor, o estatuto, o poder, o pensamento, são irrelevantes para a posição que ocupamos na natureza? Que a razão que possuímos é apenas mais uma capacidade? Alguns animais também possuem características que nós não possuímos e isso não os torna superiores a nós. Parece-me possível e proveitoso usar essa característica exclusiva para um percebimento verdadeiro das coisas, ser racional e objectivo e perceber que nada mais somos que... que nada!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-7253369386635234272?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/7253369386635234272/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=7253369386635234272&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/7253369386635234272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/7253369386635234272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2009/10/falacia-do-homoidio-centrismo.html' title='A falácia do homo/idio-centrismo'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-2992530479429691933</id><published>2009-09-14T19:57:00.004+01:00</published><updated>2009-09-20T19:02:48.559+01:00</updated><title type='text'>Wall-E</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/Sq6YU04j67I/AAAAAAAAAGI/VlBpBhnPRCI/s1600-h/wall-e3.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 134px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/Sq6YU04j67I/AAAAAAAAAGI/VlBpBhnPRCI/s200/wall-e3.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381406088315005874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de me terem recomendado, finalmente tomei a iniciativa de ver um filmes que desde o início nunca despertou o meu interesse: Wall-E. Poucos minutos de filme tinham passado quando me apercebi de que este não é apenas mais um filme de animação. Ao longo do filme não consegui deixar de ficar comovido, e aquando do seu fim era inevitável sentir-me profundamente inspirado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Coloquemos de parte todos os preconceitos acerca dos filmes de animação. Esqueçamos o facto (pouco relevante para o efeito) de que os robots não têm características humanas. O Filme passa-se num futuro não tão distante, em que a tralha acumulada pelos seres humanos e o envenenamento do ambiente chegaram a um ponto em que todos têm de sair do planeta pois este tornou-se inabitável. Os habitantes partem a bordo de uma nave espacial chamada "Axiom", num cruzeiro com a duração de 5 anos, tempo necessário à limpeza do planeta. Wall-E é um robot pré-programado para essa mesma limpeza, mas é também um robot com características humanas como a curiosidade, e acima de tudo a busca do amor. Wall-E é um robot que anseia todos os dias pela vinda desse amor que irá dar cor à sua vida. Passados aproximadamente 700 anos, chega então o dia em que um robot enviado pela Axiom e programado para determinar se as condições de vida na Terra já são habitáveis, e o amor à primeira vista surge na vida de Wall-E, que faz tudo para poder estar junto de Eve. Wall-E segue Eve de volta ao Axiom, onde os seres humanos vivem em condições desumanizantes: vivem num estado quase vegetal pois até as mais pequenas tarefas são executadas por robots. Vivem num estado de obesidade mórbida e ignorância profunda, sem conhecer o planeta que abandonaram há séculos, sem saber o que é ser humano, o que é amar. A demanda de Wall-E em busca de Eve ilumina a vida desses passageiros com amor e liberdade, devolve-lhes a sua humanidade. O resto do filme fica para quem decidir vê-lo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta é uma bonita história de amor, desse amor perfeito e sem barreiras que é uma parte essencial de quem é humano. É irónico o facto de ser um robot apaixonado a ensinar aos "vegetais" que habitavam a Axiom o que é amar. Mas este filme pode também ser encarado como uma crítica ao avanço tecnológico desenfreado e que nos desumaniza. É também uma crítica ao comportamento humano irresponsável, que destroi o berço onde foi criado. Pode, se estivermos abertos a isso, despertar a nossa consciência para o que é importante mudar, como a forma tratar a vida não humana à nossa volta... pode incitar-nos a ser mais humanos, a amar mais. No fundo, que há mais do que isso? Que há mais do que o amor?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-2992530479429691933?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/2992530479429691933/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=2992530479429691933&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/2992530479429691933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/2992530479429691933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2009/09/wall-e.html' title='Wall-E'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/Sq6YU04j67I/AAAAAAAAAGI/VlBpBhnPRCI/s72-c/wall-e3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-8276845203378966913</id><published>2009-08-25T14:38:00.017+01:00</published><updated>2009-09-25T12:44:26.831+01:00</updated><title type='text'>Praga és tu, pá!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/SpQGGlTiLyI/AAAAAAAAAGA/Ou4QxRAbTzQ/s1600-h/309C7D_1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 144px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/SpQGGlTiLyI/AAAAAAAAAGA/Ou4QxRAbTzQ/s200/309C7D_1.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373926965522870050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em que consiste uma praga? Uma praga diz respeito ao crescimento desregulado de uma espécie, que desequilibra o ecossistema onde essa espécie se insere. Leva normalmente a um consumo descontrolado dos recursos (como a grande &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_praga_de_filoxera"&gt;praga da Filoxera&lt;/a&gt;, que afectou a Europa no século XIX), afectando também (directa ou indirectamente) as outras espécies que integram o ecossistema. Sabemos que uma praga segue esse tipo de crescimento nada adequado, e que geralmente acaba por surgir uma força reguladora - a humana - que combate esse crescimento, tentando instaurar um novo equilíbrio. Questiono-me, e mesmo depois de alguma pesquisa, continuo sem saber quais as consequências no caso de não haver esse controlo (que no nosso caso, diga-se de passagem, é mais um controlo egoísta para preservar as nossas condições de vida, do que para preservar o equilíbrio de todo o ecossistema terrestre). Mas será necessário pensar muito ou ir muito longe para descobrirmos um exemplo desse tipo de praga que não é controlada?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/SpQF_IiK-5I/AAAAAAAAAF4/zAfMMkYLoCM/s200/montage.jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 110px; height: 200px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373926837540551570" /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Encarando o contexto do mundo vivo duma forma mais abrangente, não só no que diz respeito a pragas, podemos encontrar uma grande variedade genética que enriquece a vida no nosso planeta, assim como um leque sem fim de seres vivos. Estes seres adaptam-se ao meio onde se inserem, de forma a poderem extrair dele os recursos necessários à sua sobrevivência e à manutenção da sua existência. Cada espécie animal possui características adaptadas ao local onde habita, de forma a poder sobreviver aos perigos existentes, e a poder extrair o alimento de que necessita para garantir a sua descendência genética. E a nossa espécie não é excepção, ou será? Assim como as plantas desenvolveram raízes (mais ou menos profundas) de forma a extrair os nutrientes do solo, e folhas capazes de transformar a energia luminosa em energia química, também os seres humanos se adaptam ao meio onde se encontram. Iniciamos a nossa viagem como colectores, e fomos evoluíndo rumo ao cultivo e extracção dos alimentos do solo, gradualmente melhorando as técnicas, que se tornam mais e mais eficazes, tendo por background uma evolução do conhecimento científico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além da participação nessa demanda por recursos, outra característica dessa grande variedade de seres vivos é que interagem com os outros seres vivos do ecossistema, tentando garantir um território, a sua sobrevivência, ou para deles extrair alimentos necessários à sua dieta natural, estabelecendo-se assim uma cadeia hierárquica. Estes seres inserem-se num sistema complexo e equilibrado, que mantém a sobrevivência das espécies, fornecendo-lhes os recursos necessários, mantendo o número de exemplares de cada espécie num nível aceitável. E assim se atinge um fabuloso equilíbrio entre um sem fim de espécies que interagem entre elas, algo que parece obra resultante de algum tipo de inteligência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resumindo, a natureza viva (mas também a não viva, pois esta sustenta a primeira), segue um equilíbrio digno de um óscar da existência, em que os seres vivos retiram do meio os recursos que necessitam duma forma moderada, e interagem com os outros seres vivos do ecossistema duma forma equilibrada. Mas voltando à questão das excepções...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O homo sapiens sapiens: que exemplar extremamente complicado, mais não seja pelos imprescrutáveis meandros da sua mente, e pela não menos complexa forma como interage com o seu grupo. Será que somo de alguma forma uma excepção ao equilíbrio natural?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como a psicologia explica, nós seres humanos temos uma perspectiva muito subjectiva e enviesada da realidade, sendo que uma das consequências é, entre outras, vermos aquilo que queremos ver, de forma a conseguirmos obter uma visão mais positiva de nós e dos nossos (o que também se aplica a nós como grupo humano). Vemos o mundo duma forma alterada pela nossa identidade, pelas nossas crenças, pela nossa experiência, mas também pela identidade e experiência do grupo. E é extremamente difícil sair deste visão subjectiva e ver as coisas duma forma mais objectiva.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/SpQEl6X6u-I/AAAAAAAAAFo/MuQMx6uXeN8/s200/Truth-Lies.gif" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 130px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373925304731089890" /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, no que toca à gestão de recursos e de relacionamentos inter-espécies, não me parece assim tão difícil olharmos duma forma global para a história do mundo e do ser humano, olharmos para o nosso comportamento de uma forma geral e para a nossa evolução. Com o passar dos anos, o Homem continuamente expandiu o seu conhecimento, o que levou ao aprimorar de todo o tipo de tecnologias e técnicas. Cada vez sabemos mais, o que nos permite tornarmos cada vez mais eficientes, quer seja na extracção dos recursos do planeta (ao ponto de extraírmos muito mais do que precisamos e serem desperdiçadas grandes quantidades de alimento, por exemplo), quer seja na construção de armas cada vez mais mortíferas, e por aí adiante. Parece-me fazer sentido que o poder económico tenha um papel muito importante neste aumento desregulado, ao apelar à produtividade (pois precisa dela para subsistir e manter o seu lucro), o que leva a situações como a que se verifica no pantanal de Mato Grosso - mais info &lt;a href="http://www.avina.net/web/siteavina.nsf/53714ad2f222463f052572f2005a0fe6/d65c3e91ba50ed6ec12575cc005cb9e7/$FILE/Pantanal.revista.Epoca.jun09.pdf"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Mas esta péssima influência económica não tem vontade própria, sendo que apenas reflecte a ganância inerente ao ser Humano. Essa ganância, essa vontade de ter mais, de saber mais, ou o medo de perder o que se tem e de não se ter os recursos necessários no futuro que se aproxima, são factores que incitam a acumulação. Desta forma, exploramos o ecossistema duma forma não sustentada, nada moderada, e sem ter em consideração a manutenção do equilíbrio entre a complexa rede de seres vivos. Acabamos por destruir paisagens, por extinguir espécies, e a dificuldade de mudança deve-se muito a não conseguirmos muitas vezes prever as consequências futuras dos nossos actos presentes (acerca deste tema e não só, aconselho o livro do psicólogo Daniel Gilbert "Stumbling on happiness", cuja versão portuguesa se chama "Tropeçando na felicidade"). Felizmente e infelizmente chegámos a uma limiar em que é inevitável fechar os olhos, pois as consequências são cada vez mais óbvias, e isto reflecte-se numa mudança (lenta, na minha opinião) de crenças, atitudes e comportamentos. Será que vamos a tempo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Longe de mim criticar o aprofundar do conhecimento (como amante da ciência que sou), e longe de mim censurar o aprimorar da tecnologia e da técnica. Mas infelizmente, o que o escritor e produtor Stan Lee expressou num dos seus filmes, sob a forma das palavras "Com um grande poder, vem uma grande responsabilidade", não se verifica na prática, e essa responsabilidade é substituída por um grande egocentrismo e inconsciência. Não sabemos usar o conhecimento que adquirimos, e esse é o cerne do problema. Tomemos por exemplo o recurso à produção de alimentos transgénicos. Sem deixar de ter em consideração as vantagens de ter alimentos mais resistentes e adequados às nossas necessidades, que consequências trarão a longo prazo para o nosso ecossistema? Que impacto teram esses alimentos "melhorados" nos seus concorrentes naturais?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas a extracção e processamento de recursos e a falta de consideração pelos outros membros vivos do ecossistema não são os únicos problemas do comportamento humano. Entre um infindável número que poderia listar aqui, parece-me importante referir um crescimento extremamente exagerado do número de membros da nossa família humana, o que sem dúvida contribuí para os problemas referidos anteriormente. Culpem a testosterona, culpem a falta de educação, mas o certo é que temos atingido proporções preocupantes. Sem ter a intenção de puxar a brasa à minha sardinha, parece-me que cabe à psicologia e à psicologia social o papel de, após compreender a forma como pensamos, sentimos e agimos, descobrir como emendar alguns dos "bugs" mentais que se verificam, e como melhor sensibilizar e educar as pessoas, passando por uma grande mudança de atitudes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/SpQE0kL2KjI/AAAAAAAAAFw/dhI8EC4mY8Y/s200/selfdestruct.jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 189px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373925556472916530" /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo isto para resumir uma visão um pouco pessimista do mundo, que não deixa de ser também esperançosa: não sabemos usar o nosso poder com responsabilidade. Não sabemos prever as consequências futuras das nossas acções, e partilhamos pelo menos um dos hobbies dos coelhos. Obviamente que existem outros factores, como a poluição ambiental, que por sua vez está também associada ao crescimento não sustentado. Estes factores referidos levam a uma destruição do ambiente, a uma destruição das outras espécies, que levará em última instância, e caso a consciência e o rumo dos acontecimentos não mudem, à destruição da nossa espécie. Assim como nós seres humano tentamos controlar a progressão de pragas que se reproduzem e consomem recursos de forma desmedida, e ameaçam a nossa estabilidade, também a inteligência da natureza certificar-se-á de controlar esta praga (que naturalmente não consegue encarar-se como tal), de forma a restaurar de novo o equilíbrio natural. Esta é uma visão radical, mas real na sua subjectividade. De qualquer das formas, se não se despertar a consciência para uma necessidade de mudança... bem, o problema é nosso, não é?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-8276845203378966913?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/8276845203378966913/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=8276845203378966913&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/8276845203378966913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/8276845203378966913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2009/08/eu-praga.html' title='Praga és tu, pá!'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/SpQGGlTiLyI/AAAAAAAAAGA/Ou4QxRAbTzQ/s72-c/309C7D_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-5266784290967283059</id><published>2009-08-15T11:12:00.014+01:00</published><updated>2009-09-25T12:59:38.911+01:00</updated><title type='text'>Between Angels and Insects</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/SoaYkHuTp4I/AAAAAAAAAE4/L8__IxrcVoc/s1600-h/MassMarketBasicPalet1-464x572.png"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 162px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/SoaYkHuTp4I/AAAAAAAAAE4/L8__IxrcVoc/s200/MassMarketBasicPalet1-464x572.png" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370147352001881986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;div style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 3px; padding-right: 3px; padding-bottom: 3px; padding-left: 3px; width: auto; font: normal normal normal 100%/normal Georgia, serif; text-align: left; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A música é uma arte, uma forma de exprimir o que nos vai na alma. Assim como alguns o fazem através da pintura, da mera utilização de palavras como a poesia, do desenho, e uma infinidade de outras artes, a música pode ser uma forma muito profunda de nos exprimir-mos. Esta forma de arte pode ser aliada a outra forma de arte, que é a literatura, nascendo assim as chamadas canções. Claro que nem tudo o que motiva o surgimento deste tipo de arte mista é artístico, pois há outros interesses envolvidos: há a criação de uma imagem (há conjuntos musicais que se dedicam mais à construção de uma imagem do que outros), há o lucro (especialmente da parte de terceiros, como os representantes dos músicos), há o entretenimento (expressão mais virada para o público). Não tendo nada contra os músicos que trabalham a sua imagem e que são entretainers acima de tudo, aprecio especialmente aqueles que sobem ao palco e entram naquela espécie de transe em que o mundo desaparece, sobrando a sua alma, a sua voz e/ou o seu instrumento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa intersecção de variáveis de definem um artista musical levam muitas vezes a que as pessoas menosprezem um artista, não conseguindo apreciar um determinado nível (como o literário) porque este não as agrada a um outro nível (como o da imagem). Tomemos por exemplo o Pedro Abrunhosa, que na minha opinião é um grande poeta dos nossos dias: o facto de não cantar (facto por ele admitido) impede muitas vezes que as pessoas prestem atenção às suas letras, não conseguindo assim ter uma visão mais abrangente da obra do artista. O mesmo poderá passar-se com o grande crítico social, Gabriel O Pensador. Sem querer tomar o partido de ninguem, quem sabe o Marilyn Manson não terá nas suas músicas mensagens com alguma profundidade? Mas a imagem gera um grande impacto nas pessoas, impedindo muitas vezes que consigamos ir mais longe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que essa barreira da imagem funciona nos dois sentidos: pode ser uma má imagem inicial que nos impeça de ver a profundidade literária; mas também pode ser uma boa imagem, ou melhor dizendo comercial, que nos impeça de ver outros conteúdos da arte musical. Inúmeras bandas nos chegam incessantemente dos Estados Unidos, cuja imagem e ritmos nos cativam, impedindo-nos de ir além das aparências. No entanto, acho que o factor língua tem aqui um grande peso: o facto de uma canção nos chegar escrita noutra língua dificulta que interpretemos a sua letra, fazendo com que nos voltemos mais para outros factores (como a música, a imagem, etc) - claro que isto varia de pessoa para pessoa. Isto pode ter a ver com o facto de, quando ouvimos uma música na nossa língua, ser quase inevitável acedermos ao significado da sua letra, pois é um processo já automático que exercitamos desde que aprendemos a falar; no entanto, quando ouvimos uma canção em inglês, por exemplo, já é necessária muito mais atenção da nossa parte para acedermos ao significado das palavras, tendo também em conta que a nossa atenção se distribui por outros factores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/SoaZjPwkHnI/AAAAAAAAAFI/QxfGtdzyxvg/s200/391.jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370148436490591858" /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após este pequeno aparte linguístico, voltemos à questão de como alguns factores, como a imagem, podem desviar a nossa atenção de outros conteúdos musicais. Tomemos por exemplo uma banda que, apesar de ter muitos fãs (especialmente jovens), pode perfeitamente ser rotulada como "uma banda de jovens rockeiros, darks e rebeldes, que dizem palavrões e gritam nas músicas". Estou a falar dos Papa Roach, e para terminar vou deixar aqui o exemplo específico duma música de que gosto especialmente, para mostrar algum conteúdo literário crítico, e como nos podemos enganar facilmente (atenção que não estou a generalizar a conclusão à banda no geral, e a todas as suas músicas). A canção chama-se Between Angels and Insects:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estrofes&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;I just wanna be heard, loud and clear are my words, comin’ from within man&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Tell ‘em what you heard, it's about a revolution&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;In your heart and in your mind, you can't find the conclusion&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Lifestyle and obsession, diamond rings get you nothin’ but a lifelong lesson&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;And your pocketbook stressin’, you're a slave to the system&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Workin jobs that you hate, for that shit you don't need&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;It's too bad the world is based on greed, step back and see&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Stop thinkin’ bout yourself, start thinkin’ bout&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Cuz everything is nothing, and emptiness is in everything&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;This reality is really just a fucked up dream&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;With the flesh and the blood that you call your soul, flip it inside out&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;It's a big black hole, take your money burn it up like an asteroid&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Possessions, they are never gonna fill the void, take it away&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;And learn the best lesson, the heart, the soul, the life, the passion&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Refrão&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;There's no money, there's no possession, only obsession, I don't need that shit&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Take my money, take my possession, take my obsession, I don't need that shit&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Bridge&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Money, possession, obsession, present yourself, press your clothes&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Comb your hair, clock in, you just can't win, just can't win&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;And the things you own, own you&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo o Jacoby Shaddix (vulgarmente conhecido por Coby Dick): Nestas palavras que "vêm bem lá de dentro", procura revolucionar a confusão que vai dentro de nós, com destaque para aquela que nos leva a seguir estilos de vida orientados para a aquisição de bens materiais, que não nos trazem nada, senão uma lição no final: que esses bens nunca irão preencher o vazio que temos dentro de nós. Tornámo-nos escravos dum sistema, que nos cativa com riqueza exterior, prometendo assim a felicidade. Nesse sistema sujeitámo-nos a trabalhos de que não gostamos verdadeiramente, mas que nos dão o dinheiro para conseguirmos comprar a felicidade de plástico que não nos irá satisfazer nunca. Isto tudo porque faz parte do ser humano a ganância, a ambição, uma fome de ter mais, com as quais o sistema joga para manter as pessoas presas a esses tais empregos, e para que estas perpetuem esse mesmo sistema. Faz-nos crer que precisamos de imensas coisas, para que continuemos a trabalhar como formigas obreiras nas construção da nossa prisão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas se nos afastarmos um pouco e observarmos as coisas com mais clareza: O dinheiro é vazio, não tem valor intrínseco. As posses são vazias e há apenas uma obsessão constante em ter mais, em ter o que os outros têm também, e essa obsessão sim impede-nos de sermos felizes. Todas as coisas não significam nada. O vazio está em tudo, e também dentro de nós. Isto a que chamamos de realidade não passa de um "sonho" (uma interpretação subjectiva), em que tentamos preencher o vazio dentro de nós com essas coisas também vazias (que julgamos possuir, mas acabam por nos possuir), em que cultivamos o nosso exterior como se fosse a nossa alma e tudo o que temos. O culto do exterior e as posses nunca irão tornar-nos felizes, mas poderão fazer-nos aprender a verdadeira lição: a do coração, da alma, da vida, e da paixão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obrigado, Coby, pela chamada de atenção, e pelas tuas palavras verdadeiras, que infelizmente esbarram no preconceito das pessoas e perdem o seu efeito.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-5266784290967283059?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/5266784290967283059/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=5266784290967283059&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/5266784290967283059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/5266784290967283059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2009/08/between-angels-and-insects.html' title='Between Angels and Insects'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/SoaYkHuTp4I/AAAAAAAAAE4/L8__IxrcVoc/s72-c/MassMarketBasicPalet1-464x572.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-8961547371901499191</id><published>2009-08-15T00:40:00.004+01:00</published><updated>2009-08-15T00:58:20.282+01:00</updated><title type='text'>Uma flor, uma analogia, uma libertação</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;div style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 3px; padding-right: 3px; padding-bottom: 3px; padding-left: 3px; width: auto; font: normal normal normal 100%/normal Georgia, serif; text-align: left; "&gt;&lt;p style="text-align: justify; "&gt;A flor de Lótus é uma flor venerada na Índia e no Japão, o que se deve a possuir uma simbologia muito profunda. A semente de Lótus pode ficar à volta de 5.000 anos sem água, até que surja a quantidade perfeita de humidade, para que possa germinar. Esta flor nasce da lama, sendo que só se abre quando atinge a superfície, mostrando as suas pétalas que possuem a interessante característica de auto-limpeza (repelindo microorganismos e sujidade). O botão da flor tem a forma de um coração, e suas pétalas não caem quando a flor morre, apenas secam. É ainda a única planta com a capacidade de regular seu calor interno, mantendo-o por volta de 35º, aproximadamente a mesma temperatura do corpo humano.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/SoX2TB84H7I/AAAAAAAAAEo/7-AN_BVSk0Q/s200/Flor_lotus.jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 154px; height: 200px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369968937510903730" /&gt;&lt;p style="text-align: justify; "&gt;É quase inevitável estabelecer uma ponte entre esta flor e o chamado "crescimento espiritual" do ser humano, aquele que culmina num profundo conhecimento de si próprio, numa grande liberdade, espontaneidade, e numa verdadeira expressão daquilo que somos - este estado é muitas vezes chamado de nirvana, de moksha, de zen, etc. Assim como a semente pode ficar milhares de anos sem germinar, também o Homem pode nascer, crescer, e morrer, sem nunca amadurecer verdadeiramente. Só quando se estabelecem as condições necessárias (que segundo diversas filosofias orientais partem da meditação) pode o ser humano florescer. O ser humano nasce e vive na lama, na medida em que vive num estado de grande aprisionamento mental, de grande condicionamento (somos prisioneiros daquilo que nos foi transmitido culturalmente, pela nossa educação - tornamo-nos escravos dos nossos pensamentos). Vive na lama por viver num estado de ausência de harmonia interior, um estado constantemente inundado por pensamentos negativos, sofrimento, insatisfação, conflito (alternado com períodos de satisfação e prazer passageiros). Vive na lama porque não se expressa verdadeiramente: expressa muitas vezes aquilo que acha correcto expressar, aquilo que acha que não será rejeitado e censurado pelos outros, vivendo numa auto-repressão constante. Vive na lama porque vive na culpa, recriminando-se, mesmo que inconscientemente, por aquelas coisas que não exprimiu devido à repressão, mas guarda contínuamente dentro de si - não mostra o que é para poder se integrar melhor na sociedade, mas o que esconde continua dentro de si a envenenar o seu ser, até que tudo seja exteriorizado. Só quando se expressa livremente pode este ser crescer, mostrar as suas pétalas. E só se pode expressar livremente quando se deixa de reprimir e sentir culpado pelo que é. E só pode abandonar essa culpa e repressão quando compreende e relativiza a pressão social, as normas.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; "&gt;Só quando remove todos os obstáculos, que no fundo eram alimentados por si próprio, só nesta altura mostra todo o seu brilho, que irradia o mundo e contagia os outros seres que o rodeiam, partilhando com eles a sua liberdade e dando-lhes força para enfrentarem os seus medos e se tornarem livres.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; "&gt;Aquilo que nos é transmitido pela sociedade tem a sua utilidade, pois serve de base ao nosso crescimento. Esse conhecimento e essas normas resultam da experiência dos nossos antepassados. Resulta numa mundivisão mais ou menos homogeneizada. No entanto, o mundo segue uma constante evolução: o conhecimento é contínuamente aprimorado, e contínuamente adaptado a novas realidades (há, no entanto, normas que são mais resistentes à mudança). Sabendo isto, não nos devemos apegar demasiado ao que nos foi transmitido: a nossa educação é uma plataforma de lançamento para o nosso crescimento contínuo, do qual faz parte a capacidade de individualização, de quebrar a norma quando esta tem de ser quebrada. Se queremos nos completar como seres humanos, temos de abandonar aquilo que nos lançou na nossa busca - a educação, e descobrirmos a nossa verdade, aquilo que somos e que temos de exprimir. Temos de cortar o nosso cordão umbilical, abandonar o ninho, amadurecer. E só mediante essa libertação e essa descoberta podemos resolver os nossos problema interiores, atingindo esse tal equilíbrio que será a nossa dádiva para o mundo e para a evolução da consciência desse mundo. Há que criar essas condições necessárias para sair da lama e para florescer.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-8961547371901499191?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/8961547371901499191/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=8961547371901499191&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/8961547371901499191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/8961547371901499191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2009/08/uma-flor-uma-analogia-uma-inspiracao.html' title='Uma flor, uma analogia, uma libertação'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/SoX2TB84H7I/AAAAAAAAAEo/7-AN_BVSk0Q/s72-c/Flor_lotus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-1504292620967114733</id><published>2009-08-15T00:07:00.003+01:00</published><updated>2009-08-15T00:12:38.074+01:00</updated><title type='text'>Curto memorando sobre meditação</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/SoXvW1gI6yI/AAAAAAAAAEY/FRq0y4FWMu8/s1600-h/meditar4.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/SoXvW1gI6yI/AAAAAAAAAEY/FRq0y4FWMu8/s200/meditar4.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369961306307226402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;O estado muitas vezes chamado de meditação é um estado de ausência de mente, no sentido de ausência de pensamento, e logo um estado desprovido de todo o tipo de condicionamentos com origem em conceitos, formulas, conhecimento, enfim... de tudo o que reside na nossa memória – o passado. Normalmente, o conhecimento que temos armazenado sob a forma de memórias surge, espontaneamente ou porque nos deparamos com algo que nos faz recordar, alterando a forma como vemos aquilo que está à nossa frente: vejo uma pessoa que pertence a um grupo que considero de violento, recordo a informação que tenho acerca desse tipo de pessoa, vejo-a duma determinada forma com base na experiência que tenho com pessoas "assim", e activo um padrão de comportamento adequado para lidar com esse tipo de pessoa. Desta forma o nosso pensamento e comportamento é sempre determinado pelo passado e pela experiência, e extremamente limitado na medida em que cria imagens de pessoas novas com base em informação extraída de outras pessoas. Isto acontece de forma a que a nossa mente possa conhecer e compreender o mundo à volta da forma mais económica em termos de recursos. Mas isto não que dizer que não haja outra forma.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;No estado de meditação, a mente silencia-se, e com ela toda essa informação do passado. Agimos num estado de inocência, porque tudo à nossa volta é misterioso. Se não há memórias e estamos focados no presente, o conhecimento é colocado de parte, e vemos tudo para onde olhamos como novo. Parece difícil orientarmo-nos sem a nossa pré-programação, mas essa dificuldade de lidar com o desconhecido a todo o momento, proporciona o maior crescimento da inteligência, na sua maior profundidade. Adquirimos um tipo de inteligência que nos permite abordar cada situação como única, tendo uma percepção mais límpida, sem nenhum tipo de limitação originada pelo passado e pela experiência. Agimos assim com total liberdade, sem nenhum tipo de condicionamento do passado. E por isso mesmo a nossa mente acaba por ser mais perspicaz e mais criativa. Liberta-se dos bancos de memória e respectivo conhecimento, agindo assim de forma mais livre e mais concentrada no momento presente.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;A meditação permite uma canalização total da nossa atenção para o momento presente, afastando-nos das dimensões psicológicas do passado e do futuro. Torna-nos seres menos automáticos e mais autónomos, com espírito verdadeiramente crítico e independente de factores externos. Aumenta a nossa performance como seres humanos, pois tornamo-nos mais seguros, concentrados, livres, criativos e genuínos, permitindo também uma experiência mais profunda do fenómeno da vida.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-1504292620967114733?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/1504292620967114733/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=1504292620967114733&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/1504292620967114733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/1504292620967114733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2009/08/curto-memorando-sobre-meditacao.html' title='Curto memorando sobre meditação'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/SoXvW1gI6yI/AAAAAAAAAEY/FRq0y4FWMu8/s72-c/meditar4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-4842745228955092309</id><published>2009-08-10T21:18:00.005+01:00</published><updated>2009-08-10T22:23:16.843+01:00</updated><title type='text'>Zambujeira do Mar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao longo da recortada costa Vicentina encontra-se uma mística e mítica terra, algures entre Vila Nova de Mil Fontes e Odeceixe, terra esta que alia o seu carácter paradisíaco a um espírito itinerante que a inunda alguns dias por ano, por alturas da primeira metade do mês de Agosto. Junto a uma lindíssima costa escarpada, banhada pelas agitadas ondas duma água gélida (na humilde opinião de um madeirense, oriundo duma terra onde as águas do mar são ternas), jazem casas alentejanas, brancas como a cal, moradias de pessoas amigáveis, e cujo calor humano se alia a uma abertura de espírito que se deve em parte ao fluir das pessoas que se deslocam a este mundo por alturas do festival Sudoeste.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/SoCJaNjlhFI/AAAAAAAAAEI/ia2abQTxTKA/s200/P%C3%B4r+de+Sol+-+Zambujeira+do+Mat.preview.jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368441839234155602" /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O dia na Zambujeira nasce tarde, devido às andanças tardias do dia anterior. Mas quando nasce, os exércitos enchem as ruas e as lindas praias, rodeadas por rochas laminadas. O sol quente e o calor humano aquecem este mundo até o astro-rei pousar a meio da tarde, altura em que todos migram de volta para o festival. Nas praias ficam as pranchas de surf, e nas ruas ficam espíritos livres com seu negócios de roupa, bijuterias e todo o tipo de acessórios, com música e sorrisos. A música e alegria estendem-se no tempo e no espaço, até que a magia adormece sob o brilho da lua, para renascer feita fénix com os raios de sol do final da manhã seguinte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma semana por ano a magia nasce numa terra já por si mágica. A vida liberta-se nas ruas deste labirinto com mil e uma estradas e um milhão de sorrisos, para mais tarde deitar-se nos lençóis da paz e do sossego, caindo num sono de muitos dias e muitas noites.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-4842745228955092309?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/4842745228955092309/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=4842745228955092309&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/4842745228955092309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/4842745228955092309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2009/08/zambujeira-do-mar.html' title='Zambujeira do Mar'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/SoCJaNjlhFI/AAAAAAAAAEI/ia2abQTxTKA/s72-c/P%C3%B4r+de+Sol+-+Zambujeira+do+Mat.preview.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-3623350701530804531</id><published>2009-08-07T22:59:00.004+01:00</published><updated>2009-08-08T00:50:00.089+01:00</updated><title type='text'>Uma arte humanista</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cantores, pintores, poetas, escultores, músicos... estes e outros tipos de artistas já contribuem pela sua natureza para o enriquecer da cultura e da vivência humana. Só a sua existência é suficiente para dar côr aos nossos dias. Sinto gratidão para com estas pessoas por algo que lhes é natural, que é a expressão da sua alma. Mas apesar dessa expressão ter um impacto positivo na vida das pessoas que as rodeiam, não deixa de ser uma expressão com origem num comportamento egoísta. Não digo egoísta num sentido negativo, pois nem sempre é negativo ser egoísta. Não somos todos um pouco? É egoísta na medida em que é uma acção que visa dar-lhes prazer, mesmo tendo em conta que dá côr à vida dos que os rodeiam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É tendo isto em conta que subo a parada no que toca à avaliação dos artistas: (quase) todos o fazem porque o sentem, porque faz parte deles, sendo que a consequência é um enriquecimento do mundo em que vivemos. Quando digo que subo a parada na avaliação dos artistas, digo isto porque há alguns artistas que não se limitam a exprimir o que lhes vai na alma, sendo que também tentam ir além disso contribuíndo de outras formas para esse enriquecimento do nosso mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/SnyyOqWj32I/AAAAAAAAAEA/yT_pOKegp8k/s200/coldplay_mtf.jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367360820875616098" /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um desse grupo de artistas é um grupo composto pelo Chris Martin, pelo Jonny Buckland, Guy Berryman e Will Champion, também conhecidos como Coldplay. Enquanto que muitas outros artistas, e sem de alguma forma os menosprezar, se limitam a expressar o que lhes vai na alma (o que é algo que já considero monumental), os Coldplay tentam usar a sua fama e sucesso como ferramenta para ir além disso e tornar melhor o mundo onde vivemos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta banda é sem dúvida uma banda de grande sucesso a nível mundial. No entanto, não deixou o dinheiro e a fama subirem ao topo da cadeia alimentar do sucesso, relegando para lugares mais baixos os seus princípios. Os coldplay mostraram-se comedidos, por exemplo, no que toca à utilização comercial dos seus produtos: recusaram contratos publicitários de milhões de euros com marcas de nível mundial para a utilização de algumas das suas músicas, por considerarem que estariam a vender o verdadeiro significado das músicas. Os Coldplay doam também 10% de todos os seus lucros para a caridade, o que é um valor extremamente significativo, tendo em conta o grande sucesso da banda. Finalmente, a banda, e especialmente o seu líder Chris Martin, estão intimamente associados à campanha de &lt;a href="http://www.fairtrade.org.uk/"&gt;Comércio Justo&lt;/a&gt;, ou Make Trade Fair. Esta campanha, apoiada pelos activistas ingleses, é uma campanha que pretende contrariar a tendência centralista e capitalista que movimenta o comércio mundial nos dias de hoje. Pretende defender os direitos dos comerciantes mais pequenos e locais face às grandes multinacionais. É uma iniciativa que o vocalista da banda faz questão de tornar pública nos seus concertos, e evidenciar, recorrendo a uma decoração no seu punho, ou uma pulseira, chegando mesmo a expor explicitamente a filosofia no início dos seus concertos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Venho por este meio tornar pública uma ovação de pé, uma vénia, e uma grande salva de palmas, a estes embaixadores do humanismo, e a todos aqueles que tentam através das suas acções tornar este mundo um local mais justo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-3623350701530804531?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/3623350701530804531/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=3623350701530804531&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/3623350701530804531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/3623350701530804531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2009/08/uma-arte-humanista.html' title='Uma arte humanista'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/SnyyOqWj32I/AAAAAAAAAEA/yT_pOKegp8k/s72-c/coldplay_mtf.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-437166865276591227</id><published>2009-08-06T23:46:00.007+01:00</published><updated>2009-08-07T10:47:39.580+01:00</updated><title type='text'>Zeitgeist</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/Sntm8Nn1MDI/AAAAAAAAAD4/A5runpmkOxc/s1600-h/zeitgeist.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 157px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/Sntm8Nn1MDI/AAAAAAAAAD4/A5runpmkOxc/s200/zeitgeist.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366996565576986674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que é o Zeitgeist? Este é um termo alemão que pode ser definido como "espírito da época", dizendo respeito a uma determinado clima intelectual e/ou cultural de uma determinada época. É a estrutura de pensamento em vigor em determinado tempo histórico. Esta abordagem da psicologia de uma era assenta em parte na lei da parcimónia de Ockham, abordagem simplista segundo a qual um fenómeno pode ser descrito de uma forma simples e assente apenas nas ideias estritamente necessárias. Assim como a "navalha de Ockham" defende uma visão geral da realidade, assente nas premissas mais básicas, o Zeitgeist reduz a forma de pensar de uma determinada época a princípios em vigor que são predominantes. Nem a lâmina de Ockham nem o Zeitgeist negam a existência de outras premissas, afirmando apenas que existem algumas predominantes. Suponhamos que falávamos do mundo em que vivemos na actualidade: poder-se-ia dizer que vivemos num mundo assente no dinheiro. Claro que o mundo não assenta apenas no dinheiro, pois há muito mais coisas que motivam as pessoas, mas é inegável que o dinheiro assume uma influência muito grande na forma das pessoas pensarem, pois todas as escolhas que fazem tem no fundo a ideia de que precisam de gerar dinheiro para satisfazer as suas necessidades. Portanto, aplicando o princípio de Ockham e procurando descobrir o nosso Zeitgeist, reduziríamos a nossa forma de pensar a pontos-chave, entre os quais o dinheiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Temos como exemplos de Zeitgeists em vigor ao longo da história da humanidade o Iluminismo, corrente cultural/intelectual com origem no século XVII. De acordo com o espírito iluminista, o ser humano possui em si as capacidades - racionais e de introspecção - necessárias para tornar este mundo um mundo melhor. Este movimento foi marcado, entre outros, pelo grande pensador alemão Immanuel Kant. Podemos também tomar por exemplo o surgimento do período do renascimento, por volta do final do século XIII, onde se substituíu uma estrutura mais feudalista por outra mais capitalista, e onde floresceram ideiais humanistas e naturalistas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas então e qual é o nosso Zeitgeist? Se repararmos, tanto os períodos referidos como outros períodos históricos, são geralmente tornados conscientes e analisados após o seu final. Assim como um peixe não tem (metafóricamente falando) consciência do que é o mar, pois não se consegue colocar fora dele para o presenciar, é-nos extremamente difícil sair da nossa estrutura de pensamento vigente e analisá-la duma forma global. Apenas um ser extra-terrestre que não pensasse como nós poderia chegar ao nosso planeta e traçar um plano geral da nossa forma de pensar e da nossa estrutura social. Será mesmo assim?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não nos será possível usar a lâmina de Ockham e simplificar a realidade observada de forma a traçar um panorama do que se passa no nosso mundo? Qual é o nosso Zeitgeist? Será que teremos de esperar décadas ou mesmo séculos para conseguir resumir a nossa forma de pensar? Como será que, daqui a vários séculos, os estudiosos irão encarar a época que vivemos agora? Como a irão analisar e resumir?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-437166865276591227?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/437166865276591227/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=437166865276591227&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/437166865276591227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/437166865276591227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2009/08/zeitgeist.html' title='Zeitgeist'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/Sntm8Nn1MDI/AAAAAAAAAD4/A5runpmkOxc/s72-c/zeitgeist.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-4675499633045809178</id><published>2009-07-27T15:14:00.008+01:00</published><updated>2009-08-07T00:37:59.305+01:00</updated><title type='text'>A dança xamânica ao deus do petróleo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/Sm29d1FJxhI/AAAAAAAAADY/LzU-VR1ksi0/s1600-h/contamination-amazon-ecuador-kid.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 133px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/Sm29d1FJxhI/AAAAAAAAADY/LzU-VR1ksi0/s200/contamination-amazon-ecuador-kid.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363151051430675986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É reconhecido, apesar de muita gente se manter alheia a estes factos, que o império das empresas multinacionais, que se expande cada vez mais rapidamente, joga numa liga completamente superior das empresas nacionais de muitos países. Economias como a americana demolem por completo agricultores e produtores locais, exercendo uma grande influência sobre economias mais fracas. Isto deve-se ao grande capital que possuem, que permite uma massificação das produções, que leva a um aumento do capital, continuando de uma forma cíclica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/Sm283oP9aII/AAAAAAAAAC4/09t4kcD4_0Q/s200/101.jpg" style="text-align: justify;float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 128px; height: 200px; " border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363150395151313026" /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Algumas dessas economias que vão sendo absorvidas pelas multinacionais possuem recursos valiosíssimos aos olhos daqueles cuja ocupação é a produção de capital, como o petróleo. Isto leva a que muitas dessas empresas se tentem instalar nesses países, para conseguirem extrair o máximo de riqueza. Só que o equilíbrio entre riqueza e ambientalismo é muito difícil de manter, e um exemplo disso é o caso de "crime contra a humanidade" (de acordo com as palavras de Rafael Correa, chefe de estado do Equador) que está a ser cometido pela empresa Texaco, que se fundiu há alguns anos com a outra gigante Chevron. O que se passa é que os monstros do petróleo têm gerado grandes quantidade de resíduos derivados da refinação do petróleo na floresta amazônica, poluindo água, solo e ar. A quantidade de poluição já ultrapassou a libertada no famoso desastre do petroleiro Exxon-Valdez em 1989, sendo que o impacto se verifica também a nível social, com um grande decréscimo da qualidade de vida dos locais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/Sm29B8FOtaI/AAAAAAAAADA/JJ1gTIsz9NQ/s200/equateur-teaser-image.jpg" style="text-align: justify;float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 200px; height: 84px; " border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363150572273710498" /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já existe uma acção judicial em curso contra a multinacional, posta em prática por 3000 indígenas, e também o presidente equatoriano já se juntou a esta luta pela defesa do ambiente e da qualidade de vida do seu povo (será que se partiria para esta luta se apenas tivesse em causa o impacto ambiental, e não dos locais?).  A Texaco negou, no entanto, a responsabilidade deste crime ambiental que é também uma violação dos direitos humanos, remetendo a culpa para a empresa nacional Petroecuador (que herdou a sua tecnologia da Texaco). Mas a empresa equatoriana já se comprometeu a proceder a uma limpeza da poluição recorrendo a biotecnologia (bactérias que degradam a poluição).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/Sm29WHFTsPI/AAAAAAAAADQ/1bv8wlCD990/s200/texaco.jpg" style="text-align: justify;float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px; " border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363150918824210674" /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Texaco, por sua vez, nega a responsabilidade, o que faz todo o sentido quando uma perda judicial seria também uma grande perda financeira. E o que são as vidas dos indígenas e a manutenção de um meio ambiente equilibrado face ao lucro? A luta entre o poder económico e o ambiente é uma das grandes lutas do nosso tempo, senão mesmo A luta. Apesar de reconhecer que esse comportamento por parte das multinacionais deriva de tendências intrínsecas do ser humano (como a busca do experienciar do prazer oferecido pela sensação de poder e ganho), não acho a situação aceitável, e algo tem de ser feito. Sim, é provável que muitas outras pessoas no contexto do presidente duma empresa multinacional agissem de forma similar, porque o poder muda as pessoas, mas mesmo assim cabe-nos a nós, como seres sensíveis e conscientes, agir da melhor forma que pudermos. Não temos de pertencer todos a organizações ambientais e ser activistas, basta apenas tentar agir de forma correcta a cada momento, e se possível sensibilizar as outras pessoas para o bem comum, nosso e do ambiente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-4675499633045809178?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/4675499633045809178/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=4675499633045809178&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/4675499633045809178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/4675499633045809178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2009/07/danca-xamanica-ao-deus-do-petroleo.html' title='A dança xamânica ao deus do petróleo'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/Sm29d1FJxhI/AAAAAAAAADY/LzU-VR1ksi0/s72-c/contamination-amazon-ecuador-kid.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-1991038585540724535</id><published>2009-07-27T12:57:00.014+01:00</published><updated>2009-08-07T00:56:55.498+01:00</updated><title type='text'>Democracia representativa?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/Sm21ai-0aAI/AAAAAAAAACo/wIgm6C6dLcY/s1600-h/122307-Democracy.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 134px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/Sm21ai-0aAI/AAAAAAAAACo/wIgm6C6dLcY/s200/122307-Democracy.gif" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363142198939641858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A democracia representativa é uma forma de estruturação do governo de um país. Neste sistema o povo vota em actos eleitorais regulares (de anos a anos) e escolhe um grupo de pessoas, grupo este que irá tomar as decisões em nome do povo durante um certo período. Esse grupo poderá seguir determinada orientação política (mais de direita ou esquerda) e terá um plano de acção definido. Este plano é apresentado aos eleitores e pretende atraír o seu voto (claro que há inúmeras mais variáveis em jogo), mas apenas numa versão reduzida. Diga-se de passagem que julgo que seria importante que mais pormenores deste plano fossem transmitidos cá para fora. A partir do momento em que esse grupo de representantes é escolhido, será ele a decidir que passos tomar na direcção dum povo. Há, no entanto, determinadas decisões consideradas de extrema importância (e talvez acerca dos quais o povo seja mais consciente) que são respondidas através de referendos, quando é consultada a opinião do povo. Tomemos por exemplo a execução de referendos, como o referendo do aborto posto em prática em Portugal em 2007.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Mas a maioria das decisões é tomada pelo grupo eleito, que adquire assim grande poder na governação do país. Esta é talvez a maior crítica a esta tipo de sistema governativo: escolhemos um grupo de pessoas que nos irão representar durante um certo período, e que irão tomar imensas decisões por nós, quando têm tanto direito a fazer como qualquer outro cidadão. Outro problema é que este sistema leva também a uma polarização, ou seja o surgimento de diferentes forças opostas (como dois grandes partidos, um a representar a direita e outro a representar a esquerda), e a uma centralização do poder. Isto deve-se em parte a uma tendência para as pessoas tentarem evitar votar nos partidos que julgam que não conseguem ganhar (porque acham que seria um voto "desperdiçado"). Claro que outros factores também afectam a decisão das pessoas, como a identificação com a ideologia do partido e o plano político (que tende para uma homogeneização, pois acabam por não haver assim tantas diferenças entre aqueles que têm mais probabilidades de ganhar). E claro que uma boa campanha de marketing político também pode ter a sua palavra a dizer, quando apela aos sentimentos das pessoas (patriotismo, regionalismo, família, filosofia política), quando há uma maior exposição da imagem dos candidatos (com base no chamado efeito de mera exposição, estudado pela psicologia cognitiva e social), e quando esses candidatos possuem uma imagem atraente (com base em estudos de psicologia social, na área da formação e mudança de atitudes, e tomada de decisões).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Existem também críticas quanto à imparcialidade da escolha dos membros por parte dos partidos, o que poderia levar (e o que se verifica) a uma baixa representatividade, e à existência de um grande número de grupos ou papéis sociais que estão gritantemente fora dessa intervenção directa no governo, levando a uma grande homogeneidade dos papéis sociais dos nossos representantes (economistas, empresários, etc). Se temos representantes que não são "do povo", como podemos esperar que tomem decisões pelo povo? Se não partilham o interesse geral do povo mas sim um interesse específico (o que diga-se de passagem parece envolver um grande interesse monetário), como podem ser eficientes dos ponto de vista do povo? Questiono-me também até que ponto há financiamento de privados nas campanhas dos partidos candidatos, e que peso poderiam ter esse financiamentos nas futuras tomadas de decisões (algo que é também tido em conta no filme Zeitgeist, que recomendo). Questiono-me também acerca do que acontecerá quando algum membro dum grupo candidato muda uma sua atitude acerca do plano, será o plano discutido ou o candidato posto de parte? Se for posto de parte, estará concerteza a contribuir para uma homogeneização de atitude, o que baixa a representatividade e diversidade de opiniões (que na minha opinião são muito importantes num bom governo). Julgo que o mais provável seja que ocorra uma "sobrevivência do bando mais forte", em que o membro é retirado para o bem da coesão de grupo. Então duma forma muito resumida, os grupos de pessoas que fazem partes dos partidos políticos tendem a partilhar uma opinião parecida e a excluir as opiniões diferentes, e acabam por não representar uma grande variedade de opiniões que está presente na população... até que ponto este é um sistema representativo? Mesmo entre os diferentes partidos há uma tendência para essa criação de grandes "bandos", o que parece reduzir ainda mais a variedade de opiniões. E quando essa pouca variedade de ideias que tentam chegar ao poder é ainda influenciada por outros interesses que não os da população comum, não me parece que este sistema represente a opinião do povo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Após tantas críticas, que dizer? A democracia é na minha opinião o sistema de governo mais justo dos conhecidos pelo povo (não quer dizer que não consigamos idealizar outros), pois assenta &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;na ideia de que as decisões importantes devem ser tomadas pelo povo. Na prática é difícil dizer se isto acontece, porque aquilo que consideramos importante varia muito de pessoa para pessoa, mas acho que essas decisões tomadas pelo povo deveriam ser em maior quantidade e mais variadas do que são. As pessoas deviam ser questionadas mais vezes e sobre mais assuntos no que diz respeito à governação de um país. Mas também admito que da democracia representativa faz parte a ideia e o compromisso de que após escolhidos, os representantes devem tomar decisões pelo povo. Então onde se encontra o ponto de equilíbrio? Utopicamente falando a perfeição reside na instauração de uma democracia directa (ou pura), onde o povo intervem em cada situação particular, mas claro que na prática isto é praticamente impossível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Mas se a democracia directa é o melhor que podemos imaginar, talvez possamos pensar um pouco acerca do que pode ser feito para que este sistema que temos no presente se aproxime dessa outra forma de governação que é a democracia pura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Um dos factores que mais pesam nas falhas deste sistema relativamente ao de democracia directa é sem margem para dúvida a falta de interesse e participação do povo, e sem participação do povo não pode haver tomadas de decisão por parte deste. Mas então e porque existe esta falta de interesse? Os assuntos sobre os quais os representantes tomam decisões são do interesse do povo, não são? Talvez se houvesse uma melhor comunicação entre os dois níveis houvesse mais interesse. Se houvesse uma comunicação mais bidireccional, em que o povo não intervém apenas em eleições esporádicas, se despertasse mais esse interesse. Talvez uma maior exposição das acções políticas (não apenas daquelas com melhores resultados) também ajudasse, assim como uma maior exposição dos processos intrínsecos da governação e de como ela se estrutura. Parece-me haver ainda outro factor importante, que é uma barreira técnica/terminológica, que se verifica em muitas outras áreas sociais específicas, como a economia e as ciência exactas. No entanto, nas ciências exactas essa barreira da terminologia não tem consequências muito graves no bem-estar das pessoas, pois os cientistas apenas procuram um aumento do conhecimento e que esse conhecimento tenha alguma aplicação. Os políticos, por outro lado, tomam decisões muito importantes que definem o rumo das vidas de milhões de pessoas, e os economistas parecem ter alguma influência nessas decisões. As barreiras terminológicas são difíceis de transpôr porque são de certa forma necessárias, pois permitem a grupos específicos de pessoas construírem códigos conceptuais específicos (à medida que conhecemos mais acerca de um tema temos de ir adquirindo mais conceitos e cada vez mais específicos, é normal). Mas neste caso específico julgo que é importante dar o máximo para a transpôr, e se não o podemos eliminar o jargão, porque não ensiná-lo ao máximo de pessoas? Não vejo outra solução mais eficiente que melhorar profundamente e educação das pessoas. E porque é que isto não acontece? Tenho uma ideia de resposta, mas por agora fico no silêncio. De uma forma muito resumida, os que governam devem falar a mesma linguagem que o povo, e devem educar estas pessoas cada vez mais para que estas tenham noção da importância dos assuntos em questão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Além da educação das pessoas e da transparência (o que promoveria a consciênca e intervenção das pessoas), julgo que os sistemas de voto deviam ser muito mais desenvolvidos (e porque não o são?). Utopicamente falando, o sistema ideal seria um sistema electrónico ligado a todos os lares (ou mesmo a uma rede móvel), que permitisse que todas as pessoas votassem a quase qualquer momento. Isto, aliado à transparência e à consciencialização iria sem dúvida produzir um sistema muito mais próximo da democracia directa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/Sm20wt9t92I/AAAAAAAAACg/Yl19cRLw-Us/s200/Dia+da+Psicologia.jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 156px; height: 200px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363141480333309794" /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, os políticos possuem uma tendência humana, comum a todos nós, de querer o melhor "para nós e para os nossos". Só que numa posição de poder essa tendência tem consequências muito maiores do que no seio de uma família, pois afectam milhões, e no seio da família há maior homogeneidade e menos conflito de interesses. Esse interesse de conseguir o melhor para nós e para os nossos afecta as decisões que tomamos e, como dá para perceber, pode definir o rumo de um país. Acho que aqui entra o grande papel que a psicologia científica (nomeadamente a psicologia cognitiva e a psicologia social) pode ter ao nível da melhoria da experiência de vida das pessoas. Pode aplicar o seu &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;conhecimento acerca de como as pessoas percepcionam o mundo e sobre ele agem, para eliminar o máximo possível dos factores que neste mundo vão contra todo o tipo de paz e justiça. Pode explicar e tentar combater esse processo de tomada de decisões nas eleições, processo esse que leva a uma polarização política, a uma centralização e falta de diversidade. Pode estudar como funciona a motivação das pessoas, de forma a conseguir despertar mais o interesse e a consciência das mesmas para a importância dum sistema social bom (seja que tipo de governo for). Mas este conhecimento não pode ser aplicado, se o governo em vigor não apoiar a sua investigação e se não tomar decisões baseadas nessa investigação. Mas será que o fará tendo noção de que isso trará uma sociedade mais justa? Uma sociedade em que haverá mais igualdade entre todas as classes, entre as quais a classe política? Enquanto tivermos a tendência de querer mais para nós e para os nossos julgo difícil de mudar essa desigualdade final, mas quem sabe a investigação em psicologia não pode investigar aquilo que já foi "estudado" por alguns sistemas filosóficos orientais, como o zen ou o taoismo, que defendem exactamente que todo o tipo de desiquilíbrios e instabilidades sociais que existem advêm do ego e de constantemente nos julgarmos algo mais importantes que os outros.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-1991038585540724535?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/1991038585540724535/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=1991038585540724535&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/1991038585540724535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/1991038585540724535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2009/07/democracia-representativa.html' title='Democracia representativa?'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/Sm21ai-0aAI/AAAAAAAAACo/wIgm6C6dLcY/s72-c/122307-Democracy.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-5642071935784900003</id><published>2009-07-14T00:08:00.005+01:00</published><updated>2009-07-14T00:26:05.598+01:00</updated><title type='text'>Presenting a true artist</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/SlvCgqMTLJI/AAAAAAAAABw/iGqEF15VFFI/s1600-h/live_JohnMayer.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/SlvCgqMTLJI/AAAAAAAAABw/iGqEF15VFFI/s320/live_JohnMayer.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358090048024816786" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vivemos num mundo de grande diversidade, em que um sem fim de caminhos pode ser traçado na busca da felicidade. Há pessoas cuja obra contribui para a edificação humana com grandes intelectos, outras com grandes corações. Devemos gratidão a todos. Um tipo de obra que me toca duma forma especial é a arte: a capacidade de expressar o que nos vai na alma através de um grande leque de instrumentos, desde a pintura, à literatura, à música, e um sem fim de outras artes. E tenho especial apreço pelos artistas que se mantém fiéis a uma expressão profunda da sua alma (sem menosprezar os outros, obviamente). Tenho esse apreço pelos artistas que não se deixam desviar por pensamentos relativos à fama, à imagem que transmitem, etc., seguindo continuamente no caminho de expressão do sentimento. Isso é algo que se capta quando se ouve algum artista a cantar ou a tocar algum instrumento. Há uma energia especial que dele emana e que nos contagia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um artista que admiro muito, no que toca ao mundo da música, chama-se John Mayer. Um artista que, apesar de ser de renome, acho que não tem a projecção merecida. Talvez por valorizar, mais que projecção, manter-se fiel à expressão do seu ser. Expressa ritmos variados, desde ao pop aos blues, passando pela mais recente influência do hip hop, sem nunca descurar as suas grandes capacidades como guitarrista. Palavras para que, melhor é sentir:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=oG7ltZ4dg2A&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=oG7ltZ4dg2A&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=32GZ3suxRn4&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=32GZ3suxRn4&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-5642071935784900003?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/5642071935784900003/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=5642071935784900003&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/5642071935784900003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/5642071935784900003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2009/07/vivemos-num-mundo-de-grande-diversidade.html' title='Presenting a true artist'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/SlvCgqMTLJI/AAAAAAAAABw/iGqEF15VFFI/s72-c/live_JohnMayer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-4876325219884226923</id><published>2009-06-29T14:14:00.005+01:00</published><updated>2009-07-14T00:28:55.500+01:00</updated><title type='text'>Expandir horizontes</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/SlvC1udq05I/AAAAAAAAAB4/Wkt1VqGXxjo/s1600-h/Horizon.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/SlvC1udq05I/AAAAAAAAAB4/Wkt1VqGXxjo/s320/Horizon.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358090409948664722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na nossa a vida, a diversidade daquilo que vivemos e experienciamos é afunilada pelos mais diversos motivos. No mundo da arte, o leque tão vasto de obras disponíveis é imensamente limitado, na medida em que apenas nos chega uma parte muito ínfima da riqueza artística. Temos como exemplo o caso de culturas pop, de música comercial, que são tipos de artes das mais difundidas pela comunicação social, e com maior impacto gerado nas pessoas. Provavelmente não é uma coincidência, e a própria Psicologia pode explicar este fenómeno através do chamado "efeito de mera exposição". Este efeito leva a que, quanto mais vezes experienciamos uma coisa, mais nos lembramos dela, mais gostamos dela, etc., salvo raras excepções. Mas o importante aqui é a importância que isto pode ter na forma como se definem os gostos e as modas, e as correntes culturais. No caso de se verificar este efeito, uma das maiores razões pelas quais gostamos deste cantor, daquele tipo de filme, desta corrente de cinema, deste estilo musical, é o número de vezes que ouvimos e vemos essas músicas e videos, filmes e obras de arte. E a comunicação social tem um papel preponderante nessa transmissão, e na selectividade dessa transmissão, fazendo com que as rádios, as revistas, a televisão e também a internet tenham muita influência naquilo de que gostamos, por mais razões que arranjemos para justificar o porquê de gostarmos de determinado tipo de arte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto há outros tipos de arte. Há muita arte que não é tão difundida, e por isso torna-se mais difícil gostar dela. Mas um ligeiro esforço inicial para ver o diferente sem preconceito permite muitas vezes que surgam imensas supresas. Há artistas fantásticos em todos os tipos de arte que possuem lógicas não muito partilhadas pelo comum dos mortais, que criam melodias às quais o ouvido comum não está acostumado, etc. Estes contributos são tanto ou mais contributivos para a riqueza da arte, estando na raíz de toda a diversidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escrevo isto na expectativa de que, caso alguem perca algum do seu tempo a ler este blog, possa de alguma forma contribuir para o abrir do espírito das pessoas ao novo, e apreciar mais outras facetas da vida que não aquelas que nos são impostas pela norma social. Apesar da defesa do difente, acho que não devemos cair na falácia de nos apegarmos ao diferente da tal forma que criamos uma aversão ao igual. Há muitas pessoas que se tornam admiradores de determinados tipos de artes alternativas, ou do alternativo no geral, e adoptam uma posição demasiado crítica em relação a tudo o que é vulgar a consumido pelo espectador comum. Temos sim de ser críticos, mas associando essa crítica a uma capacidade valorização do que é bom, conseguindo extrair o que de bom têm todos os tipos de arte. Não é por um artista ter uma imagem comercial (independente de a ter porque faz parte dele ou para vender) que devemos deixar de apreciar o sentimento com que canta, ou a profundidade das suas letras; não é por um artista ter letras demasiado superficiais ou sem sentido que devemos deixar de apreciar a criatividade da parte musical.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-4876325219884226923?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/4876325219884226923/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=4876325219884226923&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/4876325219884226923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/4876325219884226923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2009/06/open-your-mind.html' title='Expandir horizontes'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/SlvC1udq05I/AAAAAAAAAB4/Wkt1VqGXxjo/s72-c/Horizon.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-3439032918390665495</id><published>2009-06-07T00:25:00.007+01:00</published><updated>2009-06-07T00:51:32.935+01:00</updated><title type='text'>Antibióticos anti-sociais</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;div style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 3px; padding-right: 3px; padding-bottom: 3px; padding-left: 3px; width: auto; font: normal normal normal 100%/normal Georgia, serif; text-align: left; "&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;div style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 3px; padding-right: 3px; padding-bottom: 3px; padding-left: 3px; width: auto; font: normal normal normal 100%/normal Georgia, serif; text-align: left; "&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;div style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 3px; padding-right: 3px; padding-bottom: 3px; padding-left: 3px; width: auto; font: normal normal normal 100%/normal Georgia, serif; text-align: left; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As bacterias são organismos extremamente simples que habitam o nosso universo, e inundam o interior e exterior do nosso corpo, sendo que passam despercebidas devido ao seu tamanho reduzido. No entanto, o desenvolvimento tecnológico e científico permitiu um estudo cada vez mais aprofundado, com uma precisão espacial e temporal cada vez maior, do mundo que nos rodeia, e especificamente das bactérias e do seu funcionamento. As bactérias são organismos unicelulares que se reproduzem por mitose (crescem e multiplicam-se dividindo a meio, originando dois seres iguais ao original), que apesar do seu tamanho reduzido, conseguem afectar de forma significativa a vida de seres vivos significativamente maiores, como os seres humanos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E como é que seres tão pequenos conseguem interferir com o modo de vida de seres muito maiores? Através do trabalho de grupo. As bactérias comunicam entre si, e assim unem forças e adquirem a capacidade de causar efeitos significativos em seres como nós. O que se passa é que as bactérias possuem um sistema de comunicação simples mas eficaz, que lhes permite juntas esforços e efectuar uma grande diversidade de comportamentos, desde a luminescência ao ataque virulento de outros organismos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E como é que as bactérias comunicam? Muito simples: as bactérias estão equipadas com sistemas de comunicação químicos. Possuem mecanismos de síntese de determinadas moléculas, que libertam para "dizer" às bactérias da sua espécie: "estou aqui". Possuem também receptores para essas mesmas moléculas, que são os seus ouvidos e permitem reconhecer as suas parceiras. Uma bactéria virulenta não possui a capacidade de destruir um organismo com uma tamanho tão superior, e tão complexo como o do ser humano. No entanto, este sistema de comunicação permite às bactérias estabelecerem "planos estratégicos", na medida em que lhes permite saber quantas compõem o seu grupo, e quando atingiram um número suficiente grande para que a sua acção seja significativa. Portanto as bactérias multiplicam-se sucessivamente, até um ponto em que, através da libertação das tais moléculas, se apercebem de que estão em condições de entrar em acção, e o fazem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Convém referir, que as bactérias também possuem outro sistema de comunicação químico, mas este inter-espécies, que é comum a todas as espécies de bactérias. Estas moléculas são produzidas por todas as bactérias, e são captadas por receptores que se encontram em todas as espécies de bactérias. Este segundo sistema permite-lhes ter uma "noção" da existência e do número de bactérias de outras espécies, e ter isso em conta nas suas estratégias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito bem... e em que é que isto é importante, ou tem a ver com a existência de antibióticos? O que se passa é o seguinte: os antibióticos "clássicos" atacam as bactérias tentando destruí-las. No entanto, o conhecimento acerca deste sistema de comunicação das bactérias, sistema este que por sua vez se encontra na base de todas as suas acções, permite quebrar esse ligação "social", anulando os seus efeitos. Abre portas à criação de uma geração de antibióticos, com base na síntese de moléculas similares às que as bactérias usam para comunicar, mas cuja acção impede ou altera essa mesma comunicação. Há a possibilidade de se criarem antibióticos específicos para determinadas bactérias, anulando a sua coesão de grupo, mas existe também a possibilidade de se criar antibióticos que actuem sobre o segundo sistema de comunicação das bactérias, interferindo com todas as espécies. Convém, no entanto, ser cauteloso em relação a este segundo tipo, pois há que ter em conta que não todas as bactérias têm efeitos negativos na nossa vida, sendo que muitas delas têm efeitos benéficos no funcionamento do nosso organismo, e a perturbação do seu funcionamento poderia ter consequência muito graves para a vida da nossa espécie.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De qualquer forma, este conhecimento parece ser uma grande mais valia, numa altura em que o combate com os antibióticos tradicionais se tornava cada vez mais obsoleto devido à adaptação e criação de resistências por parte das bactérias. Esta nova estratégia, no entanto, anula à partida todas as suas capacidades de luta. No entanto fica a questão: apesar de, à partida, não se visualizarem grandes consequências negativas com base nesta descoberta e na aplicação destes antibióticos... a natureza tem a sua própria forma de funcionar, de uma forma equilibrada e sustentada, através da adaptação e da evolução. Não será toda e qualquer forma de alterar esse funcionamento equilibrado um perigo de consequências imprevisíveis? As coisas são como são por um motivo, e a natureza "decide" como instaurar o equilíbrio, esperemos para ver o seu veredicto final.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-3439032918390665495?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/3439032918390665495/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=3439032918390665495&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/3439032918390665495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/3439032918390665495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2009/06/antibioticos-anti-sociais.html' title='Antibióticos anti-sociais'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-3384232186320858023</id><published>2009-05-26T20:44:00.008+01:00</published><updated>2009-05-26T21:52:26.306+01:00</updated><title type='text'>A dor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Estive a pensar na dor. Senti a dor, expressei a dor, e reflecti sobre ela. A palavra dor pode ser interpretada num sentido mais fisiológico, ou num sentido mais psicológico. Quando digo que reflecti sobre a dor, não me refiro à estimulação dos nocireceptores que estão espalhados por todo o nosso corpo. Essa sensação é uma sensação relativamente objectiva, e não nos vale de muito pensar sobre ela, restando-nos pouco mais do que sentí-la.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;A dor de que falo é a dor psicológica. A dor que advém da interpretação do que sentimos. Pode originar-se na dor física, mas pode ter origem meramente psicológica. Se sentirmos uma dor corporal e a sentirmos apenas e sem a interpretar como algo de negativo, nada mais será do que uma sensação física, um aviso do nosso corpo de que algo nos ameaça. Mas se interpretarmos essa dor física, pensarmos sobre ela, e avaliarmos psicológicamente como algo de mau, faremos com que essa dor seja exponenciada, surgindo ansiedade, medo... Mas como disse, nem toda a dor psicológica se origina na dor física. Algumas dores surgem e crescem no teatro da nossa mente. Sentimos medo, desilusão... todo um leque de emoções "negativas" que nos provocam uma dor interior. Mas será que essas emoções são mesmo negativas? O carácter negativo reside na nossa interpretação dessas emoções. A emoção consiste num leque de respostas cerebrais e corporais químicas e físicas, de sensações que são objectivas quando sentidas, mas muito subjectivas quando racionalizadas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Suponhamos que ao vivenciar diversos acontecimentos que nos marcam pela negativa, sentimos uma sensação de tristeza e desilusão, o que é algo vulgar e relativamente automático. Esse tipo de acontecimento vai ficar associado a esse tipo de dor psicológica na nossa mente. No futuro, quando voltarmos a sentir essa emoção/dor, associamos automáticamente a acontecimentos negativos, avaliamos a dor como negativa, o que inevitavelmente leva a um sentido de rejeição. No entanto, apesar dessa associação ter sido criada, são coisas bem diferentes. Se quando sentirmos a tal "dor", não a interpretarmos e avaliarmos, se não a encararmos como positiva ou negativa, e simplesmente a sentirmos, sem rejeição... essa dor torna-se num fluir de energia, numa expressão do nosso ser que é muito libertadora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Todos os nossos sentimentos fazem parte de nós, independentemente de os chamarmos vulgarmente de bons ou maus. A distinção está na mente e na interpretação. Mas sentimentos e emoções não são bons nem maus, são sentimentos e emoções e, em última instância, devem ser exprimidos sem julgamento. Quando não o são, não estaremos a promover um bem estar e uma harmonia interiores, estaremos a promover a rejeição de parte de nós, e um estado neurótico que tanto poderá ser momentâneo como poderá marcar-nos para o resto da vida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;O segredo para lidar com as emoções e sentimentos, com as pseudo-dores, assim como com os pensamentos e com toda a vida, é largar o lastro a cada momento. Vivendo cada segundo de forma verdadeira e intensa, sem rejeição de nenhuma das partes do todo, e deixando ficar para trás de uma forma desapegada, é a única forma de sarar todas as mazelas psicológicas e espirituais que atormentam e desgastam o espírito humano, e sobrecarregam com negatividade a sua essência intrinsecamente jovem. Essas mazelas que advêm da não aceitação são o que envelhece o nosso espírito imortal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Senti uma dor que não era dor, e a dor foi-se e o amor chegou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-3384232186320858023?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/3384232186320858023/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=3384232186320858023&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/3384232186320858023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/3384232186320858023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2009/05/dor.html' title='A dor'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-5198672192613631178</id><published>2009-04-09T01:59:00.002+01:00</published><updated>2009-04-09T02:11:49.677+01:00</updated><title type='text'>August Rush</title><content type='html'>A música está em todo o lado...&lt;br /&gt;É o tecido que une tudo o que existe...&lt;br /&gt;É o vento que sopra nos nossos corações e acende a chama do amor...&lt;br /&gt;Música é amor&lt;br /&gt;A música está em todo o lado&lt;br /&gt;Só temos que nos abrir a ela&lt;br /&gt;Temos que a querer ouvir&lt;br /&gt;A música é a pauta que define os nossos caminhos&lt;br /&gt;A música é o destino e o ritmo da vida&lt;br /&gt;É o brilho nos olhos de uma criança&lt;br /&gt;É o romance que une dois apaixonados&lt;br /&gt;Será amor? Qual a diferença?&lt;br /&gt;O amor está em todo o lado&lt;br /&gt;Em todo o lado está a música&lt;br /&gt;Música é amor&lt;br /&gt;Só temos que nos abrir a ela&lt;br /&gt;e deixar a vida cantar dentro de nós&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-5198672192613631178?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/5198672192613631178/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=5198672192613631178&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/5198672192613631178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/5198672192613631178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2009/04/august-rush.html' title='August Rush'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-1242318779524041174</id><published>2009-03-15T22:25:00.002Z</published><updated>2009-03-15T22:53:01.080Z</updated><title type='text'>Não, não, não!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É desconcertante a quantidade de negação que inunda as nossas vidas. Muitas pessoas não se apercebem deste fenómeno, e isto deve-se em grande parte à focalização da nossa atenção para o exterior. Quando vivemos para o exterior há uma imensidão de coisas que se passam no nosso interior que passam despercebidas. Uma delas é a negação. Se, por algum motivo, se der uma reorientação da nossa atenção para o interior, começa o caminho da auto-descoberta. Muitas coisas novas se tornam visíveis. Uma dessas coisas é que o ser humano possui uma energia que pulsa constantemente, e se expressa em múltiplas formas: os mais variados pensamentos, emoções, e sensações que sentimos a todo o momento.&lt;br /&gt;A energia está, mas nem sempre é expressa. O motivo que leva a que muitas vezes essa energia não seja expressa é a formatação social. Desde o momento em que nascemos que vamos sendo introduzidos num meio cultural onde existem normas de vários tipos. As normas e imposições físicas são aquelas que são provavelmente mais combatidas e restringidas na nossa sociedade. Mas quando se atinge a liberdade física, porque parar? Porque não procurar uma liberdade cada vez mais profunda? Somos livres, temos os nossos direitos humanos, porque temos (por vezes) igualdade, liberdade de escolha e de nos movermos no mundo da forma livre. E quanto ao nosso ser mais profundo? Somos realmente livres de expressar livremente tudo o que pensamos e sentimos? Teoricamente somos, mas não prática há entraves, que fazem com que aquilo que somos seja recalcado, suprimido, reprimido...&lt;br /&gt;São essas amarras que chamo de negação. É uma negação feita por nós nos mais variadíssimos momentos, mas que é imposta socialmente. Não vamos no entanto criticar a sociedade, que não é mais do que um conceito abstracto, quando o problema, e a solução, residem dentro de nós.&lt;br /&gt;A cultura segue um padrão, e um padrão tem normas. Destas normas fazem parte valores, moral, um padrão de pensamento mais ou menos comum. Surge uma dissociação entre valores correctos ou instituídos, e valores incorrectos ou "valores rebeldes". Surge uma discriminação do pensamento que é desviado do padrão de pensamento instituído.&lt;br /&gt;Essas normas e essa distinção entre o certo e o errado são imprimidas no nosso sangue. O nosso pensamento, a forma como nos exprimimos e como vivemos. Dá-nos segurança pensar, sentir e agir de acordo com o socialmente correcto, e surge culpa quando agimos contra (a não ser que nos tenhamos re-formatado de tal forma a pensar que o  contra é que está correcto). E quando me refiro a culpa, não estou a falar do sentido mais comum da palavra, refiro-me sim a culpa como negação de algo  que fizemos, por sabermos (consciente ou inconscientemente) que vai contra o que está certo.&lt;br /&gt;Portanto, começamos a canalizar a nossa energia duma forma muito definida pelos factores sociais. O problema é que a nossa energia possui uma forma harmoniosa de ser expressa, que é uma forma natural e livre. Quando tentamos alterar esse fluxo (pela formatação social), ele torna-se disfuncional, criando perturbações. Muitas dessas perturbações tornam-se tão vulgares que se acabam por tornar vulgares e aceites.&lt;br /&gt;No momento em que focamos a nossa atenção no nosso interior, começamos a tomar consciências dos nossos mecanismos de repressão. Quando paramos de reprimir surge uma grande satisfação e equilíbrio interior. Além disso, surge também um verdadeiro conhecimento da nossa natureza, da nossa forma natural de expressar a nossa energia, sem repressões, sem negação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-1242318779524041174?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/1242318779524041174/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=1242318779524041174&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/1242318779524041174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/1242318779524041174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2009/03/nao-nao-nao.html' title='Não, não, não!'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-4264930538618835326</id><published>2008-12-01T15:57:00.004Z</published><updated>2008-12-01T18:22:28.092Z</updated><title type='text'>Ensaio sobre a cegueira</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até onde somos capazes de ir por um pedaço de pão?&lt;br /&gt;Até que profundezas somos capazes de descer de forma a satisfazer os nossos instintos mais básicos?&lt;br /&gt;Que transformações podem operar em nós quando aquilo que tomamos como garantido se desvanece mais rápido do que o poder de assimilação da nossa mente e coração?&lt;br /&gt;Que mudanças transmutam o ser humano quando o medo da inexistência vem com o nascer do sol?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos animais, disso não há dúvida. E como animais, prezamos acima de tudo a nossa sobrevivência, como indivíduos e como espécie. E daí a valorização por alguns aceite, por alguns reprimida e escondida, da comida e do sexo. Mas a verdadeira natureza do Homem surge quando ameaçado. Quando a sua materialização está em perigo, aí sim se vê quais são as suas prioridades. Quando o medo de poder não ser é tão forte, as necessidades mais básicas assumem proporções interestelares, para não dizer infinitas. Uma migalha de pão ergue-se perante a maior das estrelas, enfrentando-a.&lt;br /&gt;No entanto, nem toda a gente reage da mesma forma ao medo. Será que esses estereótipos de bondade e altruísmo têm existência própria ou são material de filmes e de sonhos? Será que há pessoas que abdicam da sua própria presença neste mundo em prol do próximo, ou acontece que apenas ainda não encontraram a ausência certa de migalhas que os façam confrontar o medo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu pessoalmente acredito que tal bondade pode nascer no coração humano. Tal como a flor de lótus nasce da lama quando as condições certas surgem, muitas flores podem nascer dentro de nós quando o medo desaparece, quando o egoísmo se evapora. Apesar disso, e perante o estado actual das coisas, parece-me mais fácil encontrar um trevo de quatro folhas... no deserto. Não digo que a bondade não exista neste mundo, e no nosso mundo. Vejo actos de bondade, de amor, gestos de grande beleza... raramente, mas vejo. Nas raras vezes em que o medo desaparece dos nossos corações, surge uma flor. E já sendo tão raras essas vezes, não seriam tão mais raras se a nossa vida dependesse do egoismo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos animais, mas somos humanos. Somos como os outros animais, mas não somos exactamente como eles. Possuímos o dom da consciência, a linguagem universal do amor. Mas essas qualidades têm de ser cultivadas, ou não passaremos de abutres a sobrevoar um naco de carne, egoistas, à espera de uma oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O facto de vivermos numa sociedade (e agora falo de nós, países mais desenvolvidos) em que temos acesso a muito por pouco faz com que a nossa valorização das coisas decresça. Sermos confrontados com os nossos medos, como o medo de morrer à fome ou o medo de não voltar a ver, faz-nos pensar e reavaliar prioridades. O cego que deixa de ser cego absorve cada partícula de luz como se fosse a última, assim como aquele encontra um copo de água no fim do deserto deixa cada gota dançar na sua boca. Estamos tão acostumados a tudo que não nos imaginamos com nada. E quando o nada surge, surge também o medo. E é esse medo que nos torna na nossa metade inferior: animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discuto a natureza humana. Mas eu não conheço a natureza humana. Apenas conheço a natureza que o humano mostra. Discuto a realidade, e a realidade é triste, é pobre, é violenta. Mas isso não quer dizer que a realidade seja a natureza. Acredito que há mais, espero que haja mais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-4264930538618835326?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/4264930538618835326/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=4264930538618835326&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/4264930538618835326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/4264930538618835326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2008/12/ensaio-sobre-cegueira.html' title='Ensaio sobre a cegueira'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-4583764189454941787</id><published>2008-06-29T20:58:00.005+01:00</published><updated>2008-09-28T12:24:45.419+01:00</updated><title type='text'>Os ilusionistas</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Para começar, o que é o pensamento?&lt;br /&gt;O pensamento é o processo de associação de ideias, com base num conhecimento pré-existente. Relaciona ideias com base num conjunto de pressupostos (crenças, valores, etc.). Esse conhecimento é forjado pela educação, pela cultura, pelas regras e padrões sociais, e define a forma como pensamos. O pensamento nunca é livre e nunca é objectivo, é extremamente rígido. Acaba por ser uma fenómeno de associação de ideias que não é nosso, mas sim do resultado 'evolutivo' de um embate de ideias ao longo da presença do Homo Sapiens Sapiens no oasis terrestre.&lt;br /&gt;As fronteiras do pensamento definem as fronteiras do comportamento e as fronteiras da vida (ou antes, da nossa visão da vida), e esse modelo imposto do exterior limita a forma como experienciamos a realidade, de uma forma que faz surgir um fosso abismal entre a essência da realidade e essa rede complexa que forma aquilo que julgamos ser a nossa identidade (aquilo a que Kant chamaria de incognoscibilidade do real).&lt;br /&gt;O pensamento não é a nossa identidade, não somos nós, é apenas o repositório de todo o lixo e entulho incutido pela chamada educação, que acaba por ser uma deseducação que impões limites ao nosso espírito. David Hume estava certo quando disse que o sentimento de Eu derivado das ideias (da sua associação) é um sentimento ilusório, pois a nossa verdadeira identidade é a nossa essência imutável, a consciência que se mantém desde que surge o primeiro sopro de vida dentro de nós até o suspiro do relaxamento final.&lt;br /&gt;A sociedade pensa através de nós, e esse fenómeno compulsivo e constante de pensamento leva à criação duma identificação muito sólida e enraizada com esse mesmo pensamento, que nos leva a olhar tudo o que nos rodeia através desse prisma socialmente condicionado: olhamos tudo através dos valores instituídos. A nossa relação com os outros torna-se uma constante comparação entre tudo o que nos rodeia e aquilo que a sociedade tem definido como 'bom' ou 'mau'. E isto leva a que não consigamos experienciar nada directamente e de forma pura, nem aceitar e valorizar as coisas pelo que são, em vez de as avaliar pela distância a que se encontram do que está definido como 'certo' - está é a grande consequência da tirania do pensamento ao nível da qualidade da nossa experiência.&lt;br /&gt;À nossa volta tudo é belo e tem um valor intrínseco, e não podemos detectar esse valor se estivermos sempre a comparar com algo (com outra pessoa, com um ideal, etc.). E o pensamento é a névoa vinda da sociedade que deturpa a nossa percepção e leva a esse afastamento da beleza da vida. Mas a raiz dessa influência negativa não vem, em última instância, da sociedade. E porquê? Porque a sociedade não existe, é apenas um conceito abstracto sem concretização material.&lt;br /&gt;Esse problema tem a sua origem na própria mente e no próprio pensamento. Este, por ser automático e condicionado pela experiência, assume o controlo da nossa vida (percepções e acções) de forma inconsciente (não num nível inconsciente inacessível, mas num nível quase consciente). A única forma de ultrapassarmos este problema da existência humana é através do autoconhecimento e da consciencialização desses processos automáticos. A chave está na compreensão do nosso pensamento, no conhecimento da nossa mente, e na transcendência dessa mesma mente e desse pensamento.&lt;br /&gt;Quando partimos do inconsciente rumo à consciência, a névoa do pensamento dissipa à medida que é compreendida... E aí há a hipótese de se conseguir um relance da vida e da realidade. Aí podemos começar a ver as coisas cada vez mais como são, e cada vez menos como 'deviam ser'. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-4583764189454941787?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/4583764189454941787/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=4583764189454941787&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/4583764189454941787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/4583764189454941787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2008/06/os-ilusionistas.html' title='Os ilusionistas'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-7799568702265819803</id><published>2008-05-14T10:16:00.007+01:00</published><updated>2008-05-14T11:44:39.080+01:00</updated><title type='text'>Eu sou, tu és, todos somos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vivemos num mundo de relações instáveis, num mundo onde é vulgar encontrar relações que se afundam nas profundezas dum mar escuro e infestado de medos, afastando-se do ar fresco da amizade, da luz do amor, da paz...&lt;br /&gt;E o grande problema, na minha opinião, é que somos seres doentes, e um ser doente não tem a capacidade de construir algo tão belo como teria se fosse saudável - neste caso uma relação com outro ser.  Quando falo de doença, não me refiro a uma doença física, ou a uma doença mental, mas mais a uma doença espiritual. Claro que quando todas as pessoas são doentes da mesma forma, a doença passa a ser a sanidade, passa a ser a saúde. Tendemos a encarar os desvios como algo que precisa de ser corrigido, de forma a se assemelhar mais à média. E tendemos a encarar o vulgar como normal, e aceitá-lo. A nível físico atingimos um grau de relativo bem-estar (isto para não falar nas grandes disparidades que encontramos pelo mundo fora); a nível mental a nossa insanidade é considerada normal, porque somos todos insanos, e porque escondemos a nossa insanidade para fazer uma sociedade resultar, e vamos sobrevivendo como espécie... mas será que tem mesmo resultado? Olhemos à nossa volta...&lt;br /&gt;Portanto, abandonando essa visão comum, de que o que é partilhado por todos é normal, vamos adoptar uma visão mais objectiva do que considero ser um problema.&lt;br /&gt;Vivemos numa grande instabilidade interior, constantemente num grande tumulto, numa desintegração extrema. Só que para nos apercebermos destes nossos problemas exige-se uma profunda auto-obervação  e autoconhecimento, mas o mais alheios possível à influência cultural. Se olharmos pelos olhos da sociedade vamos ver algo normal, porque é igual à maioria. Se olharmos de uma forma mais transcendente vamos ver algo que precisa de ser curado. Este algo passa facilmente despercebido, porque exigem um olhar profundo.&lt;br /&gt;De que falo então...?&lt;br /&gt;Falo de todas as barreiras psicológicas que deturpam o nosso espírito. De todas as formatações que impedem a exteriorização do nosso ser (vulgarmente chamadas de Superego). Essas limitações, que no fundo são auto-impostas (ou permitidas por um estado passivo e inconsciente) impedem-nos constantemente de mostrar aquilo que temos dentro de nós. Temos medo de fazer má figura perante os olhos dos outros, de ser considerados estranhos, de ser de certa forma 'rejeitados', no geral temos medo de qualquer reacção negativa por parte dos outros. E seguir aquilo que é a regra aproxima-nos da certeza de sermos considerados normais, afastando-nos no entanto dum estado interior consolidado. Temos medo do que nos possa acontecer no futuro, temos medo do que nós irá acontecer no futuro que nos vá causar dificuldades, temos medo do que nos aconteceu no passado (falo de todos os acontecimentos negativos que nos marcam e por vezes continuam a atormentar), temos medo de morrer... é um sem fim de facetas de um medo que ensombra a natureza do ser que temos dentro de nós.&lt;br /&gt;É a este medo generalizado que eu chamo de doença. No entanto acredito que esta doença tem uma cura. Só que para o desespero (no melhor dos casos, porque isso significaria uma vontade de melhorar), conformismo ou negação daqueles que buscam a felicidade e auto-realização no exterior, este cura não pode ser conseguida através de nenhum especialista, de nenhum auxílio externo. Esta cura, que é uma auto-cura, só funciona se nos conhecermos, conhecendo assim aquilo que tem de ser enfrentado.&lt;br /&gt;Tudo isto para chegar à seguinte conclusão:&lt;br /&gt;Não podemos construir um castelo sobre areias movediças. Descontextualizado? Não. Não podemos construir nada sólido sobre algo que não seja sólido também. Não podemos partir numa jornada de compreensão dos outros, se não nos compreendermos a nós próprios. Não podemos partir numa aventura de amar alguém, se não nos amarmos a nós próprios. E aqui está a chave para o problema das relações: a falta dessa integridade interior, para que possamos partir para o desafio de uma relação com outra pessoa. Um ser instável interiormente, um ser doente, não consegue relacionar-se de forma pura com outro ser, consegue-o apenas duma forma superficial e egocêntrica. Antes de iniciarmos uma dessas aventuras de amizade ou amor, devemos preparar-nos para a longa viagem. E aqui não se trata de nos munirmos de provisões para o caminho, mas sim de de nos construírmos como seres unos, íntegros, sãos, o que depois se reflectirá na relação. É fundamental deixarmos de focar o exterior como causa dos nossos problemas, temos de focar mais aquilo que mais está ao alcance de ser trabalhado, e que neste caso é aquilo que mais precisa de ser trabalhado: o nosso ser interior.&lt;br /&gt;Quando partimos para uma relação sem preparação (o que também é importante ao início, porque nos dá aprendizagem, nos permite mais tarde melhorar - embora muitos se recusem em aprender) os conflitos estão destinados a acontecer. Um ser doente junta-se a outro ser doente, e a doença multiplica-se. Dois seres tão pouco consolidados fazem com que uma relação desmorone tal qual castelo de cartas. Dois seres instáveis constroem relações de posse, de ciúme... no fundo relações abaladas constantemente por diversas facetas do medo.&lt;br /&gt;Quando partimos para uma relação após o devido crescimento pessoal (atingiremos alguma vez um patamar 'suficiente'?), há a hipótese de se criar um espaço belo de troca sem agressividade, de liberdade. Pode cultivar-se um jardim onde muitas vezes floresce a amizade e o amor.&lt;br /&gt;O mundo em que vivemos é feito de relações, e vale a pena mais uma vez enfatizar que a única forma de mudar o mundo é mundando-nos a nós próprios, porque o mundo não pode ser mudado directamente - o mundo é uma abstracção. O mundo é constituído por biliões de relações, e nós só nos podemos mudar a nós nessa relação constante. O mundo não pode ser mudado, e não devemos tentar mudar o próximo, porque não temos esse direito, e porque só o outro se pode mudar a si próprio. Podemos sim, abrir uma janela na sua mente e no seu espírito, uma janela para a mudança... e se esse próximo optar por colocar a cara de fora da janela e inspirar a doce fragrância do crescimento pessoal, pode ser que decida dirigir-se para a porta, transpô-la, e relacionar-se com o mundo.&lt;br /&gt;E se compreendermos isto e mudarmos, já o mundo terá melhorado, já a relação com o outro terá mudado, e já o outro terá consequentemente mudado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-7799568702265819803?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/7799568702265819803/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=7799568702265819803&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/7799568702265819803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/7799568702265819803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2008/05/eu-sou-tu-s-todos-somos.html' title='Eu sou, tu és, todos somos'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-5594013847045222294</id><published>2008-04-09T21:20:00.003+01:00</published><updated>2008-04-09T21:55:42.879+01:00</updated><title type='text'>The silence...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"There is a pleasure in the pathless woods;&lt;br /&gt;There is a rapture on the lonely shore;&lt;br /&gt;There is society, where none intrudes,&lt;br /&gt;By the deep sea, and music in its roar:&lt;br /&gt;I love not man the less, but Nature more..."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Lord Byron&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há um profundo prazer que paira no ar que inunda os caminhos ainda não trilhados pelo Homem; Há uma felicidade extrema no percorrer dum caminho nunca percorrido, um caminho de mistério, desprovido de ambição, desprovido de um objectivo além do próprio caminhar. No deambular sem busca está a paz, na aceitação do desconhecido está a aventura da vida: o beijo constante da felicidade.&lt;br /&gt;Há um êxtase na costa solitária, o florescer de um silêncio que só pode ser atingido quando o Homem atinge a integridade de conhecer-se e aceitar-se, derivada da capacidade de estar apenas consigo, livre.&lt;br /&gt;Há a sociedade, da qual o prazer profundo e o êxtase se afastam. Há essa sociedade, cujas amarras prendem a consciência do Homem e removem a sua liberdade. Há todas essas regras vãs, todas as normas fúteis, todas as leis ocas que destroem a espontaneidade do Homem. Toda esse rede burocrática moral, social, cultural, confunde e impede de ver a derradeira lei: a lei do amor. E com o amor vem o respeito, a compreensão, a paz e a justiça. Vem uma aceitação do outro em todas as suas diferenças, por mais diferentes que sejam, um respeito pelo seu ser.&lt;br /&gt;O amor é natural, o amor é a natureza, é o regresso de cada ser vivo, de cada átomo, ao seu papel de igualdade perante tudo o que o rodeia. Se somos iguais respeitamos e aceitamos; se aceitamos e sentimos que somos aceites indiscriminadamente, somos livres; é natural...&lt;br /&gt;Na gélida brisa por entre o ar rarefeito e o silêncio das grandes montanhas. Voando sobre os verdejantes vales, percorridos por rios de água pura e cristalina, e riachos  que cantam o amor. O desembocar num mar vasto e profundo... Aí está a felicidade. No abraço constante desse mesmo mar, cuja espuma acaricia a areia, compondo uma sinfonia que desperta a paz dentro de nós. No brilho das folhas que dançam ao sabor do vento. No infinito de amarelos, vermelhos e laranjas que emana um pôr-do-sol... Aí está a felicidade. A harmonia desse estado natural e neutro desperta em nós um silêncio interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não gosto menos do Homem, mas mais da natureza.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-5594013847045222294?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/5594013847045222294/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=5594013847045222294&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/5594013847045222294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/5594013847045222294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2008/04/silence.html' title='The silence...'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-677210677270442863</id><published>2008-03-15T16:13:00.004Z</published><updated>2008-05-03T13:21:17.882+01:00</updated><title type='text'>Unity</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que bom é entregarmo-nos totalmente ao momento, sem receios nem inibições. Que extasiante é comunicarmos com o próximo, sem medo, fundindo as nossas almas. São tão raros os momentos em que se vivencia tal liberdade. E porque? Porque é tão difícil sermos apenas nós próprios? Porque é tão difícil sermos transparentes, autênticos, sinceros, genuínos, livres... Porquê tanta dificuldade em transpor as barreiras invisíveis, ilusórias, do medo?&lt;br /&gt;Quanto mais conhecemos as camadas mais profundas do nosso ser, quanto mais sedimentamos, quanto mais nos integramos, solidificamos e condensamos, maior é a coesão. E quanto maior a coesão, maior a segurança. E quanto mais seguros somos, maior a protecção contra a erosão das pressões sociais. O escudo do nosso auto-conhecimento reflecte os raios do medo de volta...&lt;br /&gt;Mas de volta para onde?&lt;br /&gt;Esse medo não provém do exterior, mas sim de dentro de nós, e somos nós que permitimos o crescimento dessa erva daninha interior. A própria pressão social cresce e fervilha dentro de nós, não é exterior, é ficção. A nossa necessidade de nos sentirmos seguros e integrados leva-nos a copiar os outros e aliar-nos ao rebanho, moldando o nosso ser. Essa necessidade constante de ajustamento é o medo profundo que nos limita permanentemente e nos impede de sermos transparentes. E essa fricção eterna entre o que somos lá no fundo e o que julgamos ter de ser para nos adaptarmos e não sermos rejeitados... essa pressão é um fardo gigantesco que cada ser humano carrega ao longo da sua vida. Não admira que não consigamos ser verdadeiramente felizes, profundamente e constantemente felizes, quando vivemos em constante (apesar de inconsciente) esforço.&lt;br /&gt;Será possível solidificar o nosso ser a tal ponto, que nos tornamos livres de sermos quem já somos? Será possível fazer a vida pulsar com tal intensidade nos nossos corações, que se cria uma barreira que não é uma barreira, mas sim uma ponte. É uma barreira porque nos protege de nós próprios, das limitações que nos auto-impomos, do medo... mas é também uma ponte. É uma ponte para os outros, uma porta para o amor, uma janela que se abre para a vida e dá a conhecer o céu da liberdade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-677210677270442863?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/677210677270442863/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=677210677270442863&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/677210677270442863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/677210677270442863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2008/03/unity.html' title='Unity'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-1975309579605458716</id><published>2008-03-03T07:17:00.002Z</published><updated>2008-03-03T07:30:43.244Z</updated><title type='text'>My plastic heart cannot love</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O meu amor é como um rio. Um rio tão vasto cujas margens se encontram fora do alcance de qualquer olhar, tão extenso cuja foz se encontra a um milhão de anos-luz da nascente. A força da corrente possui em si a força de mil paixões, e a vida brota dentro das suas águas. Mas o rio é travado por uma barragem, e a barragem é o medo. O medo é essa barreira que transforma o rio numa energia diferente, transforma o amor em algo que muitos chamam de amor.&lt;br /&gt;Mas o verdadeiro amor apenas existe quando o rio atinge a eternidade do oceano. Apenas quando o rio se abre para o mar, e se relaciona com o todo, com o próximo, existe amor. O meu coração é a nascente de um rio chamado amor, e esse rio é do tamanho do universo. A energia desse rio pulsa continuamente e pede para eclodir. Mas falta a fórmula, a chave, que liberta o coração das garras do medo, que fará o meu ser explodir numa supernova infinitamente brilhante, com um leque de cores inimaginável, e um aroma adocicado a paz e liberdade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-1975309579605458716?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/1975309579605458716/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=1975309579605458716&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/1975309579605458716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/1975309579605458716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2008/03/my-plastic-heart-cannot-love.html' title='My plastic heart cannot love'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-1073855768928096353</id><published>2008-02-09T13:46:00.001Z</published><updated>2008-02-09T15:53:02.475Z</updated><title type='text'>Sem título</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sonho com um estado de liberdade total. Um estado onde a dor de existir dê lugar à compreensão da felicidade inerente à vida. Um lugar onde o pensamento surge... mas não predomina, pois fá-lo o coração. E o pensamento presente é incondicionado, quebra as amarras de todos os medos humanos, e permite a expressão total do ser, livre...&lt;br /&gt;Sonho com uma vida onde toda a falsidade se desmorona, e onde no simples facto de transparecermos de forma límpida aquilo que somos reside a realização das realizações.&lt;br /&gt;Mas com a maior das liberdades, vem a maior das responsabilidades. E com a liberdade de ser, vem a responsabilidade de ser realmente livre. O que implica a responsabilidade de nos desapegarmos... A capacidade de, após uma entrega total ao momento presente, nos deixarmos morrer para o passado, para o que não é real. Tornamo-nos assim independentes de tudo, e o nosso estandarte passa a ser o presente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-1073855768928096353?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/1073855768928096353/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=1073855768928096353&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/1073855768928096353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/1073855768928096353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2008/02/sem-ttulo.html' title='Sem título'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-8905050985124134217</id><published>2008-02-06T01:21:00.000Z</published><updated>2008-02-06T01:22:40.922Z</updated><title type='text'>Reflexão</title><content type='html'>Muitas batalhas o Homem trava nas planícies da vida...&lt;br /&gt;Mas a maior das derrotas é sem dúvida abdicar de si próprio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-8905050985124134217?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/8905050985124134217/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=8905050985124134217&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/8905050985124134217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/8905050985124134217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2008/02/reflexo.html' title='Reflexão'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-6864627050628843752</id><published>2008-01-20T23:05:00.001Z</published><updated>2008-02-19T16:44:20.531Z</updated><title type='text'>Os idiotas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Somos seres pensantes, disso não há dúvida. Questiono-me todos os dias de que nos vale esse potencial no que toca ao nível mais fundamental da vida. Claro que não me refiro ao nível da aquisição e melhoria do conhecimento, nem ao nível de algumas formas de comunicação superficiais como as que utilizamos hoje em dia. Refiro-me ao nível das relações. Ao nível das relações com aquilo que nos possuímos - ou nos possui -, ao nível da relação com aquilo de que fazemos parte - a natureza -, e ao nível das relações com os outros - aquilo que faz de nós humanos. As relações dão sentido à vida, e a vida é feita de relações.&lt;br /&gt;O pensamento é uma ferramenta sofisticada e complexa, de enorme valor, que nos permite através da aquisição de conhecimento melhorar o nosso bem-estar exterior. O pensamento leva a uma melhoria da nossa vida física, o que concerteza abre caminho a um bem-estar mental ou espiritual. No entanto, de nada nos serve ter a porta aberta se não a atravessamos.&lt;br /&gt;O pensamento permite a existência da linguagem, que possibilita a transmissão de conhecimentos, e a acumulação de todo o tipo de informação acerca de nós próprios a um nível material, e um sem fim de técnicas que nos permitem embelezar a vida, através da pintura, da música, da poesia. No entanto, não me parece sábio transformar esse acessório que é o pensamento numa obsessão.&lt;br /&gt;Acabamos por viver num mundo de ideias que chamamos de realidade. Como seres pensantes e simbólicos, criamos e copiamos ideias, que servem de orientação ao nosso percurso de vida, às nossas decisões, ao nosso pensamento. Os mais empenhados dedicam-se a um processo de polimento dessas ideias, até que se tornem ideais. Mas as ideias deturpam a visão, e os ideais destroem a realidade. Devemos ter muita cautela com a adopção de ideais se queremos melhorar a realidade, pois ao olhar o mundo segundo um prisma idealista não o vemos como é, vemos como gostaríamos que fosse, e ao nos recusarmos a aceitar a realidade como é, nunca a poderemos mudar.&lt;br /&gt;Vivemos constantemente de acordo com padrões de pensamento estabelecidos por outros e aceites por nós, por vezes aprimorados por nós, e o seguimento contínuo desses padrões limita a nossa forma de encarar o mundo e abordar a vida. Um político abre os olhos e vê: comunistas, democratas, socialistas. Um religioso abre os olhos e vê: católicos, hindus, ateus. A ideia que eu adoptei como minha, contra a ideia que tu foste formatado para aceitar como tua. Eu fecho-me na minha ideia, tu fechas-te na tua ideia. Eu olho para o rótulo que criei de ti, e tu continua a ser preconceituoso, por favor.&lt;br /&gt;E no meio disto tudo, onde está a capacidade de ver o ser humano por detrás das ideias? Se eu me assumir como materialista, recuso-me à possibilidade de existência de algo não material. Se for racionalista, não aceito nada que não possa ser validado pela razão. E por aí adiante...&lt;br /&gt;Deixemo-nos de ismos e de istas... cada ideal ou crença fecha uma janela para a realidade da vida. Cada padrão que assumimos para guiar o nosso pensamento distorcerá a nossa capacidade de encarar a vida como ela é: misteriosa, imprevisível... e impedir-nos-á de viver da forma mais plena: momento a momento.&lt;br /&gt;Dizem que somos inteligentes, e dizem que somos conscientes. Mas todas essas capacidades, de nada nos valem se continuarmos a perder-nos entre o nevoeiro das ideias pre-concebidas. Tudo se resume a uma questão de preconceito. Mas não preconceito no sentido vulgar da palavra, e sim no sentido mais puro - olharmos e acharmos que sabemos porque já tínhamos pensado e decidido que assim era.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-6864627050628843752?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/6864627050628843752/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=6864627050628843752&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/6864627050628843752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/6864627050628843752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2008/01/os-idiotas.html' title='Os idiotas'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-8199227348460981625</id><published>2008-01-12T00:26:00.000Z</published><updated>2008-01-13T23:52:51.728Z</updated><title type='text'>Conclusão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que é a idade?&lt;br /&gt;Será sinónimo de envelhecimento? De crescimento? De maturidade? De sabedoria?&lt;br /&gt;Esse contador genético e cronológico do nosso ser não vai além das camadas superficiais corpóreas. O tempo passa, mas a vida não passa. A vida encontra-se eternamente presente, à frente dos nossos olhos, em frente ao nosso coração. Quando temos essa capacidade de abrir o nosso ser à constante vida à nossa volta, o envelhecimento pára. As células crescem a morrem, mas a mente e o espírito imortalizam-se e ganham uma força... uma forma interminável de viver, de absorver cada segundo da dádiva que nos rodeia...&lt;br /&gt;O tempo é um indicador de crescimento ao longo da aventura da nossa vida. É o amadurecer do espírito eternamente jovem e sedento de sentimento. Que aprendizagem é a vida! Que inspiração é viver!&lt;br /&gt;À medida que o corpo cresce na dimensão do tempo, o espírito ilumina-se na dimensão intemporal... busca... e aprende... a aproxima-se do berço da vida.&lt;br /&gt;Essa aprendizagem trás-nos a sabedoria de tudo o que é mais importante no universo... o amor. A ética de emanar amor, amizade, carinho. A capacidade de abrir o coração ao retorno desse mesmo amor, dessa mesma amizade. A realização de nos sentirmos plenos.&lt;br /&gt;O mundo somos nós, nós somos os outros, somos todos o mesmo. Somos uma cadeia infinitamente interconectada de amor, de relações e aprendizagens, de partilhas e crescimentos. Vivemos para nos abandonarmos a nós e nos entregarmos aos outros, e essa é sem dúvida a maior das lições que a Vida tem para nos oferecer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-8199227348460981625?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/8199227348460981625/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=8199227348460981625&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/8199227348460981625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/8199227348460981625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2008/01/concluso.html' title='Conclusão'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-64482254009713234</id><published>2008-01-06T23:08:00.000Z</published><updated>2008-01-14T00:01:38.501Z</updated><title type='text'>Corações de pedra</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que é o amor afinal?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Será que sabemos amar?&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ou será que somos o único grão de areia na duna da vida que vive desprovido de amor?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Usamos e abusamos da palavra amor&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vulgarizamos o amor, quando é algo que não pode ser transmitido por palavras&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;algo que não pode ser compreendido pela linguagem&lt;br /&gt;Chamamos de amorosas relações que transbordam conflito e ciume&lt;br /&gt;Temos uma visão distorcida do amor, ou da possessão a que chamamos amor&lt;br /&gt;No dicionário da vida, o sinónimo de amor é liberdade&lt;br /&gt;e amar é brindar com liberdade o objecto do nosso amor&lt;br /&gt;O amor é uma luz que é emitida sem espectativa de retorno&lt;br /&gt;é um brilho de admiração e cumplicidade que é tudo menos uma prisão&lt;br /&gt;Amar alguem é como contemplar uma flor que dança ao sabor do vento&lt;br /&gt;é observar e sentir uma comunhão, sem destruir a beleza do que amamos&lt;br /&gt;é uma partilha de existência num momento intensamente presente&lt;br /&gt;O calor do amor emana sem direcção definida,&lt;br /&gt;contagiando tudo o que nos rodeia com esse desabrochar do nosso ser&lt;br /&gt;O amor surge quando silenciamos o pensamento&lt;br /&gt;e abrimos o coração, transbordando uma energia&lt;br /&gt;que nos une silenciosamente ao próximo&lt;br /&gt;É o estado de espírito supremo, a realização máxima de um ser&lt;br /&gt;É o regresso à paz connosco próprios e com os outros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me parece que saibamos realmente o que é amar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-64482254009713234?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/64482254009713234/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=64482254009713234&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/64482254009713234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/64482254009713234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2008/01/coraes-de-pedra.html' title='Corações de pedra'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-4621837850502417236</id><published>2008-01-03T14:20:00.000Z</published><updated>2008-01-03T14:47:58.818Z</updated><title type='text'>Icosaedros humanos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que é ser verdadeiro? O que é ser genuíno, autêntico?&lt;br /&gt;Se obervarmos o nosso comportamento e o dos outros, reparamos que todos adquirimos diferentes padrões de comportamento, dependendo do contexto em que nos inserimos. Perante pessoas de níveis sociais diferentes, de níveis hierárquicos ou grupos sociais diferentes, de sexos diferentes, etc...&lt;br /&gt;Qual será a origem de tal postura? Será uma necessidade de aceitação e integração? Serão diferentes níveis de interesse nos diferentes ganhos que as pessoas têm para nos oferecer?&lt;br /&gt;Todos nós temos diferentes faces, todos nós temos diferentes posturas perante o que nos rodeia ao longo dos nossos dias. Hoje sou rebelde, amanhã sou melancólico, ontem fui apaixonado... Diferentes estados de humor nos assolam constantemente, diferentes facetas do nosso ser. Isso não me parece de todo errado, temos de aceitar e exprimir todos os sentimentos que vêm do âmago do nosso ser.&lt;br /&gt;A questão coloca-se quando mudamos de atitude com base em factores externos. Quando mudamos a nossa postura, não com base em nós próprios, mas tal qual camaleão que tenta passar despercebido no meio em que se insere. Sim, porque a maioria de nós não passa de camaleões que tentam camuflar-se, sendo iguais aos outros, sendo 'normais' e passando despercebidos. Assim como o camaleão teme ser encontrado pelo predador, nós tememos destacar-nos... por medo de rejeição? Por interesse?&lt;br /&gt;Com tantas pessoas e situações diferentes, não me parece que ser um camaleão seja uma boa opção. O camaleão fá-lo automaticamente e inconscientemente, está na natureza dele. Fá-lo de forma harmoniosa, sem ter de reprimir nada do seu ser. No nosso caso o que se passa é mais um caso de esquizofrenia crónica, de múltipla personalidade com base no medo. Esse medo afasta-nos da integridade, da capacidade de sermos unos, de nos centrarmos em nós próprios e sermos autênticos a cada momento.&lt;br /&gt;Não somos camaleões, somos humanos... ou pelo menos teoricamente. Somos todos absoluta e maravilhosamente diferentes, e cometemos o profundo suicídio de aniquilarmos o nosso ser na pretensão de sermos algo diferente. Mas enquanto não nos conhecermos e aceitarmos... enquanto não nos amarmos... não conseguiremos exprimir com liberdade o nosso ser.&lt;br /&gt;Um arbusto não tenta ser uma árvore, e por isso é feliz. Um mar não tenta ser um oceano, e aí reside a sua felicidade. A lagarta não se transforma em borboleta pelo querer, o rio não chega ao mar por vontade. Tudo existe por uma razão, a razão de ser, com naturalidade. Tudo tem um caminho traçado: o encontro com essa sua razão de ser. Todo o universo se encontra alinhado consigo próprio, excepto o ser humano, que busca algo mais que si próprio, e se afasta dessa razão de ser.&lt;br /&gt;Enquanto não nos encaixarmos no puzzle, enquanto não procurarmos o nosso oceano, não seremos felizes, e só será possível esse regresso a nós próprios quando conhecermos a nossa face original, deixando cair todas as máscaras.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-4621837850502417236?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/4621837850502417236/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=4621837850502417236&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/4621837850502417236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/4621837850502417236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2008/01/icosaedros-humanos.html' title='Icosaedros humanos'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-3985771179189946605</id><published>2007-12-27T12:57:00.001Z</published><updated>2007-12-27T13:06:03.048Z</updated><title type='text'>Sleeping Buddha...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A palavra Buda representa mais do que uma pessoa, representa um estado. Um estado mental, de consciência, espiritual, isso agora cabe a cada um interpretar, dependendo das suas crenças. Siddartha Gautama é o nome do príncipe que abandonou tudo o que possuia por uma busca espiritual, pela busca de si mesmo. Após 6 anos de busca, ao início através da prática de ioga e do ascetismo extremo (prática da renúncia ao prazer, muitas vezes às necessidades mais básicas), e mais tarde através da meditação e do auto-conhecimento, compreendeu a essência das coisas, a origem da infelicidade humana, e ficou iluminado, enquando se encontrava sentado debaixo de uma árvore Bodhi. Após ter atingido este estado superior de consciência, este Buda começou a propagar a meditação, o auto-conhecimento, a compaixão, como forma de escape dos males do mundo, e foi assim que surgiu a 'religião' budista. O budismo expandiu gradualmente, dentro da própria Índia, onde surgiu, e para inúmeros países da Ásia, entre os quais a China, o Tibete, o Japão (onde deu origem à conhecida escola Zen), e a cultura da busca de si próprio, do conhecimento interior, expandiu no Oriente, ao contrário do Ocidente, este sempre vocacionado para a cultura do exterior.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas este fenómeno de busca de si próprio não é um fenómeno budista, é um fenómeno potencialmente humano. O estado de nirvana é apenas uma palavra atribuída ao fenómeno que potencialmente está ao alcance de qualquer ser humano. A palavra Buda é apenas a palavra atribuída pelo budistas a alguem que atingiu iluminação, ou o estado de nirvana.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;   A palavra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Buddha&lt;/span&gt; vem do sanscrito (língua clássica da Índia antiga, que pode ser equiparada ao Latim) e significa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;desperto&lt;/span&gt;. E desperto porque? Porque digamos que nós, apesar de não estarmos a dormir mais do que as necessárias horas de sono, passamos as restantes horas da nossa vida num estado semi-acordado. Esse estado é caracterizado pelo pensamento compulsivo, pelo condicionamento social, pela automatização das nossas acções, pela distorção da nossa percepção pelo passado, e pela constante busca de algo no futuro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pensamento compulsivo porque nunca aprendemos a parar de pensar, e o fio de pensamento prolonga-se desde que acordamos até que nos voltamos a deitar, para então continuar nos sonhos. Não será necessário dizer que esse tipo de pensamento nos distrai do que se passa à nossa volta, e é o grande criador dos nossos pseudo-problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O condicionamento social consiste na formatação por parte da sociedade, que faz com que pensemos e ajamos de forma padronizada e estipulada pelo meio onde nos inserimos. Não pensamos e agimos de acordo connosco, mas de acordo com a sociedade, e portanto não somos livres nos nossos pensamentos e acções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A automatização das nossas acções é um fenómeno que acontece quando já dominamos satisfatoriamente uma acção, passamos a fazê-la automáticamente, e ao mesmo tempo que a executamos dedicamos uma parte da nossa atenção ao pensamento compulsivo. Isto impede-nos de apreciar a tarefa pela tarefa, e torna difícil a melhoria da execução da tarefa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A distorção da nossa percepção pelo passado baseia-se no facto de aquilo que vemos, e a forma como compreendemos a realidade, que irá determinar as nossas acções, é extremamente condicionada pelo nosso conhecimento e pelas nossas experiências do passado. O nirvana representa um estado em que a mente está calma, e morre para o passado, concentrando-se totalmente e apenas no presente. Daí dizer-se que o nirvana é um regresso à inocência, em que o nosso olhar se torna puro e inocente como o de uma criança, pois não está condicionado pela memória. Isto possibilita uma verdadeira comunicação e um verdadeiro relacionamento com tudo o que nos rodeia, pois deixamos de olhar através de uma lente distorcida pelo passado, e vemos de uma forma límpida o que nos rodeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A busca de algo no futuro consiste no constante pensamento em algo no futuro, algo que receamos ou algo que pretendemos alcançar. O receio de possíveis acontecimentos futuros representa grande parte das nossas preocupações e pseudo-problemas, e se nos focarmos totalmente no presente será concerteza a melhor forma de cultivar um futuro pleno. O anseio por algo no futuro é o maior factor gerador de stress e ansiedade, e coloca-nos numa roda viva de busca de algo exterior para satisfazer o nosso ser. Um dos pontos fundamentais da demanda espiritual é o abandono da busca compulsiva, quando se atinge uma verdadeira compreensão da futilidade da mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando, através da meditação e do auto-conhecimento profundo, nos conseguimos focar totalmente no momento presente, sem pensamentos sobre o passado ou o futuro, isso é o nirvana. Quando ultrapassamos todo o tipo de sentimentos que causam divisão entre o presente e o passado ou futuro, isso é o nirvana. Quando conseguimos manter uma mente silenciosa, e sensível a tudo à sua volta, e conseguimos dedicar todo o nosso ser a cada tarefa que nos propomos executar, isso é o nirvana. Quando cada momento é novo para nós, e o abordamos de forma incondicionada... isso é o estado de Buda. E a isso chama-se estar desperto.&lt;br /&gt;O estado de Buda não é nada de sobrenatural, é apenas um estado de atenção total, em que somos nós próprios e totalmente verdadeiros. Esse é um estado que está mais perto de nós do que pensamos. No fundo somos todos Budas... mas o reflexo do nosso espelho parece estar coberto pelo pó do pensamento compulsivo e do condicionamento social, abafando a pureza do nosso ser.&lt;br /&gt;Todos nós somos Budas adormecidos, aprisionados... mas mais grave que tudo, inconscientes, pois não nos apercebemos de que estamos a dormir, e não nos consciencializamos das nossas prisões. No fundo, é tudo uma questão de consciência... quando nos tornamos verdadeiramente conscientes de nós e do que nos limita, a armadura cai e o Buda acorda de um sono que durou anos... e sente pela primeira vez o sabor da vida, o aroma da liberdade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-3985771179189946605?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/3985771179189946605/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=3985771179189946605&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/3985771179189946605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/3985771179189946605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/12/sleeping-buddha.html' title='Sleeping Buddha...'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-5975610587356508536</id><published>2007-12-22T19:34:00.000Z</published><updated>2007-12-22T19:52:33.185Z</updated><title type='text'>Observar: a cura para a infelicidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto mais conscientes de nós próprios nos tornamos, mais autónomos nos tornamos. Quanto mais nos apercebemos das prisões e da falsidade em que vivemos, mais livres e genuínos nos tornamos. Um louco que de repente se apercebe da sua insanidade fica são, e da mesma forma quando nos apercebemos da insanidade em que vivemos as nossas vidas, elas transformam-se para nunca mais voltarem a ser as mesmas. E quando nos afastamos dessa insanidade, desse aprisionamento, mais clara é a nossa visão dela. Quanto menos nos identificamos com a falsidade em que vivíamos, melhor a reconhecemos nos outros.&lt;br /&gt;Quando nos tornamos mais conscientes, tornamo-nos menos condicionados, e o condicionamento nos outros torna-se transparente aos nossos olhos. No entanto, esse condicionamento fica muitas vezes além dos horizontes daqueles que não se conhecem, que não são conscientes acerca de si próprios. Expor alguem ao seu próprio condicionamento é uma tarefa infrutífera, pois a consciência só advém da nossa compreensão dos fenómenos.&lt;br /&gt;Quanto mais observamos e compreendemos profundamente a falsidade e o medo em que está imerso o mundo, mais se torna impensável para nós participar nessa tragédia. Temos medo do passado, medo do futuro, medo de nós próprios, medo dos outros, mas estes medos não são claros para quem permanece ignorante acerca de si próprio. Vivemos sobre o manto do olhar dos outros, usando máscaras e armaduras, mais uma vez devido ao medo que nos habita. Quando isto se torna claro para nós, torna-se também inaceitável, e partimos em busca da liberdade e da autenticidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-5975610587356508536?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/5975610587356508536/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=5975610587356508536&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/5975610587356508536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/5975610587356508536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/12/observar-cura-para-infelicidade.html' title='Observar: a cura para a infelicidade'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-2218936222528357898</id><published>2007-12-21T02:14:00.000Z</published><updated>2007-12-21T12:11:47.700Z</updated><title type='text'>Closer to reality</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando duas chamas de consciência se tocam, gera-se uma chama tão intensamente brilhante, maior que a soma das duas... e a chama não volta a ser a mesma... possui em si um toque da outra, possui uma nova qualidade... uma qualidade partilhada de compreensão da vida.&lt;br /&gt;Consciência atrai consciência e contagia com consciência... e o mundo não volta a ser o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-2218936222528357898?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/2218936222528357898/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=2218936222528357898&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/2218936222528357898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/2218936222528357898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/12/closer-to-reality.html' title='Closer to reality'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-3340841419762220962</id><published>2007-12-20T23:47:00.000Z</published><updated>2007-12-22T23:44:13.945Z</updated><title type='text'>Quem sou eu?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;Em que consiste a felicidade? A felicidade é o derradeiro estado de espírito, em que todas as nuvens se afastam, e o brilho dos raios solares invade o nosso céu interior. E essas nuvens nada mais são que pensamentos e interpretações. Apenas o que possamos pensar acerca da vida ou a forma como interpretamos o que nos rodeia determina a infelicidade. Em última instância, a felicidade é sempre uma decisão nossa. Isso não invalida, no entanto, que os factores externos possam influenciar essa busca da felicidade, tornando-a mais fácil ou mais difícil. Se a nossa envolvente é um turbilhão de energias negativas, ou se consiste em acontecimentos que se opõem àqueles que fomos formatados para acreditar que são os nossos ideais, é necessária uma maior força interior para atingirmos a felicidade. Se tivermos uma envolvente propícia ao bem estar, será mais fácil atingirmos esse estado de equilíbrio interior. Mas volto a repetir: em última instância, a felicidade depende sempre da nossa forma de abordar ou interpretar o que nos rodeia, é uma harmonia e uma paz interior de uma fragilidade sólida, de uma delicadeza robusta, de uma sensibilidade impenetrável.&lt;br /&gt;Disto conclui-se o óbvio: uma pessoa que consiga criar um contexto externo adequado ao seu ser, conseguirá mais facilmente atingir a felicidade. MAS nunca atingirá a felicidade total se descurar o seu mundo interior. Por mais fértil que seja o terreno, e por mais que se regue, e por mais que o sol brilhe, a flor nunca vai florescer se não plantarmos a semente. E a semente, no nosso caso, é o auto-conhecimento. Mas não um auto-conhecimento crítico/opressivo. Se ao ganharmos maior conhecimento de nós próprios formos julgando e reprimindo aquilo que julgamos errado... Se formos recalcando aquilo que, segundo as ideias da sociedade, está incorrecto, estaremos não só a negar uma parte de nós, mas pior, estaremos a varrer o pó para debaixo do tapete. O chão nunca ficará limpo desta forma. A sujidade continua lá, mas escondida. A repressão é uma barragem que cede mais cedo ou mais tarde, e que nos priva da nossa felicidade a um nível mais imediato e mais profundo do que pensamos. Esconder partes de nós debaixo do tapete do inconsciente apenas fará com que essas mesmas partes venham à superfície sob outra forma.&lt;br /&gt;Portanto, o verdadeiro auto-conhecimento é livre de julgamento, e assim livre de repressão. O verdadeiro auto-conhecimento tem como outra face uma profunda aceitação. Mas não uma aceitação passiva, e sim uma aceitação construtiva. Construírmos os alicerces da nossa força sob um pântano, fará com que esta não seja estável, e não seja verdadeiramente forte. Se reprimirmos as nossas falhas e fraquezas, se as negarmos, nunca poderemos melhorar. Temos de olhar de frente os nossos defeitos, aceitá-los, e então nessa base de aceitação poderemos construir algo de belo, algo com raizes profundas.&lt;br /&gt;Quando deixamos de reprimir facetas do nosso ser, sentimo-nos flutuar. Quando começamos a deixar transparecer quem realmente somos, começamos a sentir os primeiros aromas de liberdade.&lt;br /&gt;E mais importante que tudo: se acreditarmos que já sabemos tudo, pararemos de aprender. Temos de nos limitar a uma sábia ignorância, e nos manter permanentemente abertos ao crescimento, e o mesmo se aplica ao conhecimento de nós próprios. Por isso, se à partida julgarmos saber muito sobre nós próprios, especiamente sobre os nossos defeitos, estaremos a fechar as portas de um auto-conhecimento mais profundo, porque o poço da melhoria é muito, muito fundo. Se acharmos que nos conhecemos bem, provavelmente sabemos muito menos do que pensamos. Quando deixamos de ser presunçosos e nos abrimos a mais descoberta, começa a jorrar a fonte do auto-conhecimento duma forma surpreendente. E essa será a semente que germinará em felicidade, pois como poderemos ser nós próprios e genuínos se não nos conhecermos? E como poderemos ser felizes se nos traírmos a nós próprios, abandonando o prazer de ser para usar uma máscara?&lt;br /&gt;A vida é um rio de auto-descoberta. Aqueles que se perderem na margem morrerão sem avistar o mar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-3340841419762220962?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/3340841419762220962/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=3340841419762220962&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/3340841419762220962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/3340841419762220962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/12/quem-sou-eu.html' title='Quem sou eu?'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-5504290282101538669</id><published>2007-12-10T20:55:00.000Z</published><updated>2007-12-10T21:22:18.423Z</updated><title type='text'>Dia internacional da utopia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje comemoro o dia em que um grupo de pessoas decidiu, em homenagem à dignidade e aos direitos inerentes a todos os seres humanos, e com vista a promover a paz e a justiça no mundo, criaram a &lt;a href="http://www.unhchr.ch/udhr/lang/por.htm"&gt;Declaração Universal dos Direitos Humanos&lt;/a&gt; (1948). Deixo à reflexão de quem decidir dar uma vista de olhos neste tratado humano.&lt;br /&gt;E agora um minuto de silêncio por todos aqueles que, sendo seres humanos como qualquer um de nós, com direito à sua dignidade e à sua busca de felicidade, tal como nós, sofrem todos os dias, por opressões e censuras, quer sejam a nível político, religioso, ou individual, dentro de diversas sociedades, quer seja entre povos diferentes, a um nível mais profundo de falta de solidariedade e fraternidade, e de imensa desigualdade.&lt;br /&gt;A vós, irmãos...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-5504290282101538669?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/5504290282101538669/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=5504290282101538669&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/5504290282101538669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/5504290282101538669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/12/dia-internacional-da-utopia.html' title='Dia internacional da utopia'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-6769411115079671038</id><published>2007-12-09T15:50:00.000Z</published><updated>2007-12-09T16:10:34.076Z</updated><title type='text'>A lâmpada fundida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A solução para a transformação interior, que nos torna independentes do exterior está na consciência. Esta consciência é a qualidade que nos permite estabilizar o nosso interior, através de um contacto profundo, e isso reflectir-se-á no nosso exterior, na nossa vida. Um interior puro e sereno aborda a vida de forma pura e totalmente serena.&lt;br /&gt;E o que é essa consciência? Mais um conceito abstracto e, como tal, de definição controversa. Para alguns o estado de consciência é um estado de atenção, de observação do momento presente, sem nos deixarmos alienar por perturbações mentais muitas vezes originadas em imaginações passadas ou futuras. Esta atenção totalmente consciente não se foca apenas no que nos rodeia, mas também a nós próprios.&lt;br /&gt;Na consciência de nós próprios e na nossa aceitação total de tudo em nós, sem repressão dos aspectos negativos, encontra-se a base da criação de um bem estar na nossa relação connosco próprios. E isso não é possível enquanto não temos a capacidade de estarmos a sós connosco, quando o nosso estado é um constante aborrecimento e dependência permanente do exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive o prazer de ler um excerto de um livro do Arno Gruen, que se chama "A traição do Eu", onde é referido exactamente isso: que somos demasiado dependentes de estímulos exteriores, por vivermos numa cultura "fast" e sociedade fast. Que somos bombardeados por estímulos externos de satisfação rápida, o que nos impede de criarmos um mundo interior, onde nos relacionamos connosco, e interagimos constantemente e profundamente com os nossos sentimentos.&lt;br /&gt;Optamos pelo mais rápido e fácil, e é isso que nos destroi. Esse constante bombardeamento de estímulos superficiais que nos fazem sentir vivos, no fundo conscientes, mantém a nossa atenção no exterior, negligenciando o nosso interior, e tornado-nos verdadeiros &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fast addicts&lt;/span&gt;. O fugir de nós, das nossas insatisfações e medos mais profundos, não só não é uma solução, como gradualmente destabiliza a nossa harmonia. Temos de olhar para dentro, olhar com olhos de ver, ver e aceitar tudo em nós, mesmo os medos e "fraquezas", e só aí se poderá começar a construir um templo interior de culto da paz.&lt;br /&gt;No estado em que nos encontramos actualmente acabamos por ser computadores, e o teclado e o rato estão nas mãos de um conceito abstracto chamado de sociedade. Mas no fundo, a sociedade é formada por nós, e apenas nos dá aquilo que queremos. O mesmo se passa com a religião e a política. Apenas nos fornecem a segurança ou pseudo-segurança que procuramos. Só vendem o produto que o consumidor procura, é uma questão de puro marketing. Antes de criticarmos padres e políticos por nos manipularem, devemos criticar as pessoas que inconscientemente pedem para serem manipuladas. Mas além de qualquer crítica, devemos a um nível mais fundamental olhar para nós e tranformarmo-nos, de forma a deixarmos de contribuir para essa inconsciência colectiva.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-6769411115079671038?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/6769411115079671038/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=6769411115079671038&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/6769411115079671038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/6769411115079671038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/12/lmpada-fundida.html' title='A lâmpada fundida'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-6008607009342778371</id><published>2007-12-07T21:04:00.000Z</published><updated>2007-12-07T21:41:03.088Z</updated><title type='text'>Beco sem saída</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Problemas...&lt;br /&gt;Temos tantos problemas, tantas preocupações e tanto sofrimento. A vida é difícil, apresenta-nos tantas dificuldades e contratempos. Vivemos num estado constante de sacrifício do presente, partilhando esperanças de encontrar a felicidade no futuro. Mas quando o futuro se torna presente, vemos que a felicidade se voltou a distanciar para um futuro distante. Conformo-me com a minha infelicidade agora, sofro, para que no futuro consiga ter tudo o que me vai trazer felicidade. O futuro chega e transforma-se em presente... e atingimos a felicidade? Ou continuamos infelizes, com problemas e preocupações, e adiamos a felicidade para outro momento futuro? Parece-me que seja mais a segunda hipótese.&lt;br /&gt;Quando tiver o meu emprego e um rendimento estável... aí sim vou ser feliz e os meus problemas e preocupações vão desaparecer. Ou será quando atingir um patamar elevado de poder, prestígio? Ou quando tiver todo o dinheiro e bens materiais que julgo serem suficientes?&lt;br /&gt;Julgamos que as pessoas são infelizes devido à sua situação de vida, julgamos que os nossos problemas são o resultado das nossas circunstâncias de vida. Vamos analisar isto: uma pessoa pobre tem problemas... uma pessoa rica também... uma pessoa que faça aquilo que gosta profissionalmente também... pelos vistos TODA a gente tem problemas! Ou não? O mais provável é que qualquer um de nós, mesmo que visse todos os seus desejos realizarem-se, continuasse a ter problemas, e a sentir que faltava algo para a sua realização.&lt;br /&gt;Então sendo assim, não será lógico que a origem dos nossos problemas não se deve às circunstâncias da nossa vida? Se todas as circunstâncias diferentes têm problemas associados, o mais provável é que assim seja. Então qual será a raiz dos nossos problemas? Não é muito difícil encontrar uma pessoa cuja situação de vida seja mais pobre exteriormente, e que seja mais feliz que outras com uma vida exterior rica. O que me parece, após estas considerações, é que a felicidade é algo interior.&lt;br /&gt;Segundo vejo, o verdadeiro problema somos nós. O verdadeiro problema é o nosso desiquilíbrio interior, turbulência e desarmonia interior, que originam a infelicidade que tanto abunda no nosso mundo. E obviamente que essa infelicidade interior se reflecte no exterior. Ou seja, os nossos "problemas" são apenas consequências da nossa desarmonia interior!&lt;br /&gt;Então não será lógico e racional deixar de procurar remediar a nossa vida através de mudanças no exterior? Se a causa dos problemas é interior, porque tentar resolvê-la através de constantes "melhorias" do nosso mundo exterior? Talvez o ganho de poder, prestígio, dinheiro, e todo o tipo de bens materiais faça parte de uma busca sem fim e infrutífera. Se assim é, porque não orientarmo-nos para resolver os problemas na sua origem, transformando o nosso interior, de forma a que, independentemente da nossa situação de vida, sejamos felizes.&lt;br /&gt;O epicentro deste terramoto somos nós. Os nossos chamados problemas são o hipocentro, ou seja, um simples reflexo superficial do que se passa a níveis mais profundos, dentro de nós. Se o alicerce de um edifício está mal construído, por melhor que seja a sua estrutura superior, nunca será verdadeiramente estável. A mudança eficaz deve ser profunda, deve ser na origem.&lt;br /&gt;Então, se a origem dos nossos problemas somos nós, até que ponto podemos considerar reais esses mesmos problemas?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-6008607009342778371?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/6008607009342778371/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=6008607009342778371&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/6008607009342778371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/6008607009342778371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/12/beco-sem-sada.html' title='Beco sem saída'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-5782558684317917628</id><published>2007-12-04T00:49:00.000Z</published><updated>2007-12-04T01:23:43.514Z</updated><title type='text'>Jingle Bells</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou permitir a mim próprio, apesar de não ser católico, nem religioso... intrometer-me numa das tradições cristãs, e enviar uma carta ao barbudo que se vendeu à coca-cola.&lt;br /&gt;Caro traidor, este ano gostaria de encontrar algumas coisas na minha meia pendurada na lareira. Não tenho lareira, e se tivesse nunca seria um local onde penduraria meias... mas continuando:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Há coisas que gostaria que mudassem.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou uma pessoa que não se chateia por ter como valor máximo a tolerância. Tolero o que vai contra a minha perspectiva pessoal do mundo que me rodeia. Tolero mesmo tudo aquilo que não compreendo, pois quem sou eu para sobrevalorizar o meu insignificante mundinho psíquico pessoal, em detrimento dos mundinhos dos outros. Devo aceitar e respeitar tudo o que faz sentido para quem quer que seja. Da mesma forma que tento aceitar todas as circunstâncias com que me deparo, sem criar resistência à realidade, e consequentemente sem criar nenhum tipo de conflito ou desarmonia interior.&lt;br /&gt;No entanto, e apesar do que muitos pensam, aceitação não é letargia, não é cegueira, não é passividade extrema. Uma coisa é respeitar as coisas pelo que são, e outra coisa é ser acrítico. Tenho uma opinião pessoal que exprimo e espero que seja respeitada assim como valorizo as dos outros. Sou feliz, vivo satisfeito de forma quase permanente, no entanto, e obviamente, há coisas que poderiam mudar para melhor, na minha opinião.&lt;br /&gt;Portanto vê lá se desencantas o seguinte, e não te esqueces de trazer da próxima vez que passares na minha chaminé. E mais uma vez, não tenho chaminé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero um mundo em que as pessoas deixem de viver centradas no seu ego. Copérnico já há muito tempo que desenvolveu a sua teoria heliocêntrica, por isso desejo um mundo em que as pessoas abram os olhos. Um mundo em que consigam enxergar o horizonte para além da ponta do seu nariz. Somos 6 biliões, num minúsculo planeta comparado com a imensidão do universo... e quase todos desses 6 biliões se consideram o centro do universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero um mundo em que as pessoas consigam sair da sua esfera pessoal de percepção do que as rodeia, e consigam olhar o mundo de forma mais objectiva, clara, contextualizada, mais complexa e também mais simples. Que consigam sair de si, colocar-se no lugar dos outros e compreender verdadeiramente o outro ser. Mas não na teoria, e sim na prática. Na prática, quando temos tendência para nos chatearmos com alguem por algo que fez, por exemplo. De dentro da nossa casa no vale não sabemos o que é o vale, por isso mais vale estarmos calados... quando escalamos cada uma das montanhas que circundam o vale, e obtemos diversas perspectivas, diferentes da nossa original, sobre o vale, aí sim subimos na escala da razão e crescemos como seres Humanos com H maiúsculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero um mundo onde as pessoas se ouçam umas às outras. E na base desta necessidade está mais uma vez o egocentrismo. Como diria Martin Luther King "I have a dream"... eu sonhei com um mundo onde as pessoas deixam de pensar só em si, e de falar só de si, e de avaliar tudo em função de si. Sonhei com um mundo onde as pessoas se importam realmente com o que os outros pensam e sentem. Será pedir demais? Provavelmente... mas até que morra a última sogra, continuarei a ter esperança!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contribuam para a abolição de todas as fronteiras, em especial as fronteiras que separam o indivíduo dos seres com quem se pseudo-relaciona. Deixem de viver fechados em vós, amem-se verdadeiramente! Não falo de um amor de palavras vazias, de um amor racional, de interesse, de prazer ou de conformismo... falo de um amor verdadeiro, fluído e infinito, sem causa ou origem, e de destino indeterminado. Emana em todas as direcções, sem escolher o que atingir, nem esperar algo em retorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irmão Natal... sim, irmão... porque num mundo onde somos todos iguais e todos irmãos, és mais meu irmão que meu pai. Até ver o teu cariótipo e ter provas do contrário, pelo menos. Caro irmão... não serão precisas mais palavras concerteza. Fico à espera... esperarei até que a minha "lareira" se apague...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-5782558684317917628?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/5782558684317917628/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=5782558684317917628&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/5782558684317917628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/5782558684317917628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/12/jingle-bells.html' title='Jingle Bells'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-693032494703134414</id><published>2007-12-01T17:10:00.000Z</published><updated>2007-12-01T17:30:46.978Z</updated><title type='text'>Transformação de consciência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para verdadeiramente nascer para a vida, é necessária uma grande viagem interior.&lt;br /&gt;É necessária uma viagem de compreensão de nós próprios. Esta viagem tem por base uma observação profunda do que se passa dentro e fora de nós: dos nossos pensamentos e emoções, dos nossos comportamentos e motivações, e de todas as barreiras que ofuscam a nossa luz inata. Esse exercício de observação, quando aprofundado, permite identificar processos imperceptíveis ao observador comum.&lt;br /&gt;A observação continuada de nós próprios permite compreender o carácter mental, nas suas vertentes compulsivas, que nos impedem de gozar o momento presente, e viver profundamente. A vertente compulsiva da mente reside na falta de silêncio interior, e logo de serenidade e paz. A mente compulsiva é aquela que não cessa nem por um segundo, seguindo uma cadeia infindável de pensamentos quase sempre perfeitamente desnecessários. E só observando e compreendendo isto é possível acalmar os pensamentos, e tornar a mente um lago calmo e silencioso.&lt;br /&gt;Esta compulsividade de pensar, está intimamente relacionada com a necessidade de auto-fortalecimento constante por parte do ego. Compulsividade de criar uma identidade e uma imagem social, de forma a sentir segurança e sentir-se inserido no meio social, ser aceite. Compulsividade de buscar ou ansiar por algo mais que o presente, projectando-se constantemente no futuro, fomentando uma esperança que nos desvia da única realidade: o presente. O ego precisa de uma auto-imagem, e de uma auto-imagem forte. E a mente precisa de algo que lhe dê esperança e razão para viver. Mas essa auto-ilusão distorce o nosso comportamento natural, condicionando-o, e retira-nos a capacidade de viver o presente.&lt;br /&gt;Mas todos estes processos são, na maior parte das vezes, inconscientes e automáticos. E, quando através da observação, nos consciencializamos do que se passa dentro de nós, a luz da nossa consciência expulsa essa escuridão mental, e dissolve gradualmente todas essas barreiras à liberdade de ser e viver.&lt;br /&gt;E essa observação faz-nos compreender que todas as barreiras à nossa liberdade são mentais, que somos condicionados e na maior parte das vezes inconscientes, que somos sonâmbulos e autómatos devido à existência de uma identidade falsa que condiciona o nosso comportamento. O ego vive do conhecimento e da experiência, ou seja do passado. Todas as suas acções são condicionados por esse passado, e tornam-se gradualmente autómaticas, o que estimula o pensamento compulsivo, e nos impede de sentir o prazer de estar vivo.&lt;br /&gt;A verdadeira identidade não tem barreiras. A verdadeira identidade está centrada no presente, de forma incondicionada. Ama o presente como se não houvesse amanhã, e morre para o passado a cada momento que passa. A sua luz brilha sem nenhum tipo de amarras.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-693032494703134414?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/693032494703134414/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=693032494703134414&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/693032494703134414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/693032494703134414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/12/transformao-de-conscincia.html' title='Transformação de consciência'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-474154271087588741</id><published>2007-12-01T12:03:00.001Z</published><updated>2007-12-01T20:55:41.078Z</updated><title type='text'>Inominável</title><content type='html'>Quem sou eu?&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma cadeia estruturada de símbolos de raizes perdidas no tempo, estudada pela linguística e associada a um conjunto de fonemas? Mas até que ponto posso dizer que isso sou eu, se foi algo que me deram? Então é meu, não sou eu.&lt;br /&gt;Nacionalidade? O que é isso? Dizem que é uma restrição a um campo delimitado por linhas imaginárias. Então se são imaginárias, que me interessa? Só prezo o que é real... Nacionalidade é resultado de guerras e conflitos, e guerras e conflitos nunca levam a bom porto. A divisão nunca gera paz, a união sim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Temos muitos rótulos... desde relativos a ideologias políticas, religiosas, ou pseudo-pessoais, a um universo infinito de outros mais. O número de rótulos nunca acaba. Mas o rótulo é uma separação, separa o que lhe pertence do que não lhe pertence. O rótulo é um obstáculo à união, e não é definitivamente a nossa identidade. O rótulo é algo superficial que nos limita grandemente na forma de percepcionar o mundo. Os produtos no supermercado são rotulados... mas o rótulo não é o produto, é apenas uma forma de identificar o produto. Mas em relação aos seres humanos há uma ligeira gigantesca diferença: enquanto que os produtos no supermercado podem ser agrupados, pois são iguais entre si, os seres humanos não devem ser rotulados e agrupados, pois não há dois seres humanos iguais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então se toda a identidade que conheço se resume aos rótulos que me foram colocados desde que nasci, quem sou eu?&lt;br /&gt;Se calhar não sou ninguem...&lt;br /&gt;Se calhar apenas sou...&lt;br /&gt;Quem sabe a minha existência não pode ser descrita por palavras&lt;br /&gt;Quem sabe sou puro amor&lt;br /&gt;Quem sabe sou pura energia&lt;br /&gt;E o amor é essa energia&lt;br /&gt;Para quê dar nomes às coisas?&lt;br /&gt;As coisas não existem para serem nomeadas e pensadas&lt;br /&gt;Existem para serem sentidas, para serem absorvidas&lt;br /&gt;Sinto e sou&lt;br /&gt;Sinto e sou feliz assim&lt;br /&gt;O sol não se questiona sobre quem é, de onde vem e para onde vai...&lt;br /&gt;Porque hei-de me questionar eu, se nada mais sou que o sol, e a lua, e todas as estrelas...&lt;br /&gt;O êxtase da vida é deixar cair a falsa armadura, pois não há nada de que se defender...&lt;br /&gt;É deixar cair a farsa do pensamento, que destroi tudo o que é...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;É sentir a união com o mundo, tal qual gota de orvalho que é absorvida pelos primeiros raios de sol para voltar à origem...&lt;br /&gt;É ser como o rio e fluir naturalmente para o regaço do mar, de encontro ao seu destino.&lt;br /&gt;Quem sou eu?&lt;br /&gt;Todas as respostas possíveis a essa pergunta destroem-me como ser. A resposta é a ausência de resposta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-474154271087588741?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/474154271087588741/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=474154271087588741&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/474154271087588741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/474154271087588741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/12/inominvel.html' title='Inominável'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-8487020593045638093</id><published>2007-11-30T21:24:00.000Z</published><updated>2007-11-30T21:38:08.742Z</updated><title type='text'>O todo e mais um</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mil milhões de átomos de hidrogénio e oxigénio ligados e condensados num estado líquido, límpido e infinitamente belo.&lt;br /&gt;Um infinito de clorofila amontoado, com vida a percorrer todas as suas moléculas, sob a forma de seiva, num leque de verdes tornados amarelos pelo brilho do sol poente.&lt;br /&gt;Um mar azul gradualmente mais escuro, reflectido na eternidade dum lago...&lt;br /&gt;E o dia vai-se...&lt;br /&gt;Os raios luminosos recolhem-se tal qual onda do mar que se retrai perante as imponentes areias para mais tarde voltar à carga, mutando a realidade, e dando lugar a um brilho reflectido, ténue e noctívago.&lt;br /&gt;Perfeito...&lt;br /&gt;Simplesmente natural...&lt;br /&gt;Perfeito é natural?&lt;br /&gt;Será a natureza perfeita?&lt;br /&gt;A natureza é perfeita, mas contém o Homem, e o Homem não é perfeito...&lt;br /&gt;Duvidar da perfeição da natureza?&lt;br /&gt;Ou crer nessa perfeição, duvidando antes do carácter natural do Homem?&lt;br /&gt;Talvez do carácter natural da maior parte dos Homens, que se afastam da sua natureza, da natureza...&lt;br /&gt;Este vírus impregnado de avidez consome a perfeição que o rodeia, autocorrompendo-se eternamente numa busca inconsciente de extinção que fechará o ciclo, e devolverá a perfeição à natureza.&lt;br /&gt;Ser natural é não ser, ser natural é sentir...&lt;br /&gt;Ser natural é abdicar da dor de pensar, apenas existir...&lt;br /&gt;É integrar-se no todo, voltar à origem, fundir-se com a perfeição de mil milhões de átomos condensados a níveis diferentes... pura energia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-8487020593045638093?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/8487020593045638093/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=8487020593045638093&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/8487020593045638093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/8487020593045638093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/11/o-todo-e-mais-um.html' title='O todo e mais um'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-958258372374584520</id><published>2007-11-17T10:03:00.000Z</published><updated>2007-11-17T10:14:09.169Z</updated><title type='text'>A gula do ego</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Homem vive numa busca constante. A sua mente parte permanentemente numa busca de algo que faça crescer o seu ego de alguma forma. Aquilo que com que nos identificamos torna-se parte do nosso ego. Identificarmo-nos com entidades superiores a nós acresce uma grande parte ao nosso ego, pessoas e ideologias partilhadas também, mas os simples ganhos da nossa vida também o fazem. Ganhos materiais, ganhos mentais e emocionais dão-nos uma sensação passageira de bem-estar, porque nos identificamos com o que ganhamos, e o nosso ego se sente maior, mais complexo. Essa sensação de bem-estar rapidamente desvanece, sendo aquilo que foi ganho desvalorizado, vulgarizado, e dando origem a um reacender da busca de algo novo, originada pela constante sede do ego de se fortalecer. Mas este ciclo não tem fim...&lt;br /&gt;E este ciclo não tem sentido, pois não leva à realização plena, apenas se prolonga ao longo das nossas vidas. Leva a uma realização que é instável e não é livre, por depender se factores externos, e do constante alimentar do ego.&lt;br /&gt;Quando se compreende a futilidade desta busca, e se está atento a esse impulso constante de procura, começa-se a abandonar o ciclo, e assim essa busca. Essa observação de nós próprios permite um estado de presença mais intensa, de satisfação e realização plenas. A orientação deixa de ser de busca de algo mais, e passa a ser de contemplação do que temos e do que já somos. A realização passa a ser o facto de estarmos vivos...&lt;br /&gt;Essa realização é verdadeira, logo estável, plena e independente de tudo o resto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-958258372374584520?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/958258372374584520/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=958258372374584520&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/958258372374584520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/958258372374584520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/11/gula-do-ego.html' title='A gula do ego'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-805959982959628787</id><published>2007-11-04T18:21:00.000Z</published><updated>2007-11-04T18:38:41.860Z</updated><title type='text'>Uma questão de rédeas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dos maiores erros que podem ser cometidos, na minha opinião, é a crença na incapacidade das pessoas de controlar o que paira nos seus domínios mentais. Um crença conformista em que não nos é possível determinar a nossa forma de pensar e, consequentemente, moldar a nossa personalidade e a nossa vida. Está ao nosso alcance o domínio mental que nos permite controlar os nossos pensamentos, eliminando de vez frases como "não consigo parar de pensar nisto" ou "não vou conseguir". Quando detemos um determinado domínio mental, temos cada vez maior capacidade de escolha daquilo que pensamos perante as circunstâncias com que nos deparamos, daquilo que pensamos de nós e de tudo o que nos rodeia.&lt;br /&gt;Quando atingimos este nível de domínio mental, conseguimos adoptar uma perspectiva optimista, que derruba grande parte das limitações à nossa felicidade e realização pessoal. Perante determinada circunstância, escolhemos adoptar um tipo de pensamento positivo, e com o tempo criamos um hábito de pensamento positivo constante. E o pensamento positivo dá-nos força, fortalece a nossa crença em nós e no poder e alcance das nossas acções. Tomemos por exemplo uma situação em que nos deparamos com uma dificuldade: um pessimista que tem uma abordagem negativa, mais facilmente se sente desencorajado que um optimista, que transforma a dificuldade em desafio, com o poder do seu pensamento positivo, e sente uma força a crescer dentro de si, uma motivação para ultrapassar esse desafio.&lt;br /&gt;O poder do pensamento positivo não tem fim. Potencia as nossas capacidades, aumenta o nosso bem estar geral, e aumenta a nossa longevidade. Com tão grandes vantagens em relação à abordagem pessimista, muitas vezes me questionei porque as pessoas não escolheriam pensar assim sempre... e não encontro outra resposta que o facto de não saberem ou acreditarem que podem escolher o que pensam a todo o momento. A nossa mente não tem necessariamente de ser um projector automático de pensamentos, sendo possível assumir o controlo.&lt;br /&gt;E, como os nossos pensamentos se reflectem na nossa vida, como a qualidade dos nossos pensamentos se reflecte na nossa qualidade de vida, a partir do momento que começamos a dominar a forma como pensamos, começamos a ter maior controlo sobre a nossa vida, e a começar a obter dela o que pretendemos. O conjunto dos nossos pensamentos, da nossa forma de pensar, forma um paradigma em relação ao mundo que nos rodeia, que determina a nossa interpretação, postura e acções em relação a esse mesmo mundo. O importante é perceber que esse paradigma não é imutável, podendo ser moldado a nosso gosto, afectando consequentemente a nossa interacção com o que nos rodeia. E uma das bases fundamentais de um paradigma bem sucedido é o optimismo, que mantém o ânimo e a determinação, que mantém a crença... e aquilo em que acreditamos torna-se real para nós...&lt;br /&gt;Controla os teus pensamentos, e controlarás a tua vida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-805959982959628787?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/805959982959628787/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=805959982959628787&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/805959982959628787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/805959982959628787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/11/uma-questo-de-rdeas.html' title='Uma questão de rédeas'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-1651242452343190713</id><published>2007-10-21T18:09:00.000+01:00</published><updated>2007-11-15T08:38:48.330Z</updated><title type='text'>Ensaio sobre a falta de genuinidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vida é um palco, onde os verdadeiros actores são aqueles que não encarnam nenhuma personagem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascemos, crescemos, somos educados, somos programados, e padronizados, e condicionados. Alguns desses processos são conscientes, outros inconscientes. Algumas pessoas chegam a uma altura na sua vida em que se consciencializam, outras morrem sem sequer sonhar. Algumas acreditam que é possível e tentam mudar, outras não acreditam, ou abafam a crença sob a poeira do conformismo.&lt;br /&gt;Uma coisa é certa, a interacção com as outras pessoas, como parte integrante do processo social inerente aos seres sociais que somos, leva ao condicionamento dos nossos pensamentos e acções. Somos influenciados e levados a pensar como outros, para que nos possamos integrar em grupos. Nada do que aqui afirmo, afirmo como universal, porque acredito profundamente que toda a regra tem excepção. Mas não será uma das necessidades mais fundamentais do ser humano a de aceitação e a de integração num grupo, que acaba esta última por estar também relacionada com a necessidade de aceitação? E não será o maior dos medos humanos o medo de ser rejeitado, que por sua vez também poderá estar relacionado com a mesma necessidade de aceitação (ou falta dela)?&lt;br /&gt;Julgo que essa necessidade de aceitação/medo de rejeição é o que leva em grande parte ao moldar do nosso pensamento, para fazermos parte de algo maior que o nosso ego. Será que o ego ao se associar (seja por pensamentos ou comportamentos similares) sofre alguma espécie de expansão? Ao expandirmos de certa forma o nosso ego ao nível do ego de outra pessoa, ou de um grupo, isso conferiria concerteza uma maior sensação de segurança, ou não será a crença partilhada motivo de fortalecimento da crença própria? Quanto mais pessoas acreditarem naquilo que acreditamos, mais seguros nos sentimos em relação a essa crença!&lt;br /&gt;Entao, e resumindo, a necessidade de aceitação/medo de rejeição/necessidade de afirmação das nossas crenças, poderá estar na base de grande parte do mimetismo social, ou não?&lt;br /&gt;Não sou um investigador em Psicologia. Nunca apliquei o método de investigação científico na minha aquisição de conhecimento sobre as pessoas. Mas sou uma pessoa que acredita que a Psicologia do senso comum, com todas as suas fragilidades, e em toda a sua falibilidade, nos pode indicar o caminho, e nos pode dar algumas ideias de como funcionamos nós e os outros, de como nos comportamos, e de como nos inserimos neste mundo.&lt;br /&gt;Acabo então por ser um observador, que observa e teoriza. Que teoriza, mas não testa. Mas apesar do carácter falacioso da nossa interpretação e compreensão (condicionada, subjectiva) julgo que podemos através da observação e da nossa própria interpretação ter uma ténue ideia do que se passa à nossa volta.&lt;br /&gt;Após um longo período de observação, não conclui, mas duvido que somos actores sociais. Penso que somos actores que interpretam diversos papéis. Não estou a falar da interpretação de um papel como variável (dificilmente operacionalizável) observada de forma "inter-sujeitos", mas sim "intra-sujeitos". Vou explicar:&lt;br /&gt;Não digo que cada um de nós interpreta um papel na sociedade e na vida. Refiro-me ao facto... perdoem a minha falta de precisão: refiro-me a possibilidade de cada um de nós interpretar mais do que um papel na sua vida. É uma teoria baseada em muita observação. Concerteza que não se aplica a toda a gente. Mas, se entre toda a amostra de sujeitos se verificou essa variação de comportamento perante situações e pessoas ou grupos diferentes, e se a amostra observada for representativa (o que acho que é, visto ter tido contacto com todo o tipo de pessoas ao longo da minha vida), julgo que podemos afirmar que o mesmo se passará com a população. Não irei tão longe ao afirmar que se passará o mesmo com a população humana, por agora limitar-me-ei a teorizar sobre a sociedade onde me insiro.&lt;br /&gt;Insegurança em relação a nós próprios, e dependência de uma busca de segurança na partilha de crenças e comportamentos por parte dos outros?&lt;br /&gt;Objectivos diferentes em situações diferentes?&lt;br /&gt;São hipoteses, mas o certo é que vejo que as pessoas mudam de máscara ao longo do dia, ao longo da vida.&lt;br /&gt;Penso e, mais uma vez não passa de um mero ponto de vista subjectivo, que é uma traição a nós próprios, uma falta de honestidade para connosco, não assumirmos uma integridade, uma homogeneidade ao nível do nosso ser. Mas também compreendo que, quando as pessoas não sentem a segurança necessária, é mais difícil serem coerentes. Julgo que o auto-conhecimento é fundamental para essa segurança, mas também a auto-aceitação e amor-próprio, que nos tornam mais independentes da aceitação e admiração dos outros.&lt;br /&gt;A maior perda da vida é a perda de nós próprios. A maior queda é a queda de um ser genuíno que o deixa de ser. Vamos subir ao palco da vida, vamos brilhar, mas sem colocar nenhuma máscara. Vamos ser os maiores actores, mas encarnando a nossa única e incomparável personagem. Vamos despir todas as roupas e todas as pelas, e sentir o calor da realização de sermos nós próprios...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-1651242452343190713?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/1651242452343190713/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=1651242452343190713&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/1651242452343190713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/1651242452343190713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/10/ensaio-sobre-falta-de-genuinidade.html' title='Ensaio sobre a falta de genuinidade'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-1099988804083739639</id><published>2007-10-21T17:33:00.000+01:00</published><updated>2007-10-21T18:09:05.840+01:00</updated><title type='text'>Paradoxos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O verdadeiro defensor da ciência e do conhecimento científico não aceita paradoxos. A verdade tem de ser testada e compreendida, e não pode conter em si uma antítese. O paradoxo é um conhecimento incompleto, que deve ser refinado até que deixe de existir.&lt;br /&gt;Mas a vida não é, nunca foi, e nunca será uma ciência...&lt;br /&gt;A vida é uma arte, a vida é a arte... A vida é algo complexo, abstracto e paradoxal, cuja essência não pode ser compreendida aos olhos dissecantes da ciência. A ciência é uma filosofia fundamental para que a comunidade humana percorra a estrada do conhecimento, e evolua na sua vertente física: no desenvolvimento tecnológico, na aquisição de um maior bem estar físico, de uma maior capacidade de combater as enfermidades físicas da vida e aumentar a nossa longevidade... no fundo, na direcção do critério mais básico da nossa existência - a sobrevivência.&lt;br /&gt;Mas a vida não é sobrevivência... a vida não se pode reduzir ao bem-estar físico... a vida quando dissecada não pode ser compreendida. Aliás, a vida é intrínsecamente ininteligível, e mais profundamente incompreensível se torna quando a dissecamos, compartimentamos, especializamos: o verdadeiro conhecimento, ou melhor, a verdadeira sabedoria, resulta do confluir de todos os conhecimentos e de todas as áreas, na maior abstração possível, originando uma fusão inalcançável pela análise: a vida.&lt;br /&gt;A vida é um processo inteligente, infinito no tempo e no espaço, inatingível pela limitada mente humana. O coração, quanto antes, poderia ter um relance dessa perfeição, dessa luz imensa, mas ainda assim a vida não consegue ser totalmente absorvida pelos domínios do coração. Será possível de alguma forma atingir uma percepção dessa realidade misteriosa, perfeita, neutra, mágica, que é a vida?&lt;br /&gt;A vida é uma arte, a vida é abstracta, e logo situa-se mais próxima de tudo o que é artístico e de tudo o que é abstracto, e mais longe dos domínios da mente e da razão. O poeta, o músico, o pintor, o bailarino, encontram-se mais perto da vida... Estes criam vida. O poema, a música, a dança, a pintura, são relances do todo que é a vida. E todas estas artes estão imersas na essência da vida que é o amor.&lt;br /&gt;A vida pode ser dissecada até à mais ínfima partícula. Pode ser analisada pela ciência de uma ponta a outra do universo, mas isso nunca dará uma compreensão do que é a vida. O todo é mais do que a soma de todas as partes. Podemos conhecer tudo o que há para conhecer, podemos dividir e voltar a dividir cada átomo, mas nunca poderemos materializar a analisar um sorriso, a beleza, a amizade, o amor... nunca poderemos medir, comparar e avaliar a maravilhosa sensação de estar vivo... essas características da vida fazem parte dum infindável número que dá uma dimensão muito mais profunda à existência.&lt;br /&gt;Na minha insignificante opinião, ou melhor, na minha opinião que é tão significante como qualquer outra, em tão curto espaço de tempo de vida, é um desperdício abdicar, por um segundo que seja, da sensação de estar vivo. É uma perda de tempo desmistificar o intrinsecamente misterioso, abdicando da realização máxima de saborear a vida, de estar vivo... de fluir, e respirar, e amar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-1099988804083739639?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/1099988804083739639/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=1099988804083739639&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/1099988804083739639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/1099988804083739639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/10/paradoxos.html' title='Paradoxos'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-1406121768255090134</id><published>2007-10-17T20:35:00.000+01:00</published><updated>2007-10-17T20:57:55.593+01:00</updated><title type='text'>A busca do alcançado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Palavras para que?&lt;br /&gt;Para que falar, comentar, interpretar, julgar, avaliar o que não pode ser verbalizado?&lt;br /&gt;A essência da vida não é falada, a essência da vida é o silêncio. É um silêncio interior cujo canto se expande por todas as células do nosso ser.&lt;br /&gt;Qual o propósito de procurar, buscar, sonhar, ansiar, esperar...?&lt;br /&gt;Qual o sentido de nos deixarmos deslocar para algo irreal como o futuro ou o passado, algo que divide o nosso ser em dois: o verdadeiro ser, aqui e agora, e uma mente fugidia que não consegue parar na única e verdadeira realidade.&lt;br /&gt;A beleza e a simplicidade da vida reside na capacidade de simplesmente estar... de nos deixarmos fluir pelo rio da vida, sem rápidos nem cascatas. A maior realização consiste em florescermos na serenidade, e nos deixarmos absorver pelo momento, pelo maior bem que a vida nos dá: o presente... um presente que é uma dádiva à qual fechamos os olhos, procurando a felicidade onde não pode ser encontrada.&lt;br /&gt;Sento-me à janela... que céu tão límpido e perfeito, que estrelas tão fogosas habitam neste universo, mar de tranquilidade. Que felicidade por estar aqui e agora, que alegria de ser...&lt;br /&gt;Viver é um privilégio e um fim em si. A vida não é um meio, pois nada mais existe digno de ser atingido. Esta insatisfação e ambição compulsiva é um mal que representa a maior das dores humanas.&lt;br /&gt;Que sentido tem procurar algo que já temos? Qual a lógica de buscar uma felicidade que está e sempre esteve dentro de nós, uma realização que desliza à frente dos nossos olhos?&lt;br /&gt;Que sentido faz ansiar por algo que nos realize vindo do exterior... Que sentido faz, quando os maiores prazeres da vida são respirar, andar, dançar... Quando a felicidade está num sorriso, numa canção alegre, e no amor que cultivamos em nós....&lt;br /&gt;Para quê ceder a uma mente compulsivamente ausente e desiquilibrada, insatisfeita e ambiciosa?&lt;br /&gt;Se temos tudo o que precisamos para ser felizes... para que procurar mais? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-1406121768255090134?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/1406121768255090134/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=1406121768255090134&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/1406121768255090134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/1406121768255090134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/10/busca-do-alcanado.html' title='A busca do alcançado'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-7825597730670366762</id><published>2007-10-14T14:36:00.000+01:00</published><updated>2007-10-14T15:27:41.681+01:00</updated><title type='text'>Regresso à inocência</title><content type='html'>Love - devotion&lt;br /&gt;Feeling - emotion&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Love - devotion&lt;br /&gt;Feeling - emotion&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dont be afraid to be weak&lt;br /&gt;Dont be too proud to be strong&lt;br /&gt;Just look into your heart my friend&lt;br /&gt;That will be the return to yourself&lt;br /&gt;The return to innocence&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If you want, then start to laugh&lt;br /&gt;If you must, then start to cry&lt;br /&gt;Be yourself dont hide&lt;br /&gt;Just believe in destiny&lt;br /&gt;Dont care what people say&lt;br /&gt;Just follow your own way&lt;br /&gt;Dont give up and use the chance&lt;br /&gt;To return to innocence&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thats not&lt;br /&gt;the beginning of the end&lt;br /&gt;Thats the return to yourself&lt;br /&gt;The return to innocence&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dont care what people say&lt;br /&gt;Follow just your own way&lt;br /&gt;Follow just your own way&lt;br /&gt;Dont give up, dont give up&lt;br /&gt;To return, to return to innocence.&lt;br /&gt;If you want then laugh&lt;br /&gt;If you must then cry&lt;br /&gt;Be yourself dont hide&lt;br /&gt;Just believe in destiny&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;by Enigma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor... o sangue da vida&lt;br /&gt;A essência que nos nutre,&lt;br /&gt;e que flui nos corações&lt;br /&gt;obscurecidos pela razão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devoção... a todos os que nos rodeiam.&lt;br /&gt;Devoção ao nosso ser único e livre&lt;br /&gt;Devoção a toda a existência que nos rodeia&lt;br /&gt;Devoção ao eterno momento presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor, mas um amor livre&lt;br /&gt;Um amor que une mas não aprisiona&lt;br /&gt;Um amor que reside na contemplação&lt;br /&gt;Admira e respeita, mas não possui&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentimento... além da razão&lt;br /&gt;Constante sentimento de estar vivo,&lt;br /&gt;De gratidão a cada segundo que passa,&lt;br /&gt;que foge do domínio das palavras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emoção rebelde e incondicionada&lt;br /&gt;Procurar uma liberdade&lt;br /&gt;E almejar uma verdade&lt;br /&gt;em nós enraizada e perdida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não ter medo de ser fracos... pois esta fraqueza, ilusão gerada pelo medo, nada é mais que a insegurança de uma identidade perdida de si. A nossa verdadeira identidade, essa, transborda de segurança e sorri de liberdade. É uma força impenetrável e inabalável que reside dentro de nós, e além de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não ter orgulho em ser forte... admirando de igual forma a força presente em tudo o que nos rodeia. Não ter orgulho em ser... apenas limitar-se a ser e deixar ser. A nossa força é uma força subtil, suave, delicada, como a força da flor que cresce, que não pode ser destruída a partir do exterior, mas pode ser envenenada com orgulhos vãos, medos vazios, prisões ilusórias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas olhar para dentro do nosso coração, pois aí reside a porta para a felicidade de estar vivo. No coração a ponte que nos liga ao patamar mais alto da existência. Escutar antes coração que razão, mas não se deixar escravizar pela emoção, e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...então dar-se-á o regresso à inocência... dar-se-á um reencontro já reencontrado, com o nosso ser há muito perdido. Inspira-se verdadeiramente liberdade e expira-se vivamente amor. Surge a inocência sábia, a infantilidade madura, a capacidade de voltar a ser quem sempre fomos, longe de fronteiras impostas do exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chorar ou rir? O segredo está na aceitação total do nosso ser. Está na capacidade de nos deixarmos fluir, e apenas observar... E na observação encontra-se a transcendência de todo o choro ou riso superficiais, dando origem a uma sorriso interior, profundo, silencioso e eterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sê tu próprio, não o escondas. Não mintas a tí próprio... Não escondas de ti próprio a tua felicidade e realização máximas. Exprime todas as tuas facetas, boas e más, à luz da consciência... e o mal desintegrar-se-á... e o bem fortalecer-se-á, e enraizar-se-á... e a segurança surgirá, e a luz brilhará, e o jardim florescerá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dês demasiado valor ao que dizem de ti, seguindo apenas o teu caminho. Seguindo o teu caminho único e intransmissível, que pode apenas ser trilhado por ti, subindo os degraus dos teus erros, numa evolução de consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O regresso à inocência... o regresso ao presente, o regresso à vida. Tão perto e no entanto tão longe do rebanho, até que a ovelha negra tresmalha, e no traçar do seu trilho, descobre a realização suprema, a liberdade total, a pureza da inocência intocável.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-7825597730670366762?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/7825597730670366762/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=7825597730670366762&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/7825597730670366762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/7825597730670366762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/10/love-devotion-feeling-emotion-love.html' title='Regresso à inocência'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-8683168133255788421</id><published>2007-09-22T22:32:00.000+01:00</published><updated>2007-09-28T17:55:08.980+01:00</updated><title type='text'>Aceito-nos, mas por favor vamos evoluir...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Aceitação não significa letargia... Considero a aceitação de nós e dos outros um factor fundamental para uma vida harmoniosa entre todos os seres humanos. Penso também que a crítica constitui uma pedra basilar do crescimento pessoal. Acho essencial aceitarmo-nos e aos outros, nas nossas vertentes positivas e negativas, compreendendo as falhas, e a respectiva humanidade de cada um. Mas uma aceitação passiva leva ao estagnar do ser: leva a que não sejamos suficientemente críticos em relação a nós mesmos de forma a crescermos contínuamente, e a influenciarmos positivamente a evolução dos que nos rodeiam. Defendo por isso uma aceitação crítica. Uma compreensão e respeito de cada ser humano na sua totalidade, com defeitos e virtudes, não só aceitando as falhas mais vulgares e logo mais facilmente toleradas, como as mais peculiares e difíceis de compreender, aliada a uma essencial crítica, que deve ter como único parâmetro obrigatório o carácter construtivo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E onde é que pretendo chegar com isto?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Assim como uma parvoíce se torna dogma quando aceite por muitos, um defeito que seja comum à maior parte das pessoas torna-se normalidade, e assim mais difícil de detectar. Isto obviamente que não reduz a sua importância. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Adoro observar... Considero a observação a maior das competências na área do crescimento pessoal e humano, porque é na observação que reside a capacidade de análise e de identificação das nossas falhas e dos outros. É ao observarmos que criamos a distância necessária a uma análise mais objectiva de nós e dos outros. É ao nos observarmos que aprendemos muito sobre nós próprios, e possibilitamos um autocrescimento constante. E é ao observarmos os outros que exponenciamos esse crescimento pessoal, podendo ainda intervir de forma construtiva no crescimento dos outros, se assim entendermos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Todos diferentes, todos iguais? Indiscutível, na minha opinião. Não enveredarei por caminhos de defesa dos direitos humanos, defendendo a diversidade individual ou cultural paradoxalmente a uma igualdade de direitos. Falo sim de uma diversidade e de uma igualdade individuais, ao nível das mais variadas personalidades. Cada ser humano insere-se num mundo virtual próprio, tão vasto e complexo como o próprio universo – o ego. Cada ser humano nasce único, sofre a sua própria sequência de condicionamentos ao longo da sua vida, reagindo de forma diferente, e originando uma personalidade singular. Apesar destas diferenças ao nível da personalidade, podemos encontrar pontos convergentes nos padrões comportamentais dos seres humanos, regras que se aplicam a multidões, regras essas criadas e estudadas pela psicologia. Algumas dessas regras chegam a abrager um número vastíssimo, quase total da população humana. As pessoas têm todas personalidades diferentes, mas os seus processos mentais não divergem assim tanto, tornando os seus padrões evolutivos e reactivos previsíveis. É óbvio que toda a regra tem excepção, e esta regra não é excepção – há sempre pessoas que fogem ao padrão, tornando-se únicas, imprevisíveis e por vezes misteriosas aos olhos do espectador vulgar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Na minha opinião uma das mais graves falhas dos seres humanos, e das mais comuns, é o egocentrismo. Temos tendência para sobrevalorizar a nossa existência, as nossas necessidades e desejos, os nossos sonhos e expectativas, a nossa vida no geral em relação à vida dos outros. Julgo que, e isto é apenas a minha humilde opinião, devemos procurar uma perspectiva mais equilibrada da existência, em que esses tais outros seres com quem partilhamos o palco da vida assumam uma maior porção de valorização da nossa parte.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sou uma pessoa que tenta aceitar os outros como são mas, como disse sou também um defensor da “aceitação activa”, e também do não-conformismo. E, como tal, não consigo permanecer indiferente perante o egocentrismo do ser humano. Não sei se chegarei ao ponto de ficar triste mas, e apesar de tentar dia após dia aceitar o inevitável, sinto-me um pouco desiludido com a ilusão egocêntrica em que o Homem vive. Sou ser humano e não sou diferente dos outros seres humanos, tropençando também nessa armadilha do ego, mas apercebo-me da falácia humana através da observação, e por entre o suor do rosto e um sorriso de amor pela vida vou tentando corrigir o meu comportamento e construir pontes sobre os abismos do ego centrado em si. O fundamental é ter consciência de nós próprios e dos outros, e acho que quando isto acontece, entramos definitivamente na auto-estrada da melhoria. O problema reside na falta de consciência, na dormência de tantos seres perante si. Mas como despertá-los?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Poucos seres humanos ouvem verdadeiramente, e este é um dos tais abismos do ego de que falava. As pessoas escutam mas não ouvem. O tempo de discurso do outro ser humano é tempo de preparação para o nosso discurso egocêntrico... enquanto um burro fala, o outro baixa a orelha... baixa a orelha mas não ouve, só pensa no que vai dizer a seguir, no que vai partilhar com o outro sobre a sua própria existência. Claro que o outro muito provavelmente irá escutar, mas não ouvir – e assim se cria um ciclo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;As pessoas só querem saber de si. É uma triste evidência para o espectador atento. Obviamente que há excepções, e este é um dos casos em que a excepção devia ser a regra. As pessoas vivem tão centradas em si, que pouca ou nenhuma importância dão ao que os outros dizem ou fazem. E isto passa-se porque, e usando uma linguagem popular, não se enxergam. É a melhor expressão para descrever um estado de falta de consciência de si próprio e do seu comportamento. Um aprofundamento da nossa auto-observação evidenciaria o facto de negligenciarmos o que é importante para os outros, sobrevalorizando o que é importante para nós.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Como é tão bom encontrar uma ostra com pérola, uma estrela no céu nublado, uma pepita de ouro entre as pedras na peneira. Como é bom encontrar um ser que saiba ouvir... A maior parte das pessoas deve concordar comigo quando digo que é óptimo ser ouvido, ser escutado com atenção. No entanto, e apesar desta pretensão de obter interesse da parte dos outros em relação ao nosso ser, muito poucos o praticam em outbound – de dentro para fora! Se queres ser respeitado, respeita os outros... Se queres ser amado, ama os outros... Se queres ser compreendido e aceite, compreende e aceita os outros! 2+2 são 4, é assim tão difícil de compreender? Por entre todas as divergências com a religião cristã, “não faças aos outros o que não queres que te façam a ti” é sem dúvida um porto seguro. Se é tão bom ser ouvido, vamos verdadeiramente ouvir os outros, com interesse, e eliminar de uma vez por todas a sensação de estar a falar para um robot programado para falar dos seus transístores, do seu código base, e do seu sistema operativo! A comunicação exige linguagem, mas exige também um emissor e um receptor. Não existe comunicação sem receptor, por isso vamos de uma vez por todas começar a comunicar, e consequentemente a crescer!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sim, eu sei... uma grande introdução e tanta divagação para chegar ao ponto fulcral da questão. Que ao contrário de abrir a mente para uma compreensão do essencial, não aborreça e faça afastar do mesmo – vamos dar aos outros aquelas coisas que mais valorizamos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando a maior parte das pessoas é egocêntrica, torna-se vulgar e para muitos imperceptível, especialmente quando muitos desses muitos vivem cegos pela névoa do seu próprio egocentrismo. Abrir os olhos e observar o que se passa à nossa volta é essencial para viver de forma harmoniosa com a nossa comunidade humana. Dar aos outros o que queremos receber é o servir de exemplo, é o despertar da consciência alheia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Vamos tornar-nos diferentes e criar uma nova igualdade, uma nova normalidade.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-8683168133255788421?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/8683168133255788421/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=8683168133255788421&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/8683168133255788421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/8683168133255788421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/09/aceito-nos-mas-por-favor-vamos-evoluir.html' title='Aceito-nos, mas por favor vamos evoluir...'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-5079681481780942246</id><published>2007-08-28T20:25:00.000+01:00</published><updated>2007-09-28T18:00:43.140+01:00</updated><title type='text'>Demos Krathos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A democracia. Uma utopia materializada numa aplicação prática não tão utópica, por alguns criticada. Este número é, no entanto, progressivamente menor. Isto porque a democracia exige, na minha opinião, um certo grau de evolução humana, de evolução de mentalidade. Exige a compreensão da necessidade de igualdade ao nível da participação activa de cada cidadão na tomada de decisões relativas ao governo do país, da igualdade cívica e de liberdade.&lt;br /&gt;Não digo que a democracia seja o melhor sistema político que poderá ser alcançado, apesar de a minha imaginação não me permitir visualizar uma alternativa melhor que a igualdade democrática. E concerteza que a democracia na prática se afasta imenso da sua perfeição (ou quase perfeição) teórica. Teoricamente falando, a democracia não tem falhas evidentes, especialmente a democracia directa. Ao contrário da democracia representativa, em que são eleitos pelo povo representantes que irão durante o seu mandato pôr em prática a vontade do povo (relembro que estou a falar do conceito teórico de democracia), na democracia directa, o povo participa directamente em todas as tomadas de decisão. Obviamente que isto exigiria um desenvolvimento tal, e uma vastidão física a nível tecnológico, que abrangesse todos os cidadãos, permitindo um voto à distância, em qualquer lugar e altura. Apesar de ser uma alternativa menos viável, julgo ser a mais justa.&lt;br /&gt;Mas esta perfeição teórica do sistema democrático (directo ou representativo), pressupõe uma educação humana que alcance todos os cidadãos, de forma a  que estes estejam aptos a usar o seu poder.&lt;br /&gt;Não prática isto não acontece, o que associado à falta de meios para votação à distância, invalida a democracia directa. A democracia representativa torna-se a melhor opção, por ser mais viável, mas também a mais facilmente corrompível. A falta de consciência popular, e a eleição com base em preconceitos ou critérios falaciosos e irrelevantes, assim como a falta de obrigação no compromisso entre o representante e o povo, levam a que a vontade do povo acabe por nem sempre se reflectir. Mas, apesar de todas as falhas, a democracia continua a ser a ideia mais perfeita de sistema político que o Homem conseguiu criar, e julgo que, antes de criticar a sua utilização, dever-se-ia procurar formas de a melhorar.&lt;br /&gt;E a única forma de a melhorar substancialmente, é melhorando-nos a nós e à nossa consciência, aplicando de forma mais consciente e verdadeira o nosso poder potencial e merecido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-5079681481780942246?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/5079681481780942246/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=5079681481780942246&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/5079681481780942246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/5079681481780942246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/08/demos-krathos.html' title='Demos Krathos'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-3662751552079007849</id><published>2007-08-26T01:31:00.000+01:00</published><updated>2007-08-26T01:33:13.246+01:00</updated><title type='text'>Uma estrela ascendente</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A mulher. Que ser maravilhoso temos nós meninos a sorte de ter como parceiras de coexistência. Um ser magnífico, que detém a chave da verdadeira forma de viver, com o coração, e vivendo uma vida vocacionada no sentido certo, o sentido humano. As mulheres&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;são exemplos de perseverança e de força interior, pois sobreviveram, lutaram, e impuseram-se num mundo de seres que ousaram dar o seu nome à espécie. A subida da mulher foi mais tardia. Cresceu, mas sofreu sempre com a opressão masculina, e num mundo em que o homem&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;julga reinar. Mas apesar do atraso na subida, a mulher brilha cada vez mais, e a sua subida é mais consistente e equilibrada... mais humana. A subida rápida do poder do homem terá uma queda rápida, enquanto que a subida inteligente da mulher lhe dará um longo reinado. Obrigado, mulheres, por darem côr e ternura aos nossos dias. Obrigado, anjos, por fazerem os nossos corações bater de amor por vós. Obrigado por servirem de exemplos de melhores humanos.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-3662751552079007849?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/3662751552079007849/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=3662751552079007849&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/3662751552079007849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/3662751552079007849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/08/uma-estrela-ascendente.html' title='Uma estrela ascendente'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-9203946000857109404</id><published>2007-08-23T02:57:00.000+01:00</published><updated>2007-09-28T18:14:16.844+01:00</updated><title type='text'>Crise de identidade global</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A meditação é observação. É observação do nosso corpo, mas acima de tudo é observação da nossa mente, que leva à sua paragem. Quando, através da observação, ficamos a conhecer a totalidade do nosso funcionamento mental, cada parte do nosso ego, a mente para, porque já conheceu tudo e viu tudo o que havia para ver em si própria, e não se encontrou em lado nenhum. Há uma paragem quando concluimos que a nossa consciência obervadora é algo independente, que transcende a mente. Apercebemo-nos de que a identidade que julgavamos ter não é quem verdadeiramente somos... que a nossa verdadeira identidade apenas observa o que se passa em nós, numa espécie de sonho cujo despertar se chama vida. Com o auto-conhecimento atingido surge o sentimento de algo superior à mente, que observa. Quando se conhece algo na sua totalidade, é possível ter influência sobre esse algo. A mente, ao ser compreendida totalmente, fica à nossa disposição... do nosso verdadeiro Eu - da consciência. Quebra-se a identificação com a mente, desperta-se um estado superior de consciência, e a mente desce à posição de ferramenta à disposição da nossa identidade consciente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-9203946000857109404?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/9203946000857109404/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=9203946000857109404&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/9203946000857109404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/9203946000857109404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/08/crise-de-identidade-global.html' title='Crise de identidade global'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-7019058844198634458</id><published>2007-08-23T01:58:00.000+01:00</published><updated>2007-09-28T18:15:35.200+01:00</updated><title type='text'>Keep it simple</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os maiores êxtases da vida são sorrir profundamente, cantar livremente, dançar de forma liberta de medos, e amar. Dançar e cantar fazem a nossa energia entrar em perfeita harmonia. Sorrir canaliza a nossa força infinita, amar completa-nos. O canto afundou-se nas gargantas das pessoas porque os que dizem cantar foram a leilão, sobrevivendo apenas alguns bem-aventurados. O canto do ser comum seria assombrado aos olhos da opinião do povo, a sua música seria rasgada pelo olhar incisivo e crítico dos outros perante a falha. Deixou-se de cantar para buscar... para buscar a harmonia nas aguas de um rio que não tem mar, quando tudo o que é verdadeiro está na nossa nascente, uma oferenda da vida. Viver é cantar por amar, sorrir por dançar, e todas as combinações possíveis dessas quatro peças do nosso puzzle. Viver é sentir a capacidade de ser livre, festejar a cada segundo a sua simples e mágica existência, abrir a luz do coração à dança de toda a vida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-7019058844198634458?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/7019058844198634458/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=7019058844198634458&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/7019058844198634458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/7019058844198634458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/08/keep-it-simple.html' title='Keep it simple'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-7739255875714384508</id><published>2007-07-22T09:38:00.000+01:00</published><updated>2007-09-28T18:33:14.839+01:00</updated><title type='text'>Uma liberdade assustadora</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A verdadeira liberdade pressupõe uma grande responsabilidade: a responsabilidade por tudo o que somos e tudo o que fazemos. No momento em que nos libertamos de todo o tipo de condicionalismos, e assumimos a nossa vida como totalmente nossa, não podemos atirar para ninguém e em situação nenhuma, a responsabilidade do que pensamos, dizemos e fazemos. Mas a verdadeira liberdade gera insegurança, pois afastamo-nos do conforto dos padrões pré-estabelecidos pela sociedade, que nos marcam desde que nascemos. Fomos condicionados e inseridos num grupo, ou grupos humanos padronizados, e de certa forma homogéneos, o que não exige grande esforço ou responsabilidade, bastando-nos seguir o rebanho para ter uma vida satisfatória, ou pelo menos tão satisfatória quanto a maioria. Falo de grupos religiosos, políticos, ideológicos, qualquer sistema de crença ou de pensamento de bases dogmáticas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quanto assumimos a nossa liberdade inata, quando nos libertamos das prisões conscientes e consciencializamos da inconscientes impostas pelo mundo onde vivemos, caimos num deserto inicialmente árido, sem bússola nem mapa. Entramos num mundo onde a nossa própria razão e o nosso próprio coração comandam. Agimos conscientemente e livremente, mas num processo que muito exige de nós, pois caminhamos por estradas nunca antes percorridas. Não seguimos a multidão – traçamos o nosso próprio trilho. E daí surge a insegurança, da incerteza de cada passo que damos. Cada passo é novo, e as consequências são por vezes incertas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Entramos num mundo misterioso e único, pois descobrimos que o caminho pelos outros seguido, que seria sem dúvida a escolha mais fácil para nós, não é o nosso caminho, e que este tem de ser pensado e descoberto por nós constantemente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas o processo de libertação exige grande coragem. Exige uma passagem árdua, do conforto do conhecido, para a insegurança do desconhecido. Mas esse desconhecido será o nosso maior aliado, na medida em que tornará a nossa vida numa aventura de descoberta constante de nós próprios e do nosso caminho a seguir, e permitirá um crescimento muito maior – quanto mais é exigido de nós, mais crescemos. Outra dificuldade de passagem à liberdade tem a ver com a relação sociedade-indivíduo. O amor da sociedade pelos carneiros é conhecido por muitos, e é indissociável do atrito que se gera entre as massas e os indivíduos “diferentes”. O igual, normal, vulgar, é aceite, e o diferente, peculiar, “estranho”, é de certa forma discriminado, rejeitado, ainda que muitas vezes de forma inconsciente. E aí reside a dificuldade de nos afastarmos do rebanho – o medo de rejeição. O medo de sermos discriminados, a preocupação com o que os outros pensam de nós e o medo de sermos olhados como estranhos, impedem-nos de sermos genuínos e livres.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tomemos por exemplo um prisioneiro, encarcerado durante vários anos numa prisão, onde tem comida e dormida garantidas, sem que nada lhe seja exigido em troca, além do seu bem mais precioso – a sua liberdade. Perde todo o tipo de responsabilidade, passando-a para as mãos da justiça (involuntáriamente, mas não é essa a questão neste momento). Não são raras situações em que prisioneiros são libertados após muitos anos de prisão, quando o comodismo e conformismo eram tão fortes, e o hábito de falta de responsabilidade era tal, que a vontade de sair e voltar a integrar-se na sociedade era muito reduzida, se não mesmo nula. O Homem apega-se às suas prisões, desenvolve por elas uma espécie de carinho distorcido, pois elas assumem grande parte das suas responsabilidades. Falo tanto de prisões no sentido físico da palavra, como no sentido mental, dos condicionalismos. Libertar-se dessas prisões implica um esforço inicial muito grande, mas torna-se imensamente compensatório, proporcionando o máximo de felicidade, realização pessoal e crescimento interior.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Apesar de ser vulgar ouvir o contrário, a maior parte de nós prefere viver num estado inconsciente e preso, mas muito seguro e subjectivamente confortável, do que viver de forma verdadeiramente livre, e assumir a totalidade da responsabilidade da nossa vida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Para ser um Indivíduo é preciso ter espírito crítico, de forma a identificar as prisões muitas vezes dissimuladas e subliminares, e ser corajoso e enfrentar a insegurança, a incerteza, e o medo de rejeição.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-7739255875714384508?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/7739255875714384508/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=7739255875714384508&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/7739255875714384508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/7739255875714384508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/07/uma-liberdade-assustadora.html' title='Uma liberdade assustadora'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-8465750346064581945</id><published>2007-07-22T08:51:00.000+01:00</published><updated>2007-09-28T18:38:43.034+01:00</updated><title type='text'>Presente versus Futuro</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Somos educados para um tipo de pensamento orientado para o futuro... e a abundância de criatividade típica da infância vai sendo destruída, pela educação comum, originando uma perspectiva de busca, de desejo, orientada para objectivos, sonhos, que também origina grande parte das nossas ansiedades e frustrações. A criatividade advém de uma concentração intensa no presente, na acção presente, no momento.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;A absorção na acção leva um maior domínio da mesma, a uma maior canalização das nossas capacidades, e permite a criatividade. O distanciamento do nosso pensamento relativamente ao momento presente, deslocando-nos para o futuro, reduz a nossa concentração na tarefa, e logo a capacidade de ser criativo. Desde que nascemos que somos educados, por pais, professores, sociedade... a pensar no futuro, a orientar a nossa forma de pensar para o futuro. Temos de certa forma de sacrificar o momento presente para atingir determinados objectivos no futuro. Temos sem duvida de sacrificar o presente, pelo menos em termos de criatividade. E ao sacrificar o presente, sacrificamos também o futuro, pois quanto menos de nós dermos ao momento presente, piores seram os resultados no futuro. Temos de estudar PARA sermos alguém, temos de trabalhar PARA termos dinheiro... somos educados PARA qualquer coisa no futuro. É desvalorizada a pureza da acção, perde-se o valor intrínseco de tudo o que fazemos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Isto leva ao assassinato da criatividade natural humana, que nasce connosco e está tão presente nos nossos primeiros anos de vida. Esta é também uma das grandes origens de preocupações, de ansiedades, e de frustrações nas nossas vidas. Ao orientarmos o nosso pensamento para o futuro, preocupamo-nos com situações futuras indesejáveis (reais ou fictícias), e desejamos que certas situações se concretizem mais rapidamente (ansiedades e desejos), o que quando não se verifica origina todo o tipo de frustrações.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Na minha humilde opinião, as crianças deviam ser educadas logo desde o início para uma maior vivência do momento presente. Deviam ser estimuladas a agir por agir, pelo prazer da acção. Deviam ser ensinadas a aprender pelo gosto de aprender, e pelo sabor do crescimento interior, e não visando constantemente objectivos futuros. Deviam ser reforçados valores como a busca de prazer no trabalho. O objectivo nunca deveria ser o dinheiro, mas sim a acção em si. Devíamos ensinar que o mais importante é descobrirmos a nossa vocação, seguí-la com determinação, e dedicarmo-nos profundamente à sua prática, pelo simples prazer de fazer o que gostamos. Obviamente que o dinheiro é necessário, e surgiria como efeito secundário de uma total dedicação a uma actividade que nos apraza.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Considero que a presença constante da ambição nas nossas vidas é um factor determinante de destruição da nossa felicidade e da realização pessoal. É importantíssimo que pensemos e repensemos a nossa vida, e estabeleçamos objectivos, que sirvam de faróis nos diversos oceanos da vida. É indispensável que saibamos para onde caminhamos, de forma a não nos perdermos, tal qual barco à deriva. Mas quando toca à acção, a nossa vivência propriamente dita, temos de possuir a capacidade de nos abstrair dos objectivos que estabelecemos, deixando-nos absorver pelo momento presente, dando assim o nosso melhor, e aumentando as possibilidades de virmos a atingir os nossos objectivos e sonhos. A nossa vida deveria alternar entre períodos de reflexão pessoal e definição de metas e estratégias, e períodos de total dedicação ao presente, atingindo assim um equilíbrio perfeito entre o presente e o futuro nas nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-8465750346064581945?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/8465750346064581945/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=8465750346064581945&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/8465750346064581945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/8465750346064581945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/07/presente-versus-futuro.html' title='Presente versus Futuro'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-886479248003721008</id><published>2007-07-15T21:36:00.001+01:00</published><updated>2007-09-28T18:41:25.076+01:00</updated><title type='text'>Mitologia ou má interpretação?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dizem os ensinamentos cristãos que quando se morre há dois destinos possíveis: o céu e o inferno. O inferno é para aqueles que foram pecadores durante a vida, e o céu para as almas pacíficas, altruístas e bondosas que por este mundo passam. A nossa conta do presente é saldada no futuro. Alguns crêem que o nosso gestor de conta é um homem velho e barbudo, outros que temos uma verdadeira equipa de consultores financeiros, desde brahma a vishnu, passando por krishna e ganesha.&lt;br /&gt;Na minha opinião, céu, inferno e Deus são o mesmo... o mundo onde vivemos. Jesus assim o descobriu, tal como Siddhartha Gautama, mas esta descoberta dificilmente pode ser transmitida por palavras, e as más interpretações sucederam-se nas várias religiões.&lt;br /&gt;O inferno é a terra de sofrimento onde vive a maior parte dos seres humanos, afogados em medo, angústias, ansiedades e frustrações. É uma terra onde a ilusão do ego oculta a paz e a harmonia naturais, subjacentes ao ser humano e ao mundo onde vivemos. Falo de uma tirania da mente, que nos escraviza numa ditadura anti natura.&lt;br /&gt;O céu também está entre nós, ou melhor, dentro de nós. Ao contrário do que se crê, encontra-se num nível inferior ao do inferno, pois situa-se algures entre a rigidez mental e o coração. O céu é o retorno à paz natural. É a capacidade de se deixar absorver pelo momento presente de tal forma que o passado e o futuro deixam de existir. É conhecermo-nos a nós próprios de tal forma e com tal aceitação, que o amor pelo nosso ser transborda, atingindo todos os que nos rodeiam. É um estado de amor por toda a vida que nos rodeia, e de compaixão pelo sofrimento de todos os seres vivos. O céu é o cenário de liberdade que surge, quando os raios da nossa genuinidade afastam as nuvens do medo e da repressão. É conhecermo-nos profundamente, amarmo-nos profundamente e aos outros, expressarmo-nos de forma totalmente livre. O céu é aqui e agora.&lt;br /&gt;O mesmo equívoco deu-se em relação a Deus. Várias interpretações para o mesmo. Sim, porque realidade há só uma. Alguns multiplicam essa realidade, originando o politeísmo, outros criam imagens de um Deus homem, de barbas. Tantas interpretações criou a mente humana, para algo que foi descoberto por poucos ao longo da história, mas não pode ser transmitido por palavras, sendo mal interpretado.&lt;br /&gt;Se calhar Deus está mesmo em todo o lado, mas não nos devemos restringir a uma visão limitada da palavra, pois não conhecemos a intenção das pessoas que a pronunciaram pela primeira vez. Deus até pode ser energia, que realmente está em todo o lado, e dentro de cada um de nós.&lt;br /&gt;Deus é a harmonia natural que rege a existência, a perfeição que corre nas veias universais, da qual o ser humano se afastou. Deus e o céu consiste no mesmo: o auge da existência, onde se situam todos os seres vivos, excepto o Homem - o aqui e agora. O divino consiste na capacidade de regressar à pureza e inocência que perdemos pouco depois de chegarmos a este mundo. Para atingirmos esse estado divino é necessária morte, mas não no sentido comum da palavra. É necessário, a todo o momento, morrer para o passado, deixando-nos fundir com o presente, com a magia e mistério da vida. Só assim purificamos o nosso ser e entramos em contacto com o sagrado dentro de nós, a criança há muito esquecida nas profundezas do nosso ser.&lt;br /&gt;O inferno é o estado vulgar de existência humana, o céu, ou Deus, é o estado natural. Para atingir o nosso eu celestial, há que viver com o coração, dissolvendo o ego que nos aprisiona, e tomando consciência de que somos todos Um. Somos todos o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-886479248003721008?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/886479248003721008/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=886479248003721008&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/886479248003721008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/886479248003721008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/07/mitologia-ou-m-interpretao.html' title='Mitologia ou má interpretação?'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-145315156503536996</id><published>2007-07-08T23:21:00.000+01:00</published><updated>2007-09-28T18:45:37.044+01:00</updated><title type='text'>Postura Zen</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo na vida tem o seu valor intrínseco. Todo o ser, toda a parte da existência, toda a acção. Há que saber apreciar o valor de cada coisa independentemente de valores externos. Em termos de acção, há que agir bem por agir, agir sem esperar recompensa, deixarmo-nos envolver por toda a acção. Agir no presente, sem distorcer essa mesma acção com perturbações futuras... agir pelo simples prazer de agir, e de agir bem. Em termos existenciais, há que adquirir um paradigma de apreensão das coisas que nos rodeiam, em que apreciamos as coisas pelo que elas são, sem recorrer a comparação, originando uma avaliação mais justa e mais verdadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é Zen: absorção total pelo momento e pelo que nos rodeia, absorção alheia a interpretações.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-145315156503536996?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/145315156503536996/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=145315156503536996&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/145315156503536996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/145315156503536996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/07/postura-zen.html' title='Postura Zen'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-5910981865001919190</id><published>2007-07-08T22:44:00.000+01:00</published><updated>2007-07-08T23:12:42.422+01:00</updated><title type='text'>Ethica</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que é a ética?&lt;br /&gt;A ética é a arte de viver. É a disciplina da transformação do conjunto dos nossos dias neste mundo numa gigantesca obra prima. E como o fazemos? Simples, no entanto complicado.&lt;br /&gt;Conseguímo-lo agindo de forma honesta para connosco, de forma coerente com quem somos, dentro dos campos da nossa liberdade, liberdade essa que termina onde a dos outros começa. É, assim, fácil de concluir que a ética não é uma arte puramente individualista. Parte do indivíduo, alargando os seus horizontes até a uma harmonia colectiva.&lt;br /&gt;A ética pressupõe compreensão humana, colocarmo-nos na perspectiva dos outros, aceitando a importância de todas as suas necessidades e sonhos, virtudes e defeitos... Enfim, da sua humanidade. A ética é viver agindo bem, de forma a nos proporcionar realização e bem-estar, sem nunca interferir de forma negativa na realização e bem-estar dos outros. Ética é compreensão e tolerância, mas também integridade e transparência. É valorizar a força e nobilidade da acção. É a pureza da intenção.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-5910981865001919190?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/5910981865001919190/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=5910981865001919190&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/5910981865001919190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/5910981865001919190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/07/ethica.html' title='Ethica'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-6051931764275644181</id><published>2007-07-08T22:17:00.000+01:00</published><updated>2007-07-17T12:32:45.235+01:00</updated><title type='text'>6 biliões de estradas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vida em toda a sua imensidão põe à nossa disposição uma infinidade de trilhos possíveis, dependendo das opções que tomamos desde o dia em que nos tornamos seres autónomos. Alguns desses percursos restringem-nos e reprimem-nos, outros proporcionam-nos alguma realização pessoal, e outros transformam a nossa vida num êxtase. Apesar de tantos caminhos se encontrarem à nossa disposição, o mais vulgar percurso de vida é, após um certo tempo, mimetizar, acomodar-se, e limitar-se a sobreviver. Tantas ideologias foram criadas, tantos sistemas de crenças, tantas filosofias de vida, e é sem dúvida mais fácil escolher algo que já foi criado do que criar, ou melhor, descobrir, a nossa própria visão do mundo e correspondente abordagem.&lt;br /&gt;Que piada tem viver a nossa vida segundo o padrão dos outros? Cada ser humano é único, e quando segue um determinado grupo perde uma grande parte de si. Quando seguimos uma doutrina ou uma crença, somos limitados por uma cegueira que nos impede de expandir o nosso conhecimento e a nossa sabedoria. É mais fácil submetermo-nos às algemas dos condicionamentos, e aos sistemas de pensamento de outros. Isto além de exigir menor esforço, retira-nos o peso de assumir a responsabilidade de tudo o que fazemos e arcar com as consequências como seres livres e conscientes. A felicidade é uma expansão da chama única de cada um, e não podemos tentar construir a nossa felicidade atirando achas que não as nossas.&lt;br /&gt;O desafio da vida é conhecer-se... conhecer-se profundamente, e agir como um ser único... A capacidade de discernir é fundamental na triagem de ideias e pensamentos, e no formular de uma filosofia própria e autêntica. O conhecimento das mais ínfimas arestas e dos mais recônditos meandros do nosso ser proporciona-nos uma sensação de segurança e liberdade tal, que planamos sobre a planície da vida, por um caminho nunca antes percorrido por outro ser humano, com um total amor por nós próprios e pelos outros, e uma total alegria e realização... a maior realização que o ser humano pode experimentar: ser, apenas... existir de forma livre e genuína.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-6051931764275644181?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/6051931764275644181/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=6051931764275644181&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/6051931764275644181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/6051931764275644181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/07/6-bilies-de-estradas.html' title='6 biliões de estradas'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-1827130960466282667</id><published>2007-06-24T13:34:00.000+01:00</published><updated>2007-09-28T18:56:50.438+01:00</updated><title type='text'>O puzzle criativo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A criatividade é o Evereste da inteligência humana. A inteligência não criativa lida com o conhecimento existente na base de dados mental, relacionando os conhecimentos entre si. A inteligência criativa toma por base esse mesmo conhecimento e inova, criando novas ideias e novos conhecimentos. A criatividade do intelecto é um tipo de inteligência puramente mental, racional e lógica, e é por si só uma criatividade incompleta. A criatividade intelectual complementa-se com o nosso lado emocional, o que leva a um grande evolução. O primeiro tipo de criatividade leva à vanguarda da física e da matemática, o segundo leva à poesia, à música, e a todo o tipo de artes.&lt;br /&gt;Há quem defenda que possuímos algo além do corpo e da mente, uma espécie de consciência que poderá ser chamada de alma. Nós atingimos a harmonia e crescemos melhor como um todo se o fizermos de forma coesa - mente sã num corpo são -, e partindo do princípio que essa consciência "paramental", para além dos domínios da mente, realmente existe, temos também de a desenvolver, integrando-a numa tríade corpo-mente-alma.&lt;br /&gt;Voltando à criatividade, e no caso de existir essa consciência que as culturas orientais defendem, na cultura budista ou zen, por exemplo, esta só atinge o seu auge quando esse estado superior de consciência é atingido. Quando o ser se completa a si próprio, quando o autoconhecimento é total e a verdadeira liberdade é atingida, a criatividade atinge o seu próprio auge, pois é um tipo de criatividade que provém de um estado de perfeita harmonia do ser humano como um todo, do perfeito equilíbrio da tríade corpo-mente-alma.&lt;br /&gt;Temos de desenvolver o cerebro no seu conjunto, estimulando o cortex esquerdo e  o direito com a mesma intensidade, para exponenciar o nosso intelecto, e temos de desenvolver e cuidar da nossa parte física assim como tratamos da nossa mental, para atingir uma certa harmonia como seres humanos. Da mesma forma, temos de desenvolver a terceira vertente do nosso ser para atingir a harmonia máxima e, em termos de criatividade, atingir o expoente máximo.&lt;br /&gt;Quando se atinge o máximo potencial da nossa criatividade a realização é plena, pois atingimos o patamar mais alto da existência: a criação. E, acima de tudo, atingimos a criação de nós próprios, ou melhor, a capacidade de sermos nós próprios, únicos, contribuíndo obrigatóriamente com algo de diferente para este mundo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-1827130960466282667?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/1827130960466282667/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=1827130960466282667&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/1827130960466282667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/1827130960466282667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/06/criatividade-o-auge-da-inteligncia.html' title='O puzzle criativo'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-5853792517567733711</id><published>2007-06-24T12:01:00.000+01:00</published><updated>2007-09-28T19:02:22.680+01:00</updated><title type='text'>Crítica: o cinzel do crescimento pessoal</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando a nossa identidade é confrontada com uma crítica, muitas vezes a reacção é defensiva. O nosso "eu" sente-se ameaçado e riposta, encontrando uma explicação racional (ou julgamos nós) para os nossos pensamentos ou comportamentos. No mundo em que vivemos, no nosso ser, tudo se desenrola em função do ego, e tudo tem como propósito defende-lo de ameaças ou fortalecê-lo. O mesmo se aplica ao raciocínio, que para defender o "mestre" ego, usa todas as suas capacidades para manter a coesão do mesmo, originando muitas vezes ideias cegas, ideias fechadas ao crescimento por uma muralha construída com base num espírito não crítico e num ego fundamentalmente inseguro. A crítica abala a coesão do ego, e isto não pode ser permitido do ponto de vista do mesmo. O que o ego não compreende é que a pequena destruição originada pelo abalo crítico precede uma reconstrução que o torna mais forte e mais coeso.&lt;br /&gt;Assim como Sebastião José de Carvalho e Melo transformou o terramoto de 1755 em algo benéfico, na medida em que originou uma cidade mais bonita, e uma baixa pombalina melhor estruturada, muitas vezes o crescimento necessita de uma destruição das ideias pré-estabelecidas, para que se dê a construção de outras mais fortes e coesas.&lt;br /&gt;A aceitação da crítica é um elemento fundamental do desenvolvimento de um ser humano. Toda a crítica retém em si pelo menos uma pequena parte de verdade. Ainda que por vezes subjectiva, essa verdade nunca deixa de o ser, porque vivemos num mundo relativo, em que tudo o que julgamos ser incontestável e representar uma verdade absoluta é, no fundo, subjectivo.&lt;br /&gt;Quando uma ideia vai na sua maior parte contra aquilo que acreditamos ser verdade, é obviamente muito mais fácil rejeitá-la por completo, que colocá-la na mesa cirúrgica mental, e usar o bisturi da consciência para tentar extrair a verdade inerente. Este é o tipo de pensamento que fomenta ideologias extremistas e crenças cegas. Esta não aceitação da crítica leva à rejeitação  dessa tal parcela de verdade, e mantém-nos uma passo mais longe da sabedoria e do conhecimento pertinente.&lt;br /&gt;É fundamental ser crítico em relação às críticas. Ser crítico é não aceitar nada como absoluto, não aceitar nenhum ponto de vista como incontestável. É contestar o óbvio imposto pela cultura e pela sociedade, mas é também colocar a hipótese de aquilo que nos parece ser falso poder conter verdade em si, e vice-versa. Para compreendermos esta subjectividade que impregna a vida, é importante conseguirmo-nos colocar sob prismas diferentes de interpretação de uma situação - o vulgar "colocarmo-nos no lugar dos outros"- ou, neste caso, crítica.&lt;br /&gt;Resumindo, devemos ser críticos relativamente à própria crítica, mantendo a abertura, ou seja, não a rejeitando logo à partida, e tentando analisá-la da forma mais objectiva possível. É nesta análise objectiva que entra a capacidade de nos colocarmos sob a perspectiva das outras pessoas, pois fazendo-o conseguimos sair um pouco da nossa própria perspectiva (da nossa esfera pessoal, egocênctrica), e encaramos as situações de um patamar superior, mais objectivo. Se tivermos essa capacidade de "ver como outros veriam", a forma final como encaramos as coisas passa a ser uma soma da nossa própria interpretação com outras, originando uma visão mais vasta, mais aberta e flexível. Se todos fossemos montanhas à volta do vale da vida, este processo equivaleria a algo como conseguirmos subir outras montanhas para daí poder ver o vale, adquirindo um conhecimento mais completo e uma visão mais objectiva do mesmo.&lt;br /&gt;A imaginação ou a visualização criativa, essencialmente parecidas, e que consistem na capacidade de criar imagens mentais, são ferramentas poderosas na adopção de perspectivas que não a nossa. Quanto mais desenvolvidas estas ferramentas se encontrarem, maior a capacidade de elaborar imagens mentais pormenorizadas, mais marcantes e facilmente memorizáveis.&lt;br /&gt;Desenvolver a imaginação ou a visualização criativa leva a uma maior eficácia na adopção de prismas de interpretação diferentes do nosso, pois a construção desses prismas é mais elaborada e melhor estruturada. Estas ferramentas são, portanto, uma ajuda preciosa na aquisição de um conhecimento pertinente, ou seja mais objectivo e real, e o menos centrado no ego possível. Quanto mais perspectivas diferentes foram adoptadas e catalogadas nos nossos arquivos mentais, mais pertinente será o nosso conhecimento, para não falar num grande potencial de fortalecimento da tolerância e da compreensão, que têm também por base a capacidade de nos colocarmos segundo a perspectiva de outros.&lt;br /&gt;Imaginemos um cubo gigante. Em frente a cada face do cubo uma pessoa. Mas o cubo é tão grande que nenhuma das pessoas consegue ver além da face com que se depara. O conhecimento do cubo que cada uma delas possuí é muito erróneo. Quanto mais perspectivas desse mesmo cubo forem adoptadas, melhor a percepção do mesmo e mais pertinente o conhecimento. Suponhamos agora que várias pessoas percepcionam uma situação através de uma lente colorida, em que todas as lentes têm cores diferentes e distorcem um pouco a percepção mas de forma ligeiramente diferente. Uma provoca aumento, uma redução, e por aí adiante. A pessoa que olha através de uma lente não compreende a forma de pensar de outra, e parte do princípio que a outra pessoa está errada e que a sua própria maneira de abordar a situação é que está correcta. No entanto, se essa mesma pessoa conseguir ver o mundo através de outras lentes que não a sua, começa a perceber que tudo é pelo menos um pouco subjectivo. E quando nos apercebemos que o número de lentes diferentes atinge os biliões pelo mundo fora, começa a forjar-se uma tolerância completa e forte.&lt;br /&gt;Tudo isto para dar a entender como a criação de perspectivas diferentes da nossa habitual (através da imaginação e visualização criativa) proporcionam o conhecimento pertinente e também a tolerância.&lt;br /&gt;Após alguma divagação e voltando ao assunto inicial: o desenvolvimento destas capacidades leva a um aperfeiçoamento da construção de diferentes visões e interpretações, e isto relativiza a nossa visão original, altera-a. O seu tamanho e importância mirram quando colocados lado a lado, e cada vez mais em pé de igualdade em relação a outras, originando uma forma mais sábia e flexível de ver e abordar o mundo. Quando a nossa forma de ver as coisas se encontra próximo do absoluto, em territorios egocêntricos, é tanto mais sobrevalorizada por nós quanto mais única for, e à medida que vamos compreendendo outras visões diferentes da nossa, a nossa visão vai se alargando e se fundindo com outras, tornado-se mais vasta e mais completa. Este tipo de abordagem é o mais propício à aceitação da crítica, pois abre caminho à verdade contida noutras formas de ver, neste caso e mais precisamente, noutras formas de nos ver.&lt;br /&gt;Quando desenvolvemos este espírito aberto à crítica, estaremos a abrir as portagens da auto-estrada do desenvolvimento pessoal, esculpindo gradualmente uma personalidade mais forte, e desenvolvendo paralelamente a flexibilidade que nos garante mais crescimento e mais fortalecimento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-5853792517567733711?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/5853792517567733711/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=5853792517567733711&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/5853792517567733711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/5853792517567733711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/06/crtica-o-cinzel-do-crescimento-pessoal.html' title='Crítica: o cinzel do crescimento pessoal'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-5053029108628757623</id><published>2007-06-19T01:02:00.000+01:00</published><updated>2007-09-28T19:08:55.072+01:00</updated><title type='text'>Tao</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Existem muitas ilhas, mas todas se encontram no fundo do oceano... Fazem parte da mesma terra, do mesmo continente. O mesmo se passa com a consciência."&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Osho&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Tanta gente na rua...&lt;br /&gt;Uma multidão separada por ilusórias barreiras egoicas.&lt;br /&gt;A mente humana é o instrumento mais complexo e fascinante de que temos conhecimento. No entanto, comete um grande erro ao fazer-nos crer que necessitamos do ego, que a nossa identidade se resume ao "eu". O ego é o componente base da competição e de todo o tipo de atritos entre humanos, e um elemento destabilizador da harmonia natural.&lt;br /&gt;A mente delimita fronteiras inexistentes, que a separam dos outros, fortalecendo a sua própria identidade. Essas fronteiras levam à noção de posse: de posse dos territórios da nossa identidade, de posse do nosso espaço interno e externo, que têm de ser defendidos daqueles que passamos a acreditar serem nossos adversários e constituírem uma ameaça para a nossa identidade. A mente resume a sobrevivência do ser à coesão e à subsistência da sua identidade mental, sendo apesar disso coisas muito diferentes: a nossa verdadeira identidade e a nossa vivência como indivíduos situam-se muito além dos domínios da mente, sendo possível manter uma unidade coesa, viver e ser feliz, sem distorções por parte do ego. É precisamente devido a este mal-entendido que a mente acaba por criar um universo, ou uma perspectiva do mesmo, no qual tudo gira à volta do bem supremo a ser defendido: a identidade.&lt;br /&gt;Cria-se o ego, separando-se o "eu" e o "meu" de tudo o resto. Cria-se a identidade que é o nosso território, o nosso mundo, o nosso universo... Surge todo o tipo de medos de possíveis ameaças à integridade do nosso ego... E nascem os conflitos com os outros seres...&lt;br /&gt;Quando a mente é parada, e um estado superior de consciência é atingido, o ego dissolve-se, assim como todas as suas fronteiras. O universo mental expande-se, atingindo a infinidade do cosmos, e deixa de haver uma identidade a ser defendida, assim como adversários que a possam ameaçar. O sentimento, dizem, é de fusão com tudo o que nos rodeia, de fraternidade para com toda a vida que nos rodeia.&lt;br /&gt;Do ponto de vista lógico, é uma situação perfeitamente compreensível: se o ego é a estrutura mental que nos separa de tudo o resto, quando a mente é parada e este mesmo ego desaparece, a divisão entre o "eu" e o que o rodeia deixa de existir, e deixamos de sentir ou ter noção de qualquer divisão entre o nosso ser e o mundo. Sentimo-nos em união com os outros seres e, sentindo-nos parte de tudo, torna-se inconcebível agirmos de forma negativa para com os outros seres, para com a natureza: estaríamos a destruir-nos a nós próprios.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-5053029108628757623?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/5053029108628757623/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=5053029108628757623&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/5053029108628757623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/5053029108628757623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/06/tao.html' title='Tao'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-6437709175940378013</id><published>2007-06-09T16:30:00.000+01:00</published><updated>2007-09-28T19:12:11.525+01:00</updated><title type='text'>Somnus Ambulare</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existirá cura para este mal chamado de sonambulismo? Não falo de cura a nível individual, mas sim de uma cura a nível global. Que poderá ser feito para despertar este mundo submerso em sonambulismo, quando a cura, o despertar, depende de uma vontade própria de transformação? O despertar depende da compreensão de cada um, e da coragem de se libertar dum pesadelo mascarado de sonho. O despertar não pode ser impingido... nada que seja verdadeiro e belo pode ser impingido. O despertar reside numa profunda transformação interior, que assenta num profundo autoconhecimento.&lt;br /&gt;Na nossa vida, o nosso espírito pode percorrer 3 fases, separadas por transformações interiores. A primeira fase é o estado natural em que nasce cada ser humano: o estado de felicidade inconsciente. É a fase que vivem as crianças, num estado de pureza, inocência, alegria e amor, mas também de fragilidade, e quase desprovido de crescimento pessoal consciente. À medida que o intelecto se vai desenvolvendo, e os conhecimentos vão sendo adquiridos, o ser humano torna-se mais sábio - intelectualmente falando. Por outro lado, essa sobrecarga de conhecimento e essa complexidade de funcionamento geram um desiquilíbrio, que é o  chamado "sofrimento"  pelos budistas - a incapacidade de viver uma vida fluída, harmoniosa, simples, e no entanto realizada e feliz. Esta segunda fase - de infelicidade consciente - é essencial, pois sem o conhecimento e a complexificação das capacidades cognitivas, dificulta-se a obtenção de um estado de autonomia, harmonia para com os outros, e capacidade participativa a nível social/global. Apesar de ser uma fase essencial, não representa o fim da evolução, devendo ser seguida de uma terceira fase - a da felicidade consciente. Esta terceira fase é definida por um estado superior de consciência, e reune características das duas fases anteriores: contém em si uma pureza, alegria constante, amor e espontaneidade característicos da primeira fase, com um background de conhecimento e capacidades congnitivas adquirido na segunda fase. Cria-se um ser humano completo: sábio, conhecedor e autónomo, sem perder no entanto a sua sensibilidade, a sua capacidade de presenciar o constante misterio da vida e a beleza de todas as coisas, sendo espontaneo e criativo... sendo acima de tudo livre.&lt;br /&gt;O sonambulismo é um doença que surge na segunda fase, no meio de uma hiperactividade mental, e tem por base a automatização inerente à mente humana. A mente humana, após repetir uma tarefa algumas vezes, automatiza-a, e passa a efectuá-la automáticamente, sem dispender muita atenção à mesma, dirigindo toda a atenção restante para um mar de pensamentos que nos afastam do momento presente. Daí dizer-se que a quase totalidade das pessoas vive na mente, vive afastada do presente, e nunca leva uma vida plena - uma vida desperta.&lt;br /&gt;O esclarecimento tão defendido pela cultura oriental, em especial pelo budismo, também chamado de iluminação ou despertar, é exactamente escapar a esse estado vulgar de ausência. O Zen - do budismo Zen - é um estado de canalização da atenção para o momento presente, para o sentir e para o ser. Quando toda a atenção se encontra direccionada para o presente, para o que sentimos e somos, e para o que nos rodeia, não sobra atenção que nos permita perdermo-nos nos nossos pensamentos, que seria a única hipótese de nos afastarmos do momento presente. O Zen é por isso atingir um estado em que o nosso padrão de funcionamento deixa de ser um caudal de 24 horas diárias de pensamentos, para ser um estado desperto e atento quase 24 horas por dia (e mesmo 24, se for essa a vontade), cujas excepções surgem quando necessitamos da mente para comunicar, para aceder ao conhecimento adquirido no passado, ou planear o futuro.&lt;br /&gt;Vou na rua todos os dias, e observo a quantidade de pessoas a toda a hora e em todo o lado, em stand by, em "sleep mode", a viajar por mundos inexistentes, deixando escapar o momento por entre os dedos que nem areia numa ampulheta - fugaz e sem retorno. Observo e penso... penso nas tantas vezes que me encontro na mesma situação, e no desperdício de vida que representa. Observo e decido, decido que vou fazer tudo para estar presente e desperto, para viver profundamente tantos segundos da minha vida quantos conseguir, deixando-me absorver por completo.&lt;br /&gt;A única cura conhecida para este mal é a meditação. É uma cura tão natural quanto respirar, mas há muito esquecida. É uma cura que tem de ser procurada pelo enfermo, e aplicada pelo mesmo. Não pode ser impingida, só pode ser escolhida. Sonho viver num mundo em que toda a gente vive nesse estado de felicidade consciente, um mundo pleno de paz e harmonia, de amor e alegria, um mundo meditativo. Não sei se será um sonho plausível... Sei que a escolha é de cada um, e a minha já foi feita...&lt;br /&gt;Quero estar presente e desperto... Quero viver plenamente e ser feliz... Quero ser livre...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-6437709175940378013?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/6437709175940378013/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=6437709175940378013&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/6437709175940378013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/6437709175940378013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/06/somnus-ambulare.html' title='Somnus Ambulare'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-1750082339430773634</id><published>2007-06-07T12:21:00.000+01:00</published><updated>2007-09-28T19:17:18.105+01:00</updated><title type='text'>Um mundo indiferente</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como é possível fechar os olhos? Como é possível tal cegueira nos ofuscar uma visão do mundo atormentado e doente onde vivemos? Como podemos decidir não ver que a solução existe e está ao nosso alcance? Temos todos os recursos necessários para acabar com a fome e a subnutrição, com todo o tipo de desigualdades... Como podemos deixar-nos cegar pelo poder, pela ambição, pelo egocentrismo/etnocentrismo, e relegar para o subconsciente a responsabilidade de agirmos segundo uma lei cívica e solidariedade universais, de seguirmos uma ética de compaixão e amor pelos nossos irmãos? Que espécie somos nós, que valoriza o desenvolvimento tecnológico e económico desenfreado, em detrimento de um desenvolvimento humano harmonioso, global?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seguimos um desenvolvimento fragmentado e incompleto, porque temos vindo a ser seres fragmentados e incompletos. O problema reside no monopólio da mente no mundo em que vivemos, e nos seus métodos controversos. A mente é apenas uma das partes do nosso ser, e durante século permaneceu mestre e senhora, escravizando-nos, e tornando-se a causa de uma infinidade de problemas. A mente humana necessita do ego, da sua identidade, e o poder e as posses fortalecem essa identidade, muitas vezes à custa do bem-estar dos outros. A mente deve ser reduzida à sua função de ferramenta racional e lógica, e colocada no contexto de um todo, não fragmentado, unificando o ser humano, e levando a um crescimento humano como um todo. O coração deve segurar o leme da vida, e a mente deve ser o servo que ajuda em todas as tarefas de lógica e comunicação.&lt;br /&gt;O coração não precisa de posses nem de poder para fortalecer o ego, o coração não tem uma identidade para ser ameaçada por medos, medos estes que originam defesas que são mais ataques à liberdade dos outros seres.&lt;br /&gt;Um mundo melhor é um mundo onde a mente submerge no domínio do coração, na consciência... É um mundo regido pela harmonia natural do universo, um mundo onde cada um se apercebe do seu papel no todo, e que a igualdade é o mais fundamental dos direitos, e o mais esperado dos sonhos: a igualdade de expressão do ser e da sua singularidade, a igualdade de liberdade, a igualdade de ser feliz.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-1750082339430773634?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/1750082339430773634/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=1750082339430773634&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/1750082339430773634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/1750082339430773634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/06/um-mundo-indiferente.html' title='Um mundo indiferente'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-3969165898523515455</id><published>2007-06-04T00:59:00.001+01:00</published><updated>2007-06-04T01:51:51.740+01:00</updated><title type='text'>A utopia das utopias? Ou a verdade das verdades?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nirvana...&lt;br /&gt;Uma simples palavra, dotada da mais profunda das profundidades. É uma simples representação gráfica de uma verdade, ou suposta verdade, que contém em si uma sabedoria tão vasta quanto o universo. As palavras são, à partida, de certa forma ilusórias, pois ocultam o verdadeiro significado. São uma máscara, uma pele falsa de uma verdade complexa, completa e incognoscível.&lt;br /&gt;Verdade há só uma... a realidade não é subjectiva... mas será apreensível? Cada ser humano vive aprisionado no seu mísero e infinito mundo subjectivo, cercado de erro e dúvida, a uma distância vertiginosa da realidade objectiva. Será possível presenciar essa utópica verdade? Ou será essa utopia uma verdade ao nosso alcance?&lt;br /&gt;Nirvana... moksha... iluminação... Deus... esclarecimento... Zen... poderão tantas palavras querer dizer o mesmo? Nunca conheceremos o verdadeiro significado por detrás duma palavra.&lt;br /&gt;Mas e o que representa essa verdade? O que é o nirvana?&lt;br /&gt;O nirvana é ser. O nirvana é estar. É estar completamente presente, é canalizar por completo toda a nossa energia e a nossa atenção para o momento presente. A mente humana não funciona no presente, mas sim no passado ou no futuro. Analisa o presente tendo em conta a sua vasta base de dados, distorcendo-o e impedindo uma percepão pura. Vive perdida entre culpa, preocupações e ressentimentos do passado, e angústias, anseios, e preocupações futuras. Desvia a nossa atenção do momento presente, da verdade.&lt;br /&gt;O nirvana representa a libertação de todos os condicionamentos sociais, pois estes residem na mente. Representa a libertação da dependência de tudo o que nos rodeia, gerando uma liberdade de ser e viver, que estimula o nosso carácter genuíno e criativo, a nossa capacidade de sermos nós próprios.&lt;br /&gt;O nirvana é o reatar da ligação com a nossa criança interior, com a pureza e inocência perdida há muito. É a libertação de uma prisão inconsciente, proporcionando-nos um estado de objectividade total, em que olhamos cada segundo e cada átomo como se da primeira vez se tratasse - é a novidade constante, o reacender do mistério da vida.&lt;br /&gt;A iluminação é um estado de colapso dos medos e energias negativas. É a criação de um paraíso interior onde cada flor que desabrocha emana o seu perfume com total liberdade, um perfume de amor e alegria. E quando o amor e alegria transborda, floresce a vontade de partilhar com os outros, e amá-los...&lt;br /&gt;Eu acredito profundamente num estado superior de consciência. Um estado que ultrapassa a mente humana, racional, condicionada, e muito limitada. Não sei o que chamar a esse estado. Talvez o melhor será chamá-lo de um estado de "ser". A meditação é um provável caminho a percorrer para demolir as muralhas mentais, e atingir esse estado superior de ser. A meditação pára a mente faladora, e cria um novo estado de percepção apurada, refinada, límpida. A meditação centra as energias no presente, de forma abstraída do passado e do futuro. Não os elimina, passa-os apenas para o segundo plano. A meditação faz crescer a paz interior, um estado de serenidade inabalável. Esta serenidade é um rio, à borda do qual morrem todas as energias negativas vindas do exterior, e cujo perfume presenteia tudo e todos à sua volta com amor.&lt;br /&gt;A verdade é falada por todo o planeta, por todas as religiões, sendo sujeita a constantes e infindáveis distorções. Será possível identificá-la por entre todas as verdades subjectivas? Ou tratar-se-ia apenas de mais uma verdade ilusória? Será o nirvana um estado utópico, criador de uma esperança sem fim, demolidora das inseguranças da vida e do medo da morte? Para que ter fé? Para que acreditar sem experimentar? É uma busca que, mesmo não dando garantias de atingir o sucesso, é por si mesma a maior representação de sucesso intrínseco. Cada degrau que se sobe proporciona a maior das alegrias e o maior dos crescimentos... e acima de tudo, a maior das liberdades.&lt;br /&gt;É-me indiferente se o farol existe ou não, desde que a crença no mesmo nos faça navegar na direcção do crescimento. De qualquer das formas, acima da crença e da refutação, julgo encontrar-se o patamar da experimentação. Não considero o nirvana, Deus, o Zen... conceitos religiosos, pois a verdade não é religiosa, pelo menos no sentido que conhecemos.  A verdadeira religiosidade reside no autoconhecimento, na harmonia interior e consequentemente exterior, e na liberdade. A verdadeira religiosidade encontra-se por detrás de todos os mitos criados pelas religiões humanas, e cresce em paralelo com a ética, mas uma ética supraconsciente - a ética de ser.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-3969165898523515455?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/3969165898523515455/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=3969165898523515455&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/3969165898523515455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/3969165898523515455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/06/utopia-das-utopias-ou-verdade-das.html' title='A utopia das utopias? Ou a verdade das verdades?'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-2061527081029676008</id><published>2007-05-29T02:18:00.000+01:00</published><updated>2007-05-29T02:53:08.323+01:00</updated><title type='text'>Combatiente</title><content type='html'>Desde crió me conducía en el soñar&lt;br /&gt;Toda era imposición&lt;br /&gt;Desde niño controlaban lo que iba a pensar&lt;br /&gt;Mataban la ilusión&lt;br /&gt;Lo que no mata me fortalece hoy&lt;br /&gt;Ser combatiente&lt;br /&gt;Me fortalece hoy por hoy&lt;br /&gt;Por hoy…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Y nunca quise ser igual&lt;br /&gt;Nunca me latió ser del rebaño&lt;br /&gt;Pensar tan diferente hoy&lt;br /&gt;Hoy me tiene vivo combatiente&lt;br /&gt;Soy combatiente&lt;br /&gt;Nadie me va a parar&lt;br /&gt;Soy combatiente&lt;br /&gt;Nada me va a parar&lt;br /&gt;Soy combatiente&lt;br /&gt;Sobreviviente yo..&lt;br /&gt;Lo que no me mato&lt;br /&gt;Me fortaleció&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos en serie fabricados&lt;br /&gt;Como unos clones programados&lt;br /&gt;Siempre imponiendo que pensar&lt;br /&gt;Que joder que amar que pensar que  pisotear&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soy combatiente nadie&lt;br /&gt;Me va a parar&lt;br /&gt;Soy combatiente&lt;br /&gt;Nada me va a parar&lt;br /&gt;Soy combatiente&lt;br /&gt;Sobreviviente yo&lt;br /&gt;Lo que no me mató me fortaleció&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Su misión es lo que nos mata&lt;br /&gt;La imposición&lt;br /&gt;,lo que nos va a matar&lt;br /&gt;Mejor es respetar&lt;br /&gt;Al prójimo amar&lt;br /&gt;Y ser un combatiente&lt;br /&gt;Soy combatiente&lt;br /&gt;Nadie me va a parar&lt;br /&gt;Soy combatiente nada me va a parar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soy combatiente&lt;br /&gt;Sobreviviente yo&lt;br /&gt;Lo que no me mato me fortaleció&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;by Maná&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na minha opinião esta música é um hino à autenticidade e à liberdade. Desde o berço que somos condicionados. Desde que nascemos que somos ensinados a pensar como as outras ovelhas do rebanho. Este processo de condiciomento começa na infância e prolonga-se por toda a nossa vida, sendo muito poucos aqueles que se apercebem do mesmo, combatendo-o, e ainda menos aqueles que se conseguem libertar.&lt;br /&gt;Somos autómatos condicionados a reagir de forma mecânica, pré-programada pela educação que recebemos e por toda a sociedade onde nos inserimos. A chave encontra-se no espírito crítico, na capacidade de questionar, e de tomar as nossas decisões, de forma autónoma, não automática.&lt;br /&gt;Ter espírito crítico é diferente de criticar tudo e todos. Ser rebelde é diferente de ser revoltado. Não devemos procurar destabilizar o que nos rodeia, mas sim procurar uma estabilidade interior, independente do exterior, em que a reacção condicionada é substituída por uma acção consciente, escolhida por nós e não pelos outros. Quando nos insultam, e nos irritamos, por exemplo, estamos a ser de certa forma manipulados pela pessoa que nos insultou. Ser livre é ser capaz de decidir em toda e qualquer ocasião, o rumo a seguir, o que decidir.&lt;br /&gt;Apercebermo-mos dos condicionamentos a que somos sujeitos exige um grande trabalho interior, mas a recompensa é de valor inestimável: segurarmos o leme e estabelecermos um rumo totalmente decidido por nós, com toda a confiança, com toda a liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia não é ser "do contra", mas sim, através de uma observação atenta, conhecermo-nos, e seguirmos a vida que nos realizará, não uma definida pela sociedade onde vivemos. O espírito livre não conhece nenhum tipo de lei. O espírito livre é aquele que deixa desabrochar a flor dentro de si, é aquele que flui como o rio, com serenidade e independência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, "Mejor es respetar, Al prójimo amar, Y ser un combatiente". O verdadeiro combatente da vida luta para ser livre, genuíno, mas luta de flor em punho. Luta para ser quem é, amando e respeitando os outros e as respectivas liberdades.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-2061527081029676008?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/2061527081029676008/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=2061527081029676008&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/2061527081029676008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/2061527081029676008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/05/desde-cri-me-conduca-en-el-soar-toda.html' title='Combatiente'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-5905648135801153269</id><published>2007-05-26T21:23:00.000+01:00</published><updated>2007-09-28T19:28:16.913+01:00</updated><title type='text'>Sonhar para vencer</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Podemos dizer que temos dois tipos de sonhos, segundo uma perspectiva invulgar. Podemos sonhar a dormir, ou podemos sonhar acordados. Durante o sono subconsciente, não temos controlo sobre aquilo em que pensamos, e então o conteúdo pode tanto ser positivo como negativo, atingindo a nossa criatividade o seu expoente máximo, além do racional. Quando sonhamos acordados temos mais consciência, mais controlo sobre os nossos pensamentos, e então podemos escolher pensar no melhor possível. Claro que não digo que somos todos optimistas e felizes, digo apenas que todos têm os seus sonhos acordados. Pensamentos de situações perfeitas, em relação às mais possíveis vertentes da vida. Os chamados "sonhadores" são aqueles que dedicam uma parte considerável do seu tempo a sonhar acordados. São as pessoas criadoras de utopias, pessoas que anseiam por mundos perfeitos, e vêem o melhor em todos os seres humanos. São os forjadores de sonhos e muitas vezes realidades.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Os sonhadores são pessoas que empurram a humanidade em direcção ao seu auge, ao seu pleno desenvolvimento, desde tecnológico e científico a, mais que tudo, humano. São os arquitectos e os impulsionadores evolutivos, que avançam cada vez mais rápido na direcção da inatingível perfeição.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;É incomesurável a força da presença do sonho na mente humana, é um elemento essencial da evolução humana perfeita.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-5905648135801153269?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/5905648135801153269/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=5905648135801153269&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/5905648135801153269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/5905648135801153269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/05/sonhar-para-vencer.html' title='Sonhar para vencer'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-6163385867307112916</id><published>2007-05-26T19:07:00.000+01:00</published><updated>2007-09-28T19:31:44.227+01:00</updated><title type='text'>Em busca da liberdade...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olho o horizonte e sonho...&lt;br /&gt;Sonho com um dia em que o meu espírito solte por completo todas as amarras de uma escravidão subtil que nos aprisiona. Escravidão que nos subjuga a um patamar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;presque&lt;/span&gt; humano, um patamar onde o nosso brilho especial e único se dissolve entre tantas outras estrelas, formando uma constelação de espelhos humanos, que se refletem uns aos outros, num mimetismo social tão indesejável. Refiro-me ao processo social que, repleto de condicionamentos, nos reprime, de supernovas a cintos fragmentados de asteroides, ocultado o tesouro fantástico que cada um de nós esconde dentro da sua alma.&lt;br /&gt;Um espírito liberto, é um espírito que não vive na tirania da mente, cuja luz dissolve as trevas mentais. Um espírito assim vive num estado em que o medo não é conceito, em que nenhum mal subsiste. Todo o mal impulsionado na direcção de outro ser humano tem por base algum tipo de medo, em grande parte o medo do enfraquecimento do ego, e quando este medo desaparece toda e qualquer necessidade de ser incorrecto para com o nosso irmão humano desaparece, o eu é livre. Daí a relevância da meditação para a criação de seres mais humanos, dentro de quem reina a paz e o amor: a meditação põe um travão na mente até que esta se dissolva sob os reinos da alma, e quanto a mente e o respectivo ego desaparecem, não há medo, pois não há identidade para ser ameaçada, e o ser humano sente uma pureza tal, que cria uma harmonia à sua volta.&lt;br /&gt;Quero ser um espírito que habita o reino do coração, onde imperam a paz e o amor. Um espírito que não sente nenhuma espécie de repressão, consciente ou inconsciente, emanando uma luz tão forte e no entanto tão ténue, ao ponto de não ofuscar a luz de nenhuma das outras estrelas. Quero ser um espírito que ama a tudo e a todos. Que ama as maravilhas e perfeições da natureza, que consegue ver o sagrado em tudo o que o rodeia. Que tenta viver ao máximo cada gráo de areia da ampulheta vital, sem nunca esquecer a majestosidade de cada irmão seu. Nunca o serei, a distância é infinita, mas julgo válido o esforço. Encontro-me no degrau 0 da escala da perfeição. Sou um humano como todos os outros, que têm milhares de defeitos, conhecidos ou desconhecidos, e comete muitos erros... afinal, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;errare humanum est&lt;/span&gt;. Apenas gosto de dedicar algum do meu tempo de introspecção a imaginar imagens bonitas e perfeitas, porque me dá grande prazer observá-las e, acima de tudo, sinto o grande prazer do insignificante mas muito gratificante crescimento pessoal, luz do perfeito crescimento humano.&lt;br /&gt;A utopia é uma idealização, a criação de uma imagem de perfeição. E não será melhor para a realização dos nossos objectivos, termos farois mais brilhantes, mestres mais sábios? Acreditarmos numa utopia é sermos capazes de acreditar numa situação praticamente impossível de alcançar, dando mais de nós para a mesma alcançar, com mais motivação. Eu acredito que toda a gente tem todo um potencial de compreensão da beautitude presente em si e nos outros. Quantos mais acreditarem na utopia, mais darão o melhor de si, para que progressivamente nos possamos apelidar de espécie. Sonho com uma utopia que acredito promover um mundo humano, um mundo natural, um mundo perfeito.&lt;br /&gt;E o rio que alimenta este oceano utópico é o espírito, não no seu estado aprisionado pela ditadura da mente, mas no seu estado de libertação total. Acredito que vivermos mais com o coração, sermos mais genuínos, e amarmos e compreendermos os outros, devia ser a única forma de vivermos. Admito que é apenas uma das muitas verdades, mas é a que julgo digna de ser escolhida - uma vulgar opinião.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-6163385867307112916?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/6163385867307112916/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=6163385867307112916&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/6163385867307112916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/6163385867307112916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/05/em-busca-da-liberdade.html' title='Em busca da liberdade...'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-7714583354258440384</id><published>2007-05-04T16:38:00.000+01:00</published><updated>2007-05-04T17:52:41.492+01:00</updated><title type='text'>Todos iguais, todos diferentes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vivemos num mundo onde a pseudo-igualdade se desdobra numa fascinante diversidade. Apesar de considerar a diversidade cultural fonte de grande riqueza e crescimento pessoal, neste caso em específico refiro-me à diversidade individual. A mente humana é um universo complexo e riquíssimo, misterioso e muitas vezes incompreendido. Cada um de nós guarda dentro de si uma marca única e genuína, que pode apenas ser atingida através do auto-conhecimento, situando-se fora do alcance do conhecimento dos outros. Somos mais de 6 biliões, uma quantidade astronómica de seres únicos de potencial inaproveitado. Destes mais de 6 biliões uma grande parte, arrisco-me mesmo a dizer a maioria, oculta o brilho do tesouro que há em si - o tesouro da originalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de a unicidade residir no âmago da nossa alma, vivemos numa sociedade onde a maior parte das pessoas pensa e se comporta da mesma forma. Mas o maior erro reside na discriminação das pessoas que decidem se libertar das grilhetas sociais, sendo espíritos livres que pensam por si, e agem de acordo com as suas crenças e ideologias. Tornam-se incompreendidas, sendo por vezes de certa forma isoladas, as pessoas que pensam de uma forma correspondente ao tipo de criaturas que são - original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A causa para o tipo de pensamento e comportamentos homogéneos é, na minha opinião, relativamente simples: somos seres imitadores. O ser humano é um ser social, que desde o berço começa a aprender a se comportar numa relação constante com os outros. Esta aprendizagem é conseguida através da imitação do comportamento dos outros, e tem provavelmente por base o funcionamento dos neurónios-espelho, que tem vindo a ser investigado na ciência actual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto seguinte é discutível e muito subjectivo. Na minha opinião pessoal, a partir do momento que desenvolvemos um espírito crítico e autónomo (o que nem sempre acontece) devemos, paralelamente ao processo de auto-conhecimento (que considero fundamental para uma vida realizada), partir numa viagem de libertação em que começamos por definir as nossas crenças e ideologias individuais, a nossa perspectiva de nós próprios, da vida e dos outros, colocando a "estratégia" no plano prático, e passando a pensar por nós, e agir de acordo com a nossa ética pessoal, independente de todos os dogmas sociais. Na minha opinião, a única limitação do nosso pensamento é a ética, e a única fronteira das nossas acções é o respeito, a tolerância, e a compreensão humana.&lt;br /&gt;Quando atingimos este patamar, passamos a seres autónomos, espíritos críticos, que agem como pensam, de forma livre. Tornamo-nos inevitavelmente diferentes dos outros, o que poderá desencadear incompreensão, dependendo do nível de diferença, ou seja auto-conhecimento, que atingimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto seguinte não considero tão subjectivo, devido ao facto de assentar em princípios, alguns já referidos, que considero universais: a igualdade, a tolerância e a compreensão. Um grande amigo meu uma vez disse, e muito bem, que "é triste uma pessoa ser discriminada por aquilo que é". Um frase simples, que guarda uma verdade muito profunda: cada um tem o direito a ser como é, e isto é mais que um clichê. Cada um de nós é um ser único, e tem o direito a exteriorizar essa sua originalidade sem ser discriminado. Na minha humilde opinião, cada um tem o direito a ser tratado de forma igual, e a ser compreendido como o ser único que é, por mais diferente ou excêntrico que seja, por mais que as suas ideologias e comportamentos sejam diferentes dos nossos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim de contas, impera a liberdade de sermos como quisermos. A liberdade de escolhermos entre o conformismo e adesão ao rebanho, e a originalidade e uma certa rebeldia. Mas a verdadeira liberdade, essa só atingem aqueles cujos espíritos quebraram todos os limites impostos pela incompreensão dos outros. Essa gloriosa liberdade só é obtida quando a vontade de sermos nós próprios é mais forte que aquela de nos adaptarmos, de forma a tornar o nosso caminho mais fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas mais importante que essa escolha, é a escolha do respeito pelas escolhas dos outros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-7714583354258440384?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/7714583354258440384/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=7714583354258440384&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/7714583354258440384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/7714583354258440384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/05/todos-iguais-todos-diferentes.html' title='Todos iguais, todos diferentes'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-9016211529064710306</id><published>2007-05-03T14:40:00.000+01:00</published><updated>2007-05-04T16:38:17.836+01:00</updated><title type='text'>Educação, a centelha de toda uma espécie</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A sociedade onde vivemos e a respectiva economia encontram-se em constante evolução, e cabe à educação adaptar os indivíduos, de forma a que tenham sucesso, transmitindo-lhes o tipo de conhecimento e competências que são valorizados. Vivemos numa sociedade do conhecimento, com uma economia cada vez mais assente no mesmo. A conceptualização do trabalho sobe cada vez mais na hierarquia, desmaterializando-o. Valoriza-se o conhecimento, as competências evolutivas, o dinamismo e a criatividade. Sendo assim, há que reformar a relação indivíduo-ensino, de forma a dotar o indivíduo do tipo de conhecimentos e competências que lhe permitam singrar na vida profissional e social. Desta forma, não só o indivíduo adquire mais capacidade de sucesso a nível pessoal e profissional, e de participação social activa, como a sociedade e a economia beneficiam dessa educação através do ganho de uma mão-de-obra de maior qualidade, e de cidadãos mais conscientes e participativos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A rápida mutação socio-económica e a respectiva valorização das competências evolutivas, leva à necessidade de uma constante actualização de conhecimentos e competências, de forma a manter a adaptação do indivíduo à sociedade e ao mundo do trabalho. É aqui que entra o conceito de aprendizagem ao longo de toda a vida. Este tipo de postura perante a educação permite manter o indivíduo capaz, quer a nível social (cidadania) quer a nível económico (profissional), durante um período muito mais logo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A reforma da relação indivíduo-ensino exige mudanças de ambas as partes. Antes de mais, é fundamental o “saber aprender” por parte do indivíduo, e o gosto pela aprendizagem, que irá originar uma valorização da aprendizagem e uma vontade de aprender a prolongar essa aprendizagem ao longo de toda a vida, continuando a aprender e aperfeiçoar-se mesmo depois de atingir o patamar da estabilidade profissional. Esta postura em relação à educação depende da experiência vivida, da qualidade do ensino. Por isto mesmo o alicerce fundamental para a criação de uma vontade de prolongar a aprendizagem &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;é uma educação básica de elevada qualidade. A qualidade da experiência da criança durante a educação básica, e porteriormente durante o resto da experiência escolar, determinam o gosto pela aprendizagem, e a vontade de continuar a aprender.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Paralelamente à criação no indivíduo da vontade de aprender e prolongar a aprendizagem ao longo de toda a vida, é necessário reformar a outra dimensão do sistema indivíduo-ensino: o próprio sistema educativo. Cada ser humano detém um conjunto de aptidões especiais que o diferenciam dos restantes seres humanos, assim como expectativas e necessidades muitas vezes diferentes. E de forma a exponenciar a potencialidade de cada aluno, deverão diversificar-se ao máximo as oportunidades oferecidas, assim como os percursos possíveis, dentro do sistema educativo, e entre a educação/formação e a vida profissional. O que se espera é um leque mais vasto de opções, que permitam a cada um seguir o percurso que melhor se adapta a si, e uma fluidez maior entre os diferentes tipos e níveis de ensino, e entre o ensino e o mundo laboral, como a possibilidade de alternância entre difentes áreas de ensino, entre educação e vida profissional, de retorno ao ensino ou interrupção laboral para fins de formação. Esta simbiose parte não só da reestruturação do sistema educativo, mas depende também de uma participação empresarial, de forma a facilitar as trocas com o ensino, quer seja ao nível da educação ou da formação.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Outro aspecto importante a ter em conta, além da estrutura dos sistemas educativos e da sua relação com o mundo do trabalho, são os seus conteúdos. As matérias ensinadas deverão transmitir conhecimentos e competências pertinentes e acessíveis. Deverá também procurar-se uma contextualização das matérias ensinadas, de forma a se evitar a actual tendência de compartimentação e hiper-especialização dos saberes. Um saber, para ser verdadeiramente compreendido, deve ser colocado num contexto, e ser abordado como um todo e, sendo assim, a especialização cega é inimiga do verdadeiro conhecimento.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O entrelaçar dos conhecimentos de diferentes áreas proporciona um maior crescimento Humano. O indivíduo, mais consciente e sábio, está também preparado para um participação activa e mais produtiva em todos os sentidos, uma participação na construção da sociedade e da economia, e na respectiva evolução.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A relação entre o ensino e o aprendiz é o alicerce do futuro, em que se transmitem os saberes de milénios, e se constroem indivíduos autónomos que iram criar as sociedades de amanhã. É fundamental optimizar essa relação, de forma a obter os melhores resultados, os melhores seres humanos, os seres mais humanos, que participarão num futuro brilhante, não só a nível social, mas ao nível da espécie. E a educação ao longo de toda a vida é essencial para essa optimização, pois maximiza a realização pessoal e social, e estabelece novos patamares, mais altos, para educação e o mundo que estão parar vir.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-9016211529064710306?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/9016211529064710306/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=9016211529064710306&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/9016211529064710306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/9016211529064710306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/05/educao-para-construo-do-ser-humano-e-da.html' title='Educação, a centelha de toda uma espécie'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-5497686446948669244</id><published>2007-05-03T00:12:00.000+01:00</published><updated>2007-05-03T00:17:33.447+01:00</updated><title type='text'>Está... Já não está...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Estava eu a comer uma fatia de pizza, quando me apercebi que estava a guardar os deliciosos pedacinhos de ananás para o fim... Pensando bem, sempre que como deixo o melhor para o final... É tão bom deixar o melhor para o final, não é? Mas... deixando o melhor para o final, não pode a comida arrefecer? Bem, de qualquer maneira, há certas situações onde não convem mesmo nada deixar o melhor para o fim. Não convém deixar o melhor futebol para o final dos 90 minutos, pois podemos não ter tempo de ganhar o jogo... não é um bom exemplo? Mas talvez haja um exemplo melhor: deixando o melhor para o fim das nossas vidas, não nos arriscamos a chegar ao fim dos nossos dias, tenho deixado o melhor da vida para trás? Passamos as nossas vidas num constante “deixa para amanhã”, em que adiamos a nossa felicidade à custa de esperanças e sonhos. Passamos as nossas vidas a deixar as maiores delícias da vida, à custa de um amanhã que poderá nunca chegar. Não será isso um grande risco, o risco de olharmos para trás no fim do nosso caminho, e nos apercebermos que tanto adiamos, tanto adiamos, que adiamos a nossa vida para um futuro que nunca existirá?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Estamos vivos é HOJE, estamos vivos no agora. O nosso potencial de desfrute máximo assenta na capacidade de viver o aqui e agora, e não em memórias distantes ou sonhos etéreos. Viver o presente é a única forma de viver. Viver cada segundo que passa é a única forma de compreender a profundidade de um beijo, a paixão de um abraço, o brilho de cada gota que cai do céu e a frescura de cada brisa que paira no ar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Então mas porque é que tantos homens e mulheres passam os seus dias a adiar a sua vida? Será pelo próprio medo de no futuro não ter como desfrutar do ar que respiram? É provável, mas é também um pouco arriscado, digo eu. Não sabemos até quando viveremos, consequentemente acho bem mais prudente pensar um pouco mais a curto prazo, antes que a validade expire.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Carpe Diem, incrível como duas palavras podem dizer tanto. Colha o dia... Colha a fruta da vida antes que seja tarde demais e apodreça.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-5497686446948669244?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/5497686446948669244/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=5497686446948669244&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/5497686446948669244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/5497686446948669244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/05/est-j-no-est.html' title='Está... Já não está...'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-4069906774258464585</id><published>2007-05-02T01:29:00.000+01:00</published><updated>2007-05-02T01:50:22.670+01:00</updated><title type='text'>Nuvens perdidas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As nossas vidas são nuvens frágeis, subtis, efémeras, que vagueiam no céu da eternidade. A sua verdadeira beleza reside na capacidade de saborear a brisa que nos move e nos refresca, o calor do sol que nos aquece, e o doce das chuvas que nos dão vida.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitas nuvens vivem perdidas em caminhos sinuosos e tortuosos, cegas pelos ventos do preconceito e da superficialidade. São poucas aquelas que acordam para a realidade e percebem que o céu pertence de igual forma a todas as nuvens, que o astro-rei não tem dono, e que por detrás de cada nuvem há uma imensidão de tesouros, uma complexa rede de gotículas de vida resplandescente para ser absorvida, saboreada...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;A vida é uma viagem maravilhosa e misteriosa, por vales e montanhas repletos das mais pequenas e simples preciosidades. Mas a ambição desmedida e a ignorância desviam a nossa atenção para longe do que merece ser vivido. Vagueamos nas sombras do passado, deambulamos na ficção futura, agarramo-nos ao que nos cega, e procuramos o que nada nos trás, de nada nos vale... E escapa-nos a compreensão essencial daquilo de que a vida é feita e de quando a vida é feita:&lt;br /&gt;A vida é Amor, a vida é agora&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-4069906774258464585?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/4069906774258464585/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=4069906774258464585&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/4069906774258464585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/4069906774258464585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/05/nuvens-perdidas.html' title='Nuvens perdidas'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-4407077001018747729</id><published>2007-04-30T00:11:00.000+01:00</published><updated>2007-05-31T12:02:35.703+01:00</updated><title type='text'>Surfando Sofás</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 19.2pt;"&gt;Estava eu aqui num dos meus momentos de introspecção, quando me lembrei de partilhar convosco algo que acho maravilhoso, algo que me apaixona...&lt;br /&gt;o couchsurfing não é apenas uma grande filosofia de vida, é A filosofia de vida...&lt;br /&gt;o couchsurfing torna o mundo muito mais pequeno...quem diria que um dia haveria de ter feito amigos em sítios como o canada, frança, alemanha...e ter conhecido muito mais pessoas de muitos mais paises...e que agora quando for a qualquer desses paises vou ser recebido (espero) da forma que tentei receber todos os que ficaram cá em casa!&lt;br /&gt;Para quem não sabe, o couchsurfing é uma comunidade de pessoas que partilham a paixao pela arte de viajar, sim porque na minha opinião é a 12ª arte (sim, já são 11, com a Computação gráfica em 11º), só não é a primeira porque não me cabe a mim decidir. Pode-se utilizar o hi5 como termo de comparação, para terem uma melhor ideia do que é o couchsurfing, mas digamos que o hi5 é a versão que passaria no horario nobre da tvi, enquanto que o couchsurfing passaria de madrugada na rtp 2. Todos os membros do couchsurfing disponibilizam um espaço a qualquer houtro membro que queira ficar na sua casa. E esta entreajuda permite que possamos viajar pelo mundo durante muito tempo sem gastar muito dinheiro (que é um problema com o qual nós jovens ja estamos familiarizados), gastando apenas dinheiro no transporte (a não ser que queiramos fazer como o meu amigo Auberi de Avignon, que anda à boleia!).&lt;br /&gt;O Couchsurfing alem de providenciar uma forma de conhecer o mundo sem gastar muito dinheiro, possibilita outra coisa, um conhecimento muito mais profundo dos lugares que visitamos. Não se fica a conhecer a cultura turística, o aspecto "comercial" do sítio que visitamos, mas sim as entranhas de cada uma das culturas. Sendo recebidos por pessoas como nós, com formas semelhantes de encarar a vida, acabamos por descobrir aspectos interessantissimos de cada cultura, em que esses nossos "guias" nos levam a conhecer a verdadeira essencia da cultura. Ainda hoje estava eu aqui à conversa com a Elizabeth do Quebec, que me teve a explicar alguns aspectos da sociedade canadiana, das rivalidades dentro da própria comunidade, das tradições, da vertente boémia...heheh&lt;br /&gt;Não sei se fui chato ou se vos consegui cativar pelos menos um pouco para este estilo de vida que eu tanto admiro...de qualquer forma este post foi patrocinado pelo www.couchsurfing.com&lt;a href="http://www.couchsurfing.com/"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255); font-weight: bold;" lang="EN"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);" lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, registem-se e juntem-se ao grupo daqueles que acham que a vida é curta demais para perdermos tempo com futilidades, com preconceitos estúpidos, que nos devemos abstrair das superficialidades e abraçar o que este mundo tem de melhor para nos oferecer, a multiculturalidade :)&lt;br /&gt;Ponto&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 19.2pt;"&gt;&lt;/p&gt;Segunda-Feira, 20 de Fevereiro de 2006&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-4407077001018747729?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/4407077001018747729/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=4407077001018747729&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/4407077001018747729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/4407077001018747729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/04/est-j-no-est.html' title='Surfando Sofás'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-8806344904568599059</id><published>2007-04-21T23:51:00.000+01:00</published><updated>2007-10-05T16:12:53.938+01:00</updated><title type='text'>A felicidade</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Como tudo na vida, a busca da felicidade é também um processo paradoxal. É tão fácil, e é tão difícil. É fácil porque é algo que depende apenas de nós, e de uma reforma de pensamento. Não exige nada de material ou externo, mas sim um trabalho interior. É difícil por isso mesmo, porque esse trabalho se efectua por essa zona tão próxima e tão distante, esse mundo para muitos imensamente desconhecido. É difícil iniciar o processo porque desde sempre que somos educados a viver para fora, a depender dos estímulos externos, e a deixar-nos afectar automaticamente por tudo o que se passa à nossa volta. Somos ensinados a pensar de uma determinada forma, e é tão difícil aceitar que basta querer para mudar. Mas o conformismo é um cancro social que perdura, e que se opõe à verdadeira realização... tenho de me conformar, não é?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas então e porque é que a felicidade é tão fácil de atingir? Simples, porque os recursos necessários encontram-se dentro da nossa mente, e porque todos os obstáculos possíveis e imagináveis se encontram no nosso mundo psíquico.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Já os budistas dizem, e com toda a razão, que todos os nossos problemas têm origem na nossa mente. Sendo assim, aprendendo a dominar a nossa mente, podemos ultrapassar eficazmente todos os nossos problemas. A prova de que os nossos supostos problemas residem na nossa interpretação das coisas, é o facto de o mesmo acontecimento poder ser encarado por duas pessoas, de forma totalmente diferente. Nada é objectivo, tudo é subjectivo. Se o que consideramos um problema fosse de facto, e objectivamente falando, um problema, sê-lo ia para qualquer pessoa. No entanto, o que para uns é uma dificuldade, por exemplo, é para outros uma grande oportunidade de crescimento. Resumindo: Seja qual&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;for o acontecimento com que nos deparamos, o ponto fulcral é a forma como o interpretamos. Podemos olhá-lo de forma positiva ou negativa, sendo o segundo tipo de abordagem a própria origem do suposto problema. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E aprendendo a arte do domínio mental, podemos alterar a forma como encaramos a vida e todos os acontecimentos com que nos deparamos, pois a forma como encaramos algo tem por base os pensamentos que deixamos entrar na nossa mente nesse preciso momento, e se dominarmos a nossa mente, escolhemos o que pensamos face a qualquer coisa com que nos deparemos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando nascemos, somos obrigados a aprender o domínio do nosso físico, para nos podermos movimentar no mundo, e para podermos sobreviver. Pouco a pouco aprendemos a usar os músculos das pernas e começarmos a andar, da mesma forma que aprendemos a usar as mãos, a comer, etc. Isto à partida parece suficiente. É suficiente para quem quer apenas sobreviver. Mas ficar-se pelo conhecimento do nosso corpo, e pela aprendizagem do seu manuseamento, é estagnar. Deve-se então passar ao nível seguinte, que é o nível onde compreendemos como a nossa mente funciona, para a podermos usar como usamos o nosso corpo... e em vez de apenas sobreviver, prosperar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando se compreende como a nossa mente funciona, quando se aprende a dominá-la, e usá-la em nosso proveito, todos os limites se esbatem, todos os obstáculos a uma vida feliz e realizada desaparecem gradualmente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Um ser humano que não aprende a dominar a sua mente, é um ser humano cuja mente reaje de forma quase mecanizada aos estímulos externos: temos de ter preocupações, temos de ter pensamentos tristes quando há acontecimentos externos tristes, temos de ficar aborrecidos quando acontece algo que não gostamos, etc. Quando aprendemos a dominar a nossa mente, quando apreendemos o seu funcionamento, percebemos que com a prática, assim como controlamos as músculos das pernas para andar, podemos controlar os pensamentos que pairam na nossa mente.  E a partir desse momento, tornamo-nos cada vez mais independentes do que se passa no exterior. Não reagimos de forma automática ao que acontece à nossa volta, mas escolhemos o que queremos pensar em cada momento da nossa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando temos um domínio mental avançado, podemos eliminar todos os pensamentos negativos e preocupações que nos atordoam, e podemos ter uma mente límpida, com apenas pensamentos positivos e agradáveis, criando assim uma visão optimista do mundo e da nossa vida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O domínio mental permite atingir um estado de total liberdade mental, pois a cada segundo que passa, somos nós que decidimos o que pensamos. E, como a forma como pensamos se reflecte na nossa vida, alguem quem domina constantemente os seus pensamentos, tem um total domínio da sua vida. A isto chama-se segurar as rédeas do destino.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Para terminar, uma citação de alguem que compreendeu, pelo menos em parte, como a domínio mental é a base de uma vida feliz e realizada:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“O preço da grandeza é assumirmos a responsabilidade por cada um dos nossos pensamentos”, Winston Churchill&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-8806344904568599059?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/8806344904568599059/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=8806344904568599059&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/8806344904568599059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/8806344904568599059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/04/felicidade.html' title='A felicidade'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-5668808540641496694</id><published>2007-04-05T23:59:00.000+01:00</published><updated>2007-04-06T00:35:50.403+01:00</updated><title type='text'>Inverter o prisma</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mundo está às avessas. Não admira que abunde a frustração e o conflito nesta terra de paz e felicidade rarefeitas. Tudo está ao contrario... Passamos os nossos dias virados para o exterior, a observar as pessoas que nos rodeiam, constantemente a avaliar e criticar. Não admira que a maior parte de nós chegue ao fim dos seus dias sem se conhecer a si próprio, sem conhecer a pessoa com quem nasceu, e ao lado da qual passou todos os seus dias. Se tivessemos nascido e vivido constantemente ao lado de outra pessoa, após alguns anos, concerteza que a iríamos conhecer muito bem... e no entanto parece tão difícil conhecermos a pessoa que vemos ao espelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como é que nos conhecemos? Da mesma forma que conhecemos qualquer outra coisa ou pessoa, observando... só que reorientando a perspectiva: observando-nos a nós próprios, aos nossos pensamentos e acções. Isto permite uma melhoria constante, uma melhor compreensão dos outros, e uma relativização do nosso "eu": a introspecção é a cura para o egocentrismo. A introspecção é de extrema importância porque nos permite melhorar, mas mais ainda pois só reconhecendo as nossas falhas e fraquezas podemos partir para a compreensão dos outros, das suas falhas e fraquezas. Isto acontece porque através da introspecção nos colocamos numa esfera superior, de observação de nós próprios, relativizando as nossas necessidades, e deixando de nos julgar o centro de todas as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse julgamento erróneo de que o universo gira à nossa volta, e para satisfazer as nossas necessidades, que estão à frente das necessidades das outras pessoas, é o outro motivo que me faz crer que o mundo está às avessas... que a nossa visão da realidade está deturpada. Esse egocentrismo que paira no céu das mentes dos sonâmbulos que por esta Terra vagueiam faz crer que as nossas necessidades pessoais estão acima das necessidades dos outros, do povo, da espécie. Desta forma vivemos para nós, vivemos para conseguir o melhor para nós, vivemos no nosso pequeno e insignificante mundo pessoal. Mas assim como devemos deixar de observar e julgar os outros para nos observar, e julgar, e melhorar... devemos também deixar de viver de forma egoísta, passando a ter uma visão mais humana e compreensiva dos nossos aliados na estrada da existência. Devemos compreender que temos uma dívida contínua a pagar, uma dívida àqueles que nos rodeiam pois sem eles nunca poderíamos existir, sobreviver, e prosperar. Devemos cumprir o nosso papel nessa cooperação Humana dando o melhor de nós aos outros, vivendo para os outros, adquirindo uma consciência global e uma ética humanista.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-5668808540641496694?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/5668808540641496694/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=5668808540641496694&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/5668808540641496694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/5668808540641496694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/04/inverter-o-prisma.html' title='Inverter o prisma'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-7840382054651736849</id><published>2007-03-28T02:35:00.000+01:00</published><updated>2007-03-28T02:58:32.502+01:00</updated><title type='text'>Vida</title><content type='html'>O coração é uma porta que se nos abre...&lt;br /&gt;Abre-nos para o mundo, abre-nos para os outros..&lt;br /&gt;Abre-nos para uma imensidão de estrelas e de tesouros...&lt;br /&gt;O coração abre as portas do amor eterno e omnipresente&lt;br /&gt;E revela-nos a verdadeira essência do mundo que nos rodeia&lt;br /&gt;Tudo é amor, tudo merece ser amado...&lt;br /&gt;Nestas simples linhas abro o meu coração...&lt;br /&gt;Nestas linhas o meu coração se abre como uma flor...&lt;br /&gt;E irradia a sua luz pelo mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como o rio flui para o mar&lt;br /&gt;Assim como a brisa corre no ar&lt;br /&gt;O coração faz a noite partir&lt;br /&gt;O coração faz a vida sorrir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu sangue corre nas veias da vida&lt;br /&gt;O seu bater da azo à paixão ardente&lt;br /&gt;O seu amor escorre-me por entre os dedos&lt;br /&gt;E sinto-me vivo e quente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu calor emana o espírito&lt;br /&gt;daqueles que têm coragem de o seguir&lt;br /&gt;E eleva-os...&lt;br /&gt;e exalta-os...&lt;br /&gt;e brilha...&lt;br /&gt;como um astro no centro do seu peito...&lt;br /&gt;e ergue-os a direito&lt;br /&gt;fa-lo com preceito&lt;br /&gt;rumo a um céu que é o seu próprio ser&lt;br /&gt;e que é o amar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-7840382054651736849?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/7840382054651736849/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=7840382054651736849&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/7840382054651736849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/7840382054651736849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/03/o-corao.html' title='Vida'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-4813402226659709008</id><published>2007-03-26T18:52:00.000+01:00</published><updated>2007-03-26T19:12:24.077+01:00</updated><title type='text'>Fogos Fátuos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"A vida do homem é uma grande caminhada que ele faz através da noite, rodeado de inimigos invisíveis, torturado pelo cansaço e pela dor, em direcção a uma meta que poucos podem esperar alcançar, e onde ninguém pode deter-se por muito tempo. Um após outro, à medida que avançam, os nossos companheiros afastam-se da nossa vista, apanhados pelas ordens silenciosas da morte omnipresente. É muito curto o lapso durante o qual podemos ajudá-los, durante o qual se decide a sua felicidade ou a sua miséria. Oxalá nos caiba derramar a luz do sol na sua senda, iluminar as suas dores com o bálsamo da simpatia, dar-lhes a pura alegria de um afecto que nunca se cansa, fortalecer o seu ânimo quebrado, inspirar-lhes fé nas horas de desespero"&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Bertrand Russell&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho este texto profundamente inspirador. A vida da maior parte das pessoas é um caminho repleto de desafios, testes, muitas vezes sobre a sombra da dor. Há quem tenha a força de transformar esse percurso num caminho de luz, de transformar a dor em crescimento, de superar os desafios, um a um, por si próprio. No entanto, grande parte das pessoas não o consegue fazer, e cede ao medo e à angústia, que dão lugar a conformismos disfarçados de bem-estar e prazer.&lt;br /&gt;Imaginemo-nos na situação descrita no texto: vagueamos pelo escuro (a vida), frequentemente tropeçando em inimigos de todos os tipos, enfrentando todo o tipo de desafios, passando por vários tipos de dor. De vez em quando cruzamo-nos com outras pessoas que percorrem os seus caminhos, muitas vezes similares aos nossos, outras totalmente diferentes. Há duas situações possíveis: as pessoas com quem nos cruzamos contagiam-nos com a sua angústia e tristeza, com a sua dor ou mesmo e apenas indiferença, em nada contribuíndo para a nossa caminhada; ou então contagiam-nos com a sua alegria e optimismo, partilham connosco um sorriso e dão-nos uma nova força para caminhar, nem que seja por mais uns metros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou apologista da segunda situação. Como tal, defendo que não nos devemos cruzar com ninguem sem partilhar algo de bom com essa pessoa, sem lhe oferecer algo que a faça ficar bem disposta mesmo que por uns segundos... nem que seja apenas um sorriso.&lt;br /&gt;Não exige muito de nós, redobra as nossas energias e o nosso ânimo e, acima de tudo, faz uma diferença (mesmo que seja pouca) no dia de alguem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-4813402226659709008?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/4813402226659709008/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=4813402226659709008&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/4813402226659709008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/4813402226659709008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/03/fogos-ftuos.html' title='Fogos Fátuos'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-7391367907015235821</id><published>2007-03-24T18:36:00.000Z</published><updated>2007-03-24T18:49:22.719Z</updated><title type='text'>Uno</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sento-me à janela&lt;br /&gt;e ponho-me a pensar...&lt;br /&gt;Deixo os pensamentos fluirem pelo céu da mente&lt;br /&gt;tal qual as nuvens que deslizam suavemente no horizonte&lt;br /&gt;Deixo expandir a consciência até me tornar ciente da minha insignificância...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espírito humano é tudo, um mundo, o universo&lt;br /&gt;no entanto não é nada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por entre um universo infinito, com milhões e milhões de galáxias, vivemos num minúsculo planeta, que orbita à volta de uma das inúmeras estrelas do universo, numa suburbana dessas galáxias... 6 Biliões de almas movem-se na azáfama da sua insignificância, como se fossem o universo.&lt;br /&gt;No fundo somos uma parte desse universo, todos somos um, partilhamos a mesma energia, mas não da forma que as nossas almas ingénuas se iludem. Somos tanto como cada núvem ou pássaro no céu, tanto como cada árvore que cresce ou cada rio que flui, somos pó das estrelas que se engrandece a si próprio...&lt;br /&gt;Que falta de humildade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo o céu e as núvens entrarem em mim, abro o coração e deixo entrar em mim o universo, dissolvo-me na imensidão do infinito e eterno...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou o mar, sou o vento e as estrelas, sou infinito e imortal, eu sou tu e tu és eu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sou eu...?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-7391367907015235821?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/7391367907015235821/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=7391367907015235821&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/7391367907015235821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/7391367907015235821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/03/uno.html' title='Uno'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-1712629172032919921</id><published>2007-03-23T17:49:00.000Z</published><updated>2007-03-23T18:14:29.931Z</updated><title type='text'>We Are One</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque se sentem tão feridas as pessoas quando são olhadas nos olhos? Será que sentem que o seu espaço é violado? Será que receiam que o olhar alheio perscrute e consiga ter um relance do mais íntimo das suas almas? Será por isso que depressa afastam o seu olhar para um sítio distante, lá bem dentro de si?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque reage a maior parte das pessoas com frieza a demonstrações de simpatia, carinho e compaixão por parte de desconhecidos?&lt;br /&gt;Porque não se conseguem as pessoas abrir para com estranhos, como se de irmãos tratassem? Porque existe a timidez, a vergonha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou na rua e vejo centenas de amigos a cada passo que dou. Vejo um cento de espíritos únicos e bonitos, cada um à sua maneira. Espíritos especiais, mas presos... presos às correntes da vergonha, do medo, e um milhão de outros sentimentos negativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai quem me dera poder viver num mundo de espíritos livres... um mundo onde pudesse sorrir para toda a gente, sem que me retribuíssem um olhar de espanto. Um mundo onde pudesse abraçar quem comigo se cruzasse na rua, como demonstração de amor fraterno. Que bom que era poder chegar ao pé de um desconhecido e dizer "essa roupa fica-te tão bem", "és muito especial, sabias?", "adoro a forma como sorris", ou "olhar para ti faz-me querer sorrir", ou simplesmente... "gosto muito de ti, irmão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não passa de uma utopia, mas cabe a cada um de nós ajudar um pouco para que o mundo onde vivemos se transforme gradualmente... e para que reine o amor entre uma espécie, onde tem reinado um grande afastamento entre amigos, uma enorme frieza entre irmãos, um luto constante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe a cada um de nós mudar a forma como olha para o mundo, e começar a olhar para o próximo como um ser Humano, que tem medos e que falha, tal como nós. Um ser Humano complexo, que tem carências tal como nós. Cabe a cada um de nós olhar, ver, e compreender. Ver que, independentemente do sexo, faixa etária, estrato social, etnia, religião, ideologia... somos todos iguais... todos Humanos... e todos irmãos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-1712629172032919921?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/1712629172032919921/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=1712629172032919921&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/1712629172032919921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/1712629172032919921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/03/we-are-one.html' title='We Are One'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-5552966489691836506</id><published>2007-03-20T21:01:00.000Z</published><updated>2008-12-11T10:26:45.865Z</updated><title type='text'>Uma estrela eterna</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/RgBUJazRZxI/AAAAAAAAAAU/ssqUeb1sGiI/s1600-h/Farrokh+Bulsara.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/RgBUJazRZxI/AAAAAAAAAAU/ssqUeb1sGiI/s320/Farrokh+Bulsara.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5044124103444883218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Algumas pessoas deviam viver para sempre, para que a luz emanada pela sua alma radiosa pudesse para sempre iluminar as nossas vidas. Há diversas pessoas que marcaram de forma profunda as disciplinas onde actuaram, e que serão para sempre lembrados pela Humanidade, seja pelas suas descobertas científicas, criações artísticas, ou odisseias humanistas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje não me apetece partir por devaneios abstractos, em filosofias, psicologias, ou utopias... Hoje apeteceu-me prestar homenagem a  um grande Homem, uma personalidade que na minha opinião marcou a história da música, pela capacidade de expressar a sua alma através da mesma música, pelo seu carácter único, absolutamente inconfundível.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro que me estou a referir a Farrokh Bulsara. O grande homem cuja presença em palco levou à euforia multidões, e marcou gerações, cuja indumentária tão excêntrica e característica nunca será esquecida, e cuja voz ecoará durante muitos e muitos anos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nasceu a 5 de Setembro de 1948, em Stone Town, na ilha Zanzibar, e foi educado em Mumbai, na Índia, onde deu também os primeiros passos na educação musical, aprendendo piano. Com 18 anos, foi para Inglaterra onde se licenciou em Design Gráfico e Artístico.  Mais tarde, juntou-se à banda &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Smile,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;que pertencia a um colega universitário, com quem ensaiou e onde ajudou a escrever algumas letras. Ao mesmo tempo foi tendo outras experiências noutras bandas, alternando entre guitarrista e vocalista. Por fim, quando o vocalista dos Smile abandonou a banda, Farrokh voltou a "tempo inteiro", tornando-se vocalista e mudando o nome da banda para Queen.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No que toca a relacionamentos, teve uma única mulher ao longo de toda a sua vida, chamada Mary, que considerava a sua melhor amiga e o seu único e verdadeiro amor, mantendo relações com inúmeros amantes, masculinos, visto ser assumidamente bissexual.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro que este Homem de calças brancas e casaco amarelo, que vivia de forma tão apaixonada, e contagiava todos os que ouviam com essa paixão, ficou mais conhecido por outro nome: Freddy Mercury.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dia 24 de Novembro de 1991, Farrokh morre em sua casa, com pneumonia derivada de SIDA, deixando para trás milhares e milhares de corações partidos, e uma extensa discografia, com inúmeros títulos que marcaram a história da música, como Bohemian Rhapsody, We Will Rock You, We Are The Champions, A Kind Of Magic, Another One Bites The Dust, e muitas muitas outras...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Que mais há para dizer...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rest in peace, Freddy...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-5552966489691836506?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/5552966489691836506/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=5552966489691836506&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/5552966489691836506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/5552966489691836506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/03/uma-estrela-eterna.html' title='Uma estrela eterna'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pdfzWFo78O4/RgBUJazRZxI/AAAAAAAAAAU/ssqUeb1sGiI/s72-c/Farrokh+Bulsara.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-4501378146409436542</id><published>2007-03-07T23:53:00.000Z</published><updated>2007-03-08T00:28:53.854Z</updated><title type='text'>My Way...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para mim a felicidade depende de poucas coisas... é essa a vantagem de nos conhecermos, eliminamos o que não é indispensável, cingindo-nos a poucas coisas mas de grande valor para nós. Por isso acho que o auto-conhecimento simplifica a vida.&lt;br /&gt;Os meus maiores objectivos são poucos, mas suficientes para ocupar uma vida inteira. Não peço uma boa casa, um carro potente, nem o último modelo de plasmas da Sony. Aliás, nem televisão quero!&lt;br /&gt;Para mim os grandes desafios da vida são o auto-conhecimento, a auto-melhoria, a aprendizagem, e uma contribuição para o desenvolvimento humano.&lt;br /&gt;O auto-conhecimento é a mais bela das viagens... uma misteriosa e profunda viagem, que nos leva a conhecer os mais recônditos recantos do nosso espírito. É uma viagem sem fim cujos prazeres são indescritíveis e, acima de tudo, únicos!&lt;br /&gt;A auto-melhoria, ou como diriam os mestres Zen japoneses, o "Kaizen", consiste na auto-avaliação e auto-crescimento contínuo e permanente. Consiste numa atenção constante dos nossos pensamentos e acções. Aperfeiçoando o que se desenrola dentro das nossa mentes, aperfeiçoamos as nossas vidas. Se estivermos atentos poderemos reforçar e desenvolver os nossos pontos fortes, e eliminar os pontos fracos, assim como atingir uma interacção harmoniosa com os outros seres humanos.&lt;br /&gt;A associação do auto-conhecimento e da auto-melhoria é indispensável, e permite eliminarmos, um a um, todos os nossos medos e todos os pensamentos que de alguma forma reprimem as nossas acções. Permite também identificar os nossos pontos fortes, os nossos talentos, e desenvolvê-los ao máximo.&lt;br /&gt;A aprendizagem, por sua vez, impede-nos de estagnar, faz-nos crescer cada vez mais, num sentido diferente da auto-melhoria... O sentido da aquisição de sabedoria. O prazer de aprender é dos maiores na vida, faz-nos sentir mais completos, mais capazes, e acima de tudo faz-nos querer aprender mais.&lt;br /&gt;Julgo que a finalidade de todo este crescimento é por as nossas capacidades ao serviço da espécie, ao serviço do planeta, de uma comunidade cada vez mais global. No final da nossa vida nada terá mais importância para nos do que o bem que fizemos aos outros. Somos um só povo, uma unidade diversificada, uma unidade plural, e temos de nos consciencializar do nosso papel como "cidadãos do mundo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, e na minha opinião, o sentido da vida é tornarmo-nos aptos a dar uma contribuição válida ao mundo, e não sermos "apenas mais um" que vagueia pela superfície terrestre. E tornamo-nos aptos através do auto-conhecimento, da auto-melhoria e da aprendizagem. A missão fundamental de uma vida tem carácter genético e Humano. Genético porque devemos obedecer aos nossos genes, e dar essa nossa contribuição para participar na sobrevivência da espécie. Humano porque essa contibuição deve visar também e acima de tudo um desenvolvimento Humano. Não um desenvolvimento apenas tecnológico e económico, mas um desenvolvimento do ser humano na sua totalidade. Um desenvolvimento individual que o arme com as competências para enfrentar a vida de forma autónoma, e um desenvolvimento social, com uma inerente participação activa e democrática na comunidade mundial.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-4501378146409436542?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/4501378146409436542/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=4501378146409436542&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/4501378146409436542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/4501378146409436542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/03/my-way.html' title='My Way...'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-5112979612032236818</id><published>2007-03-01T14:24:00.000Z</published><updated>2007-03-01T15:11:22.705Z</updated><title type='text'>Diz-me quem és, e serás feliz</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O auto-conhecimento é o caminho para o nosso destino, é o caminho para sermos nós próprios, nos tornarmos únicos. E que quero eu dizer com destino? A minha interpretação de destino é apenas atingirmos aquilo que temos de atingir, a felicidade... e a felicidade atinge-se fazendo o que gostamos de fazer, tendo as coisas a que damos mais valor, sendo nós próprios. O problema é que a maior parte das pessoas nem sabe responder a essas simples questões. Quando respondemos a essas questões, quer dizer que nos tornamos únicos, cientes da nossa singularidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330033;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem sou eu? Que quero fazer eu nesta vida? Qual é o meu maior objectivo? De que é que eu mais gosto? Não é assim tão vulgar conhecer pessoas que saibam responder a estas perguntas sobre si... É tão frustrante olhar ao espelho e não sabermos descrever a pessoa que vemos...&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330033;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E porque é que o auto-conhecimento é tão importante para atingirmos o nosso destino?&lt;br /&gt;Quanto melhor sabemos o que queremos, mais força temos para o atingir... acho que isto é garantido... quanto melhor sabemos o que queremos, mais convictos nos tornamos, e mais força temos para seguir essas convicções. Por outro lado, quanto melhor nos conhecemos e sabemos como funcionamos, mais facilmente usamos todos os recursos que temos à nossa disposição (assim como usamos melhor uma ferramenta melhor quanto mais percebemos como ela funciona).&lt;br /&gt;E o auto-conhecimento é tão importante para a nossa felicidade, porque nos permite perceber a forma como funcionamos, descobrir do que mais gostamos, e o que realmente queremos fazer ao longo da nossa vida. Depois de termos todas essas certezas, e de sabermos como agir de forma a sermos o queremos ser, seremos muito mais eficazes na obtenção da vida que queremos. É muito vulgar encontrar pessoas que se queixam por não terem a vida que desejam, quando nem sabem realmente o que desejam da vida.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330033;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando nos conhecemos, deixamos de interpretar o papel da nossa personagem social, para nos moldarmos cada vez mais... e cada vez mais nos dirigirmos em direcção ao que nascemos para ser... Simplesmente nós próprios. Há alguma coisa pela qual valha a pena lutar mais? Dinheiro? Posses? Prazer? Tudo é superficial, quando comparado ao que se passa bem dentro de nós. E mesmo para aqueles para quem esses valores externos e efémeros são mais importantes, o autoconhecimento é uma mais valia, pois é a melhor forma de os obter e desfrutar deles. Quanto melhor nos conhecermos, melhor nos deslocaremos na estrada da vida, e saberemos para onde essa estrada nos levará.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330033;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muitas pessoas (demais) julgam que o autoconhecimento é algo secundário... primeiro devemos nos dedicar ao estudo, depois a uma carreira, depois à construção de uma família... e depois, pode ser que sobre um tempinho, quem sabe na reforma, entre dois jogos de dominó, para a reflexão pessoal, e para nos conhecermos. O que não percebem é que nos devemos conhecer primeiro, para poder eliminar da nossa vida tudo o que é irrelevante. Para descobrirmos quais as coisas que mais queremos da vida, pelas quais daríamos tudo... Aí sim, teremos certezas das coisas que fazemos, pois estão de acordo com a nossa consciência, e agiremos com uma total auto-confiança, pois auto-confiança e dúvida não podem coexistir.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330033;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conhecendo-nos a nós próprios, marcharemos triunfalmente e de forma confiante, rumo a objectivos por nós traçados, e a nossa vida será um único e contínuo prazer.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330033;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;So, how well do you think you know yourself?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-5112979612032236818?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/5112979612032236818/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=5112979612032236818&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/5112979612032236818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/5112979612032236818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/03/diz-me-quem-s-e-sers-feliz.html' title='Diz-me quem és, e serás feliz'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-459147137331215605</id><published>2007-02-26T18:22:00.000Z</published><updated>2007-02-26T18:31:25.412Z</updated><title type='text'>Ego...que?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O egocentrismo é uma demonstração tão grande de ignorância... Como pode a mente de um ser humano ser tão ingénua ao ponto de se considerar de alguma forma superior ou mais importante que a de qualquer outro?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A nossa espécie é como uma máquina gigante, em que as pretensões e sonhos de cada parafuso ou alavanca não têm importância, se não visarem o bem estar e funcionamento geral. Nós só passamos a ser alguém a partir do momento que dedicamos esforços para atingir um bem comum... Até lá podemos ser considerados ausentes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O esforço colectivo é significativo porque é superior à soma de todas as partes... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um ser humano só é completo quando compreende isto, e assume a sua responsabilidade humana, a responsabilidade para com a espécie. Só é completo e significante quando compreende o seu dever de contribuir de alguma forma para a melhoria do mundo em que vivemos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-459147137331215605?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/459147137331215605/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=459147137331215605&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/459147137331215605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/459147137331215605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/02/egoque.html' title='Ego...que?'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-7634115250416697729</id><published>2007-02-22T18:41:00.000Z</published><updated>2007-02-22T18:50:57.699Z</updated><title type='text'>O que é a liberdade?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A verdadeira liberdade emerge quando libertamos a nossa mente e o nosso coração de todos os pensamentos e sentimentos que nos reprimem. Surge quando deixamos de ser reprimidos por medos, vergonhas, ansiedades, e todo o tipo de preocupações... Enfim, todos os pensamentos e sentimentos que nos fazem duvidar de nós próprios, da nossa capacidade de ser bem sucedidos, seja na mais simples interacção humana, seja na mais ambiciosa carreira.&lt;br /&gt;Quando sentimos total confiança em nós próprios para pensar, falar, agir e interagir com toda a segurança, ou seja, quando eliminamos todos esses pensamentos e sentimentos negativos, sentimos essa liberdade.&lt;br /&gt;É uma liberdade que não tem limites, e nos deixa crescer até ao expoente máximo do nosso ser, da nossa expressão... É uma liberdade que nos deixa ser grandiosos e mostrar ao mundo os nossos talentos únicos... e cujos travões assentam única e exclusivamente no respeito pelos outros, pela unicidade de cada um...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-7634115250416697729?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/7634115250416697729/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=7634115250416697729&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/7634115250416697729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/7634115250416697729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/02/o-que-liberdade.html' title='O que é a liberdade?'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-4838906774152376091</id><published>2007-02-22T18:37:00.000Z</published><updated>2007-02-22T18:41:07.742Z</updated><title type='text'>Quem não sabe é como quem não vê</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Como podemos julgar ter uma percepção próxima da realidade,  quando há ainda tanto conhecimento que nos escapa?&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;Com isto quero dizer que só conseguimos ter uma percepção  correcta daquilo que conhecemos, ou melhor, daquilo que compreendemos. Basta  adquirir um conhecimento novo para, a partir desse momento, repararmos  em algo  que tinha estado à nossa frente o tempo todo, e começarmos a encontrar esse algo  inúmeras vezes no nosso quotidiano. Quando adquirimos um conhecimento novo  ficamos mais conscientes, ficamos mais atentos, ou melhor, com uma atenção  diferente, mais aberta.&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;Por exemplo, achei interessantíssimo quando li que temos um  tipo de neurónios, que se chamam neurónios espelho, que são responsáveis por  imitações involuntárias de gestos ou acções de outras pessoas. Quando alguém ri  para nós, por exemplo, muitas vezes rimos sem nos dar de conta, pois os nossos neurónios  espelho "reflectem" a expressão da outra pessoa. A partir do dia em que li  comecei a estar mais atento ao comportamento das pessoas, e é incrível o número  de vezes que isso acontece! Somos autênticos macacos de imitação! Comecei a ver  acontecer em todo o lado, a toda a hora, algo que não notaria se nunca tivesse  lido aquele texto. E o mesmo se passa com grande parte do conhecimento. Temos  uma percepção que julgamos real das coisas...mas que vai sendo gradualmente  alterada à medida que adquirimos novos conhecimentos de como as coisas são e  funcionam.&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;Sendo assim, imaginemos a quantidade de coisas que podemos  estar a perder a cada segundo que passa, estando elas mesmo à nossa frente, só  porque nunca nos disseram que elas existiam!&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;Li que, quando Colombo chegou às Caraíbas, os índios não  conseguiram ver os barcos do navegador por vários dias, estando eles mesmo em  frente à praia. Os seus cérebros não conseguiam processar aquela imagem, porque  era algo totalmente diferente de qualquer coisa que eles conhecessem!&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;É também sabido que o nosso cérebro processa apenas alguns  milhares de estímulos exteriores, dos milhões e milhões com que somos  bombardeados a todo o segundo...&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;Da quantidade inicial de estímulos, eliminamos logo à partida  uma grande parte, com os nossos sentidos...e dos restante eliminamos muito mais  com a nossa "interpretação" das coisas. Associamos, dissociamos, criamos  juizos...e após um longo e complexo processo mental, criamos uma perspectiva  mental daquilo com que nos deparamos. Claro que isto dura fracções de segundo,  mas é o suficiente para alterar a percepção da realidade.&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;Então até que ponto a percepção que temos do mundo que nos  rodeia é próxima sequer da realidade?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-4838906774152376091?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/4838906774152376091/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=4838906774152376091&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/4838906774152376091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/4838906774152376091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/02/quem-no-sabe-como-quem-no-v.html' title='Quem não sabe é como quem não vê'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-1040213480102359045</id><published>2007-02-11T11:10:00.000Z</published><updated>2007-02-10T17:31:54.066Z</updated><title type='text'>Suficiente +</title><content type='html'>Acordo e vou à janela...&lt;br /&gt;Olho para fora e vejo um mundo...&lt;br /&gt;Vejo uma terra onde tudo é perfeito,&lt;br /&gt;desde o mais árido deserto, à mais pura cascata,&lt;br /&gt;desde o pico mais alto, à maior das profundezas,&lt;br /&gt;mesmo à profundeza do coração humano...&lt;br /&gt;Vejo o Yin de um lado&lt;br /&gt;Vejo o Yang do outro&lt;br /&gt;Mas no conjunto, tudo é perfeito, tudo é como tem de ser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é um equilíbrio&lt;br /&gt;Entre povos diferentes&lt;br /&gt;Entre culturas diferentes&lt;br /&gt;Entre Homens diferentes&lt;br /&gt;Entre visões e ambições diferentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo tem de existir&lt;br /&gt;para que o equilíbrio exista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto será que caminhamos para um destino comum?&lt;br /&gt;Ou será que as disparidades se manterão para todo o sempre?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é um teste...&lt;br /&gt;Um teste a uma espécie...&lt;br /&gt;Um teste para saber se conseguimos...&lt;br /&gt;Se conseguimos, antes demais, sobreviver&lt;br /&gt;Se conseguimos também prosperar&lt;br /&gt;Se conseguimos nos entender&lt;br /&gt;e talvez perceber&lt;br /&gt;Que sempre fomos, e sempre seremos, Um&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um teste à nossa capacidade&lt;br /&gt;de funcionar como espécie&lt;br /&gt;que cohabita em harmonia&lt;br /&gt;e partilha um projecto comum&lt;br /&gt;de atingir a Paz&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-1040213480102359045?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/1040213480102359045/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=1040213480102359045&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/1040213480102359045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/1040213480102359045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/02/suficiente.html' title='Suficiente +'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-5826347018530141521</id><published>2007-02-10T16:19:00.000Z</published><updated>2007-10-05T23:09:49.261+01:00</updated><title type='text'>Meditação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há várias definições de meditação, e há várias explicações possíveis, dependendo da tradição associada. Nenhuma delas pode ser provada como correcta, e cabe então a cada um escolher aquela em que quer acreditar, que faz mais sentido para si. Para algumas pessoas meditar é apenas sentar-te numa posição confortável e observar a respiração, para a tradição Zen tanto é estar sentado, como depois se completa com a meditação em andamento. E além dessas perspectivas, há muitas outras. Em termos de objectivos, a meditação é, para alguns, uma fuga ao stress e uma forma de se manter saudável, enquanto que para outros é a busca da chamada "iluminação".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A cultura ocidental tem vindo a adoptar a meditação, mas por enquanto, "apenas" visando o seu bem-estar, quer seja físico, mental, ou espiritual. Digo apenas, não porque tal seja pouco importante, mas porque pode ir muito além disso. E isso verifica-se na cultura oriental, em que a meditação representa, na maior parte das vezes, uma busca da "verdadeira identidade".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas então, e o que é a Meditação?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para compreender a meditação, é preciso primeiro compreender que o nosso ser se divide em corpo, mente, e que há algo mais, que poderá ser chamado de alma, ou consciência. O corpo é a parte física, instintiva, e animal. A mente é uma parte imaterial com uma origem física, que é o cérebro. E a consciência é algo que está para além do corpo e da mente, e que na maior parte pessoas se encontra quase adormecida. É algo imaterial, espiritual, sem origens físicas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nós podemos controlar o nosso corpo, através do nosso sistema motor, por "ordens" enviadas pelo cérebro. Podemos também usar a nossa mente, através de uma aprendizagem e da prática. Mas não podemos usar nem controlar a nossa conciência. A nossa consciência simplesmente "É", é algo único e imutável.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desde o dia em que nascemos que o nosso corpo cresce e se desenvolve. Desde o dia em que nascemos, que alimentamos a nossa mente com todo o tipo de informação, de conhecimento. Criam-se os conceitos, os valores, ideologias, memórias, desenvolve-se o raciocínio e a lógica. Mas a consciência permanece imutável.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A nossa consciência é como uma superfície lisa e brilhante, como um espelho. E à medida que vamos vivendo em sociedade e "crescendo", vamos cada vez mais acumulando camadas de pó em cima dessa superfície. Vamos sendo limitados na nossa percepção do que nos rodeia, e pior, na nossa percepção de nós próprios. O nosso comportamento vai sendo moldado, assim como a nossa perspectiva das coisas, segundo as influências da sociedade. Temos de aprender a nos comportar como os outros e ver as coisas como os outros, pois se somos diferentes, somos alvos de discriminação. Uma criança ri de forma genuína, olha as coisas de forma genuína, e comporta-se de forma genuína. Mas os adultos têm de se comportar de acordo com o aceite pela sociedade, com o definido como "normal"...e quanto mais o tempo passa, mais se afastam do seu ser original. As paixoes de infância perdem-se, a alegria e o entusiasmo, a autenticidade e ingenuidade. Grande parte da beleza do nosso ser é coberta com uma espécie de armadura que nos faz esquecer quem realmente somos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A beleza da meditação é permitir-nos voltar a esse estado de pureza há muito perdida. Meditação é consciência. À medida que meditamos, e quanto mais profundo é o estado de meditação, mais nos livramos do pó que reside na consciência, originário da mente, mais nos livramos de todos os ensinamentos que nos foram transmitidos desde crianças. Claro que, depois de atingirmos o estado mais profundo de meditação, podemos sempre voltar a usar a mente e todo o seu conhecimento quando quisermos, mas apenas como uma ferramenta, mantendo a nossa unicidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando estamos num estado de meditação, olhamos para qualquer coisa como se fosse a primeira vez, porque como a mente se encontra ausente, não existe memória de alguma vez termos visto o que está à nossa frente. Quando estamos num estado de meditação, tratamos toda a gente de forma igual, não temos ensinamentos que nos permitam diferenciar as pessoas, de acordo com a sua aparência, ideologia, ou qualquer outro critério. Nem será preciso dizer que num estado meditativo não existe preconceito. Vemos as coisas como elas realmente são, daí se dizer que meditação é verdade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para conseguir compreender tudo isto, é necessário compreender que para meditar não é necessário estar sentado, deitado, ou em nenhuma posição específica. A meditação é um estado de ausência de mente. um estado em que o que está presente é a consciência. Este estado pode ser atingido, com a prática, em qualquer local ou situação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A nossa mente está constantemente a trabalhar, quer estejamos a dormir (sonhos), a comer, tomar banho, a andar... raramente pára! Sempre activa e a pensar. E isso torna-nos ausentes, não estamos presentes. Quem nunca reparou em pessoas sentadas na rua a olhar para lado nenhum, absorvidas nos seus pensamentos? Elas não estão a viver o presente, estão ausentes. Passamos grande parte do dia nesse estado ausente. E a meditação é conseguirmos deixar de usar a mente quando não é necessária, deixá-la parar e estar constantemente presentes, onde quer que estejamos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;99% das vezes em que estamos ausentes, vagueamos em memórias ou pensamentos relativos ao futuro, ou seja, raramente vivemos o presente. O passado e o futuro não existem, e no entanto insistimos em tentar vivê-los. Para estar completamente no presente não pode haver pensamento, para que todas as nossas energias se virem para a percepção que temos do exterior, e não sejam gastas nos impulsos eléctricos gerados pelos nossos pensamentos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Resumindo e concluindo, um estado de verdadeira meditação, é um estado em que apenas utilizamos a nossa mente para fins de raciocínio ou comunicação, tarefas que exijam pensamento e verbalização. Em que, além desse momentos, a nossa mente pára, e toda a nossa atenção está virada para o presente. E finalmente, é um estado em que, não havendo a mente e todas as memórias e os ensinamentos do passado, sentimos que somos a nossa consciência e sentimos quem realmente somos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-5826347018530141521?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/5826347018530141521/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=5826347018530141521&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/5826347018530141521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/5826347018530141521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/02/meditao.html' title='Meditação'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-4047726726157683689</id><published>2007-02-06T22:56:00.000Z</published><updated>2007-02-07T02:04:08.512Z</updated><title type='text'>Meditação, um caminho para a Paz</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há pessoas que dizem que a vida é difícil e complicada, outras defendem que a vida é generosa e muito simples. Eu defendo a segunda perspectiva pois acho que nós vemos as coisas de acordo com a forma como funcionamos. Se aprendermos a funcionar de uma forma mais simples, a nossa visão das coisas tornar-se-á mais simples. E o que é funcionar de forma mais simples...? Na minha opinião será viver mais com o coração e a consciência do que com a mente e a razão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A mente é um instrumento poderosíssimo de potencial quase infinito, se não mesmo infinito. É de grande utilidade, se utilizada com sabedoria. Mas um mundo de pessoas que são controladas pela mente e se identificam com ela, julgam que eles e a mente são a mesma coisa, não é um mundo de pessoas sábias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A mente é uma ferramenta duma estrutura muito maior e mais completa. A consciência, ou espírito, ou alma, é algo muito mais profundo, e mais próximo do nosso verdadeiro ser. A mente deve ser utilizada pela consciência nas tarefas racionais da nossa vida. Deve ser utilizada para todo o tipo de comunicação e raciocínio. O problema é que a maior parte das pessoas usa a mente para isso, mas mesmo quando não executa nenhuma dessas tarefas, a mente não pára de funcionar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estamos constantemente num estado de sonambulismo, mais ausentes que presentes, perdidos nos nossos pensamentos, enquanto uma vida cheia de coisas belas passa à nossa frente. Desviamos a nossa atenção para o passado ou para o futuro...nesses pensamentos distantes, porque a maior parte das vezes nós é que somos controlados pela mente, e não ao contrário. E ela não pára de funcionar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Devemos usa-la para nosso proveito, pois é indispensável. Mas devemos dar-lhe descanso quando não é necessária.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É aqui que entra a meditação. A meditação é um estado de não-mente. Um estado em que a mente se acalma e pára por completo. E então podemos desviar as nossas atenções por completo para o que nos rodeia, em vez de andarmos perdidos dentro de nós, nos nossos pensamentos. Quando deixamos de virar a nossa atenção para esses pensamentos, num estado meditativo, e observamos as coisas à nossa volta, estamos mais presentes e alertas, e daí o termo "despertar" ser utilizado pelo Budismo, para descrever o atingir de um estado profundo de meditação, como supostamente foi atingido pelos Budas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando a mente se acalma através da meditação continuamos vivos, e bem mais vivos que antes. Mas passamos a funcionar de outra forma, vivemos através da consciência, ou do coração.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando olhamos o mundo usando lentes vermelhas, vemos o mundo vermelho, ou seja, o que vemos depende da perspectiva adoptada. Utilizando a perspectiva mental, é normal que compliquemos o que é simples. A mente é um instrumento muitíssimo complexo, e só sabe ver as coisas de forma complexa. Se, através da meditação, ou de qualquer outro método (se possível) vivermos mais com a consciência e o coração, através desses processos mais simples, a vida tornar-se incrivelmente mais simples, porque a consciência, ao contrário da mente, vê duma maneira simples, pois ela própria é simples.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E quanto mais aprendermos a dosear a utilização da mente, mais rapidamente os nossos problemas desapareceram. Todos os sentimentos negativos, que originam todo o tipo de problemas no nosso mundo, têm origem em pensamentos: o preconceito é um pensamento; a inveja tem origem no pensamento de querermos ter tanto como o outro, por exemplo; todos os outros sentimentos negativos, como a ganância, têm origem em pensamentos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se aprendermos a dominar a nossa mente, acalma-la, e viver conscientes, ausentes de pensamentos quando estes não são necessários...com o reduzir da actividade mental e do número de pensamentos, iremos ter menos pensamentos negativos, e logo menos sentimentos negativos e comportamentos negativos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A mente é valiosíssima e muito muito útil, mas todos os aspectos negativos do ser humano, vêm também da mente. O ser irracional apenas compete e faz o mal por instinto de sobrevivência, o Homem faz intencionalmente, por causa da mente. Se atingissemos um estado permanente de meditação, iríamo-nos comportar duma forma mais parecida com os animais, no aspecto social, na medida em que seria mais harmoniosa e desprovida de negatividade, e continuaríamos a poder utilizar a nossa mente, mas apenas quando quiséssemos, e não quando ela decidisse tomar o controlo. A consciência iria passar mais tempo no leme da nossa vida, e a consciência nunca está errada, a consciência sabe sempre como agir da forma correcta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que nos pode fazer ter pensamentos que vão contra os princípios fundamentais da humanidade, de igualdade e respeito, que vão além de todas as crenças e ideologias, é a educação que recebemos ao longo da vida. Mas logo aí, a educação é algo que está incutido na mente. Ao vivermos com a consciência e não com a mente, todos esses pensamentos adquiridos através da nossa aprendizagem desvaneceriam e deixaríamos de agir de forma errada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O problema é que não podemos obrigar ninguém a meditar, tem que ser a pessoa a querer e dar o primeiro passo. Mas quando desse, ao sentir a paz de espírito que a meditação trás, como poderia não interagir harmoniosamente com o mundo? Afinal, nós não exteriorizamos o que sentimos? Quem se sente irado, exterioriza ira; Quem se sente triste emana tristeza; Quem sente paz, emana paz.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-4047726726157683689?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/4047726726157683689/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=4047726726157683689&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/4047726726157683689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/4047726726157683689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/02/o-grau-de-simplicidade-depende-da.html' title='Meditação, um caminho para a Paz'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-5169971800729565375</id><published>2007-02-06T17:28:00.000Z</published><updated>2007-02-06T17:31:37.608Z</updated><title type='text'>Utopizices...</title><content type='html'>&lt;em&gt;Uma utopia só o é enquanto um ou poucos sonharem com ela... Quando a maioria ou todos sonharem com ela, deixa de ser uma utopia, passa a ser uma realidade.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-5169971800729565375?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/5169971800729565375/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=5169971800729565375&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/5169971800729565375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/5169971800729565375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/02/utopizices.html' title='Utopizices...'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-8356038485029102807</id><published>2007-02-05T11:31:00.000Z</published><updated>2007-02-05T12:11:00.685Z</updated><title type='text'>Viajar é aprender...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não me quero tornar repetitivo, mas não podia deixar de completar o post anterior...que, diga-se de passagem, já estava um pouco extenso... :)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Disse que o verdadeiro crecimento humano é o crescimento global, o crescimento que se adquire quando viajamos, e quando conhecemos e compreendemos os nossos "vizinhos". E não, não estou a falar só dos espanhóis, porque o mundo se torna mais pequeno a cada dia que passa! :)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Poderiam dizer que não, e que o verdadeiro crescimento é o interior, mas quando digo verdadeiro, digo mais completo. E o ser humano é, quer queiramos quer não, um ser social. É um ser que só se encontra completo na sua essência quando socializa, quando interage com os outros seres da sua espécie. Por isso, por mais importante que seja o crescimento interior (que é, sem dúvida, de valor inestimável), nunca será um crecimento completo, porque lhe falta a componente social, que o completa e torna verdadeiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acho que o crescimento global, social, tanto faz, é mais que uma opção, é uma responsabilidade. Uma responsabilidade de cumprirmos para com os nossos deveres de pertencer a uma "espécie social". Temos de interagir, e temos de nos desenvolver em conjunto, não faz sentido ser doutra forma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para nos desenvolvermos em conjunto, temos de partilhar conhecimentos, temos de unir esforços. A primeira coisa a desenvolver é, e não me canso de bater nestas 8 teclas (podem contar para confirmar), eliminar todo e qualquer tipo de PRECONCEITO. Se tivermos preconceito em relação a alguem, não podemos nos abrir a essa pessoa, e ao conhecimento que tem para nos transmitir. Quando abolimos totalmente o preconceito, ficamos mais abertos aos outros, e aí podemos começar a trabalhar em conjunto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A nível global, respeitando as diferenças, respeitando os diferentes pontos de vista e valores, as diferentes religiões, as diferentes culturas, ficamos abertos a retirar para nós e aprender tudo o que têm de proveitoso. E acredito que toda a gente, mas mesmo toda a gente, tem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Num mundo em que se cooperasse desta forma, iríamos desenvolver-nos muito mais rapidamente e, mais importante, iríamos desenvolver-nos na direcção dum mundo melhor em todos os aspectos. Desde a paz ao desenvolvimento tecnológico, cultural, espiritual...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É aqui que entram as viagens. Além de serem uma grande ajuda na destruição desse grande mal que é o preconceito, são a melhor forma de ir buscar esse conhecimento, essa sabedoria. Viajarmos pelo mundo permite-nos absorver tudo o que de bom têm os outros povos para nos ensinar. E isto pode ser aplicado em qualquer campo, tanto para um homem de negócios, racional, cuja prioridade é o sucesso profissional, que ao viajar, poderá aprender novas técnicas de marketing e gestão, adquirir conhecimento de novas tecnologias disponíveis, etc., como para crescimento pessoal derivado do intercâmbio cultural, como para um artista que busca inspiração, um cozinheiro que vai aprender novas técnicas e receitas, incluindo exóticas, etc. E isto aplica-se a todas as áreas da nossa vida. Lidar com a diferença da forma adequada faz-nos amadurecer em todos os sentidos. Estamos em muitas formas a exercitar o nosso cérebro, e isso estimula a nossa inteligência e também a nossa imaginação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No fundo, permite-nos crescer da forma que pretendermos, dependendo da personalidade de cada um, e dos objectivos que tem estabelecidos para si, mas quase sempre de uma forma positiva.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-8356038485029102807?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/8356038485029102807/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=8356038485029102807&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/8356038485029102807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/8356038485029102807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/02/viajar-aprender.html' title='Viajar é aprender...'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-4756173683938629036</id><published>2007-02-05T10:33:00.000Z</published><updated>2007-02-05T11:30:19.075Z</updated><title type='text'>Viajar é Crescer...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Viajar é uma das coisas que me dá mais prazer na vida...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Viajar é uma das experiências mais enriquecedoras que existem...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por vezes julgamos que é uma experiência para um restrito número de pessoas, mas digo por experiência própria que não o é: é uma questão de prioridades... se a nossa prioridade e paixão for realmente viajar, há 1001 formas de o fazer quase sem dinheiro, basta muita dedicação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E é algo em que julgo que vale a pena investir, porque é algo que nos proporciona um profundo bem estar, mas acima de tudo, um grande crescimento pessoal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma pessoa que nasce e vive numa ilha, por exemplo, sem nunca sair dela para proceder a esse belo intercâmbio cultural que é viajar, tem (e eu bem o sei), regra geral, uma mentalidade um pouco limitada, e muito preconceituosa. Na minha perspectiva, a raiz do preconceito é a ignorância, na qual se baseia a intolerância. O preconceito e a intolerância derivam do não confronto com situações diferentes, neste caso culturas e valores, um número "suficiente" de vezes. Agora o problema será definir esse número...mas isso vai da experiência de cada um... À medida que vamos lidando com uma situação que nos é estranha, em relação à qual se pode gerar algum preconceito, começamos a compreender melhor, e com a compreensão vem a harmonia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma pessoa que está educada de uma forma, e vive numa sociedade em que todos são educados da mesma forma, e que não tem contacto com culturas diferentes, torna-se de certa forma ignorante, intolerante, e muitas vezes preconceituosa. Atenção à palavra ignorância. Não tenciono de forma alguma culpar uma pessoa por ser ignorante (quem sou eu para para isso?), ou rebaixá-la relativamente às outras, pois defendo a igualdade entre todas as pessoas, e acredito que só não fazemos melhor quando não sabemos fazer melhor, e logo uma pessoa ignorante só o é se não foi "ensinada a não o ser".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A diferença para uma pessoa educada em tal ambiente cultural, em que não é confrontada com diferenças culturais, é confusa. Ser confrontada com valores diferentes dos seus, por vezes totalmente diferentes dos seus, é confuso, podendo chegar a ser totalmente incompreensível.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O cérebro humano vive muito à base da habituação, podemos reparar nisso em milhares de situações no nosso quotidiano, e se nunca foi confrontado com uma diferença, neste caso cultural, não está habituado a ela. À medida que for confrontado com valores e mentalidades diferentes, vai habituar-se à situação, e vai começar a se tornar mais tolerante (claro que isto é na maioria dos casos, pois quase todas as regras têm excepção). Este é um processo que depende de muitos outros factores, e daí derivam as excepções. Uma pessoa, que por exemplo possa evitar o contacto com essas valores e culturas diferentes, que não seja obrigatoriamente exposta à diferença, pode perfeitamente refugiar-se e enraizar-se na sua perspectiva das coisas, aumentado o preconceito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma pessoa intolerante que é confrontada com algo que não compreende, cria muitas vezes um preconceito (ou como eu costumo chamar, uma "crítica ignorante"), mas quando compreende a razão da diferença, o preconceito defaz-se.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma pessoa ao viajar, lida com uma grande variedade de culturas. Lida com mentalidades, valores, crenças diferentes da sua. Começa a compreender que a sua é "apenas mais uma", nem mais nem menos importante do que as outras. Começa a ser mais tolerante a todo o tipo de diferenças, e a aceitar os outros sem preconceitos. Este é um dos caminhos, talvez O caminho, para um mundo harmonioso e justo. Será uma utopia? O caminho é conhecermos e compreendermos os outros, as outras culturas, para coexistirmos nesta aldeia, cada dia que passa mais global.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este é o verdadeiro crescimento humano, o crescimento global, duma espécie que deveria, como todas as outras, viver em aproximação e solidariedade, em cooperação visando atingir um destino comum.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas tão importante como este crescimento, tão importante como conhecermos e compreendermos os outros, é importante nos conhecermos a nós próprios, é importante crescermos nós próprios.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E acho que viajar é uma das muitas ferramentas que podemos utilizar com esse objectivo, uma ferramenta das mais poderosas, diga-se de passagem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O nosso cérebro é muito associativo, funciona muito à base da associação, comparação, e relativização das coisas e situações. Quanto maior o número de situações nas quais observarmos uma pessoa, melhor a conhecemos; Quanto maior o número de experiências por que passarmos, mais nos conhecemos a nós próprios, porque sabemos como reagimos perante novas situações, estamos a adquirir mais conhecimento sobre nós próprios. As viagens são uma experiência que nos proporciona crescimento pessoal, porque são experiências intensas que nos fazem deparar com situações novas, nos fazem crescer interiormente, e expandem a nossa mentalidade em todos os sentidos. Tornam-nos mais tolerantes e compreensivos, e acho que só essas duas características já são suficientes para provar que viajar é, de facto, crescer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas a magnificência da arte de viajar é o conjugar do crescimento pessoal interior, com o crescimento pessoal social. É uma experiência tão enriquecedora porque nos permite chegar um pouco mais longe no caminho da auto-descoberta, mas também porque nos permite evoluir nas nossas relações com as outras pessoas, e consciencializarmo-nos de que, no fundo, somos um só povo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-4756173683938629036?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/4756173683938629036/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=4756173683938629036&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/4756173683938629036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/4756173683938629036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/02/viajar-crescer.html' title='Viajar é Crescer...'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-7210606949029778345</id><published>2007-01-24T06:52:00.000Z</published><updated>2007-01-24T07:03:24.264Z</updated><title type='text'>Motivação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Uma alma tende a vaguear se não tiver um farol que a ilumine, um objectivo que a guie. Há momentos em que a minha alma se afasta do caminho...Há momentos em que a chama da minha força de vontade e determinação é soprada pelos ventos da dúvida e da minha humanidade. Para esses momentos faço-me acompanhar de um texto, texto este que me relembra de que não devo abrandar, e reacende a chama da motivação:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Uma das coisas mais tristes que pode acontecer a um ser humano é despertar, grisalho e enrugado, no final de uma carreira improdutiva, para o facto de que, ao longo de todos esses anos, apenas usou uma pequena parte de si mesmo."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A ideia assusta-me, muito sinceramente, e redobro os esforços para não dar por mim nessa situação daqui a alguns anos. Assuta-me chegar a uma certa idade e pensar "podia ter feito muito melhor, tinha capacidades para mais...mas não fiz". Aplica-se a velha máxima que diz que não nos arrependemos do que fazemos, mas sim do que não fizemos. Não podia ser mais verdade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-7210606949029778345?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/7210606949029778345/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=7210606949029778345&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/7210606949029778345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/7210606949029778345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/01/motivao.html' title='Motivação'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-5572461501260843587</id><published>2007-01-19T04:53:00.000Z</published><updated>2007-01-19T05:28:08.224Z</updated><title type='text'>Necessidades...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Será assim tão difícil termos o que queremos?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ou será que queremos mais do que devíamos?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na minha opinião a única coisa que "temos" de querer ou necessitar são as satisfações para as nossas necessidades fisiológicas, para os nossos instintos animais, indispensáveis à nossa sobrevivência. Tudo o resto é dispensável, deriva do hábito, e baseia-se no carácter inconformista do ser humano. Este caracter inconformista seria bom no sentido de querermos ser melhores, mas como tudo tem o seu lado negativo, e afecta seriamente a nossa felicidade, pois faz com que nunca estejamos satisfeitos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quanto maiores as nossas necessidades, maior a nossa infelicidade e frustração por não termos o que julgamos necessitar. Sendo assim, bastaria reduzirmos as nossas necessidades, para sermos mais felizes. Se precisássemos de menos, teríamos menos motivos para nos queixarmos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas então, e de onde deriva a necessidade? Como já disse, julgo ser, em parte, da educação que tivemos, educação da sociedade em que vivemos, que nos ensina a viver com determinados confortos, confortos sem os quais não nos imaginamos a viver. Por outro lado, o Homem quer sempre mais, nunca está satisfeito. Por querer sempre mais é que na maior parte das vezes não é feliz. Se não quisessemos nada além do que temos teríamos muitos motivos para ser infelizes? Acho que não...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora imaginemo-nos com todos os bens e confortos imagináveis, ficaríamos satisfeitos? Concerteza que não, o Homem busca sempre mais. Podíamos ter todos os bens materiais do mundo que não ficaríamos satisfeitos. Partiríamos talvez em busca de algo mais... Então se, tendo tudo o que desejamos, não estaríamos satisfeitos, para que continuar em busca desso "todo"? Já agora...porque não partir directamente em busca do "algo mais", que pelos vistos se encontra acima de todos esses bens materiais, para não mencionar o facto de ser muito mais fácil de atingir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na minha opinião a solução encontra-se numa "simples" mudança de perspectiva, de prisma. Basta, em vez de orientarmos a nossa vida para o que nos falta, passarmos a valorizar as coisas que temos, por mais pequenas que sejam. Acho que darmos graças pelas coisas que temos, além de nos fazer esquecer um pouco aquilo que nos "faz falta", nos faz viver de forma mais alegre e sermos mais felizes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fisicamente, conseguimos viver com muito menos do que a nossa mente acredita sermos capazes, é uma questão de educação, seja ela externa ou interna. Há quase sempre alguem com menos que nós que é mais feliz que nós. Então se as necessidades que nos causam tanta infelicidade se originam na nossa mente, e a mente nos pertence e está sobre o nosso controlo (supostamente), como é possível que nós não consigamos compreender isso e redefinir as nossas necessidades e a forma como encaramos a vida?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se calhar a nossa mente não está tanto sobre o nosso controlo, se calhar somos mais nós que estamos sobre o controlo da nossa mente...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas eu acredito profundamente que só não faz melhor quem não sabe que pode fazer melhor, e só não é mais feliz, que não sabe que pode ser mais feliz, mais facilmente do que pensa. Cabe a nós, então, exercer uma influência positiva sobre aqueles que nos rodeiam, e ajuda-los a encarar a vida de uma forma mais positiva, de forma a compreender como complicamos o que é simples...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim como a imagem captada por uma maquina é limitada pela objectiva utilizada, os olhos do observador determinam grandemente o que é visto, a interpretação das coisas...e sendo assim é mais do que compreensível que, tendo uma mente tão complexa, as pessoas tendam a ver as coisas de forma complexa, mesmo quando não são.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-5572461501260843587?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/5572461501260843587/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=5572461501260843587&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/5572461501260843587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/5572461501260843587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2007/01/necessidades.html' title='Necessidades...'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-116708837741155615</id><published>2006-12-25T22:40:00.000Z</published><updated>2006-12-25T23:14:01.790Z</updated><title type='text'>Uma verdade inconveniente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6803/2285/1600/174288/inconvenientruthonesheet.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6803/2285/320/759564/inconvenientruthonesheet.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Assim se chama o documentário que esteve em exibição nos nossos cinemas, há não muito tempo. É do Al Gore, um activista ecológico, mas mais conhecido como o político que foi vice-presidente da administração do Bill Clinton, e que perdeu as eleições para George Bush, em 2000, numas eleições marcadas pela polémica contagem dos votos.&lt;br /&gt;Neste documentário Al Gore põe-nos frente a frente com factos muito graves, assustadores, até mesmo comoventes. O objectivo de Al Gore é sensibilizar a população americana (e do mundo) para a situação gravíssima em que se encontra o nosso planeta, e para as consequências que teremos de enfrentar, dentro de não muitos anos, se continuarmos com os mesmo hábitos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para ser sincero, tinha uma ideia de que nos últimos a situação do nosso planeta tinha vindo a piorar, e cada vez mais. Mas nunca pensei que o estado a que chegamos fosse tão assombroso. Fiquei assustado ao ser confrontado com a situação actual do planeta Terra, e ainda mais com as consequências prováveis, nos próximos 10 ou 15 anos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O filme tem por base uma palestra que o Al Gore tem vindo a dar ao longo de um sem número de cidades Americanas. Confronta as pessoas com dados alarmantes, derivados da crescente emissão de CO2 para a atmosfera, como o aumento da temperatura, uma grande alteração climática, a subida do nível das aguas, a extinção de algumas espécies animais e vegetais, e a possibilidade de uma idade do gelo na Europa nas próximas décadas. Além da palestra, podemos ver filmagens de vários pontos do mundo onde são mais notórios os efeitos do aquecimento global, e comparações do cenário actual com o de há alguns (não muitos) anos, para termos uma noção da gravidade das coisas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Al Gore tenta consciencializar os americanos para o facto de que são os maiores emissores de CO2 no mundo, com mais de 30% do total mundial, e para a necessidade de se comprometerem para com o tratado de Kyoto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O documentário faz-nos (re)pensar como é possível um presidente como o Bush estar no poder e não tomar em atenção estes factos, dedicando a maior parte do seu tempo e esforço na defesa do "patriotismo e orgulho americanos", diga-se interesse político e económico nos países que representam "ameaças" para os EUA.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aconselho vivamente toda a gente a ver este documentário, de forma a nos consciencializarmos de que estamos a destruir o equilíbrio da Natureza, e do nosso bonito planeta. Dentro de poucos anos será tarde demais...não será uma causa pela qual vale a pena darmos o nosso melhor - a sobrevivência do nosso planeta e da espécie?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-116708837741155615?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/116708837741155615/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=116708837741155615&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/116708837741155615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/116708837741155615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2006/12/uma-verdade-inconveniente.html' title='Uma verdade inconveniente'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-116705943731916394</id><published>2006-12-25T14:57:00.000Z</published><updated>2006-12-25T15:14:44.870Z</updated><title type='text'>O mundo em que vivemos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há dias comprei um livro que se chama "Psicologia Divertida" (a editora é Lua Nova - convem não desrespeitar os direitos de autor hehe), onde li um texto que achei genial, que descreve muitissimo bem como as coisas funcionam aqui por terras do homo sapiens sapiens. O texto é o seguinte:&lt;br /&gt;"Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jacto de água fria nos que estavam no chão. Depois de certo tempo, quando um macaco ia a subir a escada, os outros enchiam-no de pancadas.&lt;br /&gt;Passado mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas. Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que lhe bateram. Depois de algumas sovas, o novo integrante do grupo não mais subiu a escada.&lt;br /&gt;Um segundo foi subtituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, da sova do novato. Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o facto. Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído.&lt;br /&gt;Os cientistas ficaram, então, com um grupo de macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse chegar às bananas.&lt;br /&gt;Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: "Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o texto finaliza com esta conclusão, de Albert Einstein:&lt;br /&gt;"É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha opinião este texto é genial, e ilustra perfeitamente a forma como nós seguimos o que eu costumo chamar de dogmas da sociedade, sem sequer questionar e tentar saber porque as coisas são como são.&lt;br /&gt;Há uma coisa chamada evolução, que consiste em aprender com os erros passados, ou os erros dos antepassados, mas isso não significa deixar de pensar por nós e agir de acordo com os nossos próprios princípios e crenças, em vez das dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora fica a pergunta:&lt;br /&gt;Até quando vamos ficar com medo de subir a escada?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-116705943731916394?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/116705943731916394/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=116705943731916394&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/116705943731916394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/116705943731916394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2006/12/o-mundo-em-que-vivemos.html' title='O mundo em que vivemos'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-116519239652919970</id><published>2006-12-04T00:29:00.000Z</published><updated>2006-12-04T00:37:07.916Z</updated><title type='text'>Zen</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Foi concerteza o momento mais belo de toda a minha viagem, à medida que passeava por entre o verde daquelas montanhas Suiças, com o dia ainda a começar a nascer. Ao som daquela música que nunca me hei-de esquecer, cujas notas pareciam vindas dos céus, e me tocavam profundamente na alma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não sei se as lágrimas seriam do frio, ou de tamanha beleza junta... Tal qual cena tirada de um filme, com o frio a congelar as mãos, senti a verdadeira paz...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Les Sagnettes (Suiça), 12/11/2006&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-116519239652919970?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/116519239652919970/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=116519239652919970&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/116519239652919970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/116519239652919970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2006/12/zen.html' title='Zen'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-116519198047397110</id><published>2006-12-04T00:24:00.000Z</published><updated>2006-12-04T00:26:44.150Z</updated><title type='text'>Optimismo = Crescimento Interior</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não existem erros na vida, apenas lições. Não existem experiências negativas, apenas oportunidades para crescer, aprender e avançar ao longo da estrada do auto-domínio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-116519198047397110?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/116519198047397110/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=116519198047397110&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/116519198047397110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/116519198047397110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2006/12/optimismo-crescimento-interior.html' title='Optimismo = Crescimento Interior'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-116490206570427195</id><published>2006-11-30T14:55:00.001Z</published><updated>2006-11-30T15:54:25.716Z</updated><title type='text'>A fórmula da felicidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A felicidade é tão fácil de atingir. A forma é a seguinte: temos de descobrir a coisa que mais nos apaixona na vida, a coisa que mais prazer nos da... depois dedicamo-nos a corpo e alma a essa coisa. Quando descobrimos essa paixão, descobrimos o nosso "dharma" (seja uma arte, seja ajudar os outros, etc), e com um objectivo que é o maior possível, a realização que tiramos ao aproximarmo-nos desse objectivo é a maior possível, e logo a felicidade a maior, e constante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas para isto temos que nos conhecer a nós próprios muito bem, temos que, através da introspecção, descobrir o que realmente gostamos de fazer. E depois disso temos de ter a coragem (às vezes muita) para abandonar os convencionalismos e escapar às raízes, para nos dedicarmos ao que verdadeiramente nos apaixona. Quando isso acontece, mesmo que não tenhamos uma grande conta bancária, um grande carro ou casa, ou todas as outras comodidades... sentimo-nos bem e felizes porque não trabalhamos, divertimo-nos, e acordamos todos os dias cheios de motivação e entusiasmo porque vamos fazer o que gostamos. Não podemos ser mais felizes!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As pessoas desculpam-se e dizem que não conseguem, mas das duas uma... ou ainda não perderam o tempo a descobrir o que realmente gostavam de fazer, ou já descobriram e não têm coragem de seguir essa paixão. A maior parte das pessoas mais bem sucedidas no mundo, muitas delas famosíssimas, são assim porque fazem o que as apaixona. E claro que quando é assim, didicam-se profundamente ao que fazem e tornam-se optimos nisso, atingindo facilmente o sucesso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pensem em jogadores de futebol e outros desportistas, artistas, prémios Nobel, actores, etc. Grande parte deles sente-se realizada, mesmo aqueles que não se tornam mundialmente famosos. Porque isso para eles não é o mais importante, mas sim fazer o que verdadeiramente gostam.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por isso...acreditem no vosso potencial ilimitado! Descubram a vossa paixão e sigam-na! O sucesso vem ter convosco e não ao contrário! Só temos uma vida e tão curta, para depois desaparecermos para a eternidade...acho que é um objectivo que justifica o empregar de todas as nossas forças - ser Feliz!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-116490206570427195?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/116490206570427195/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=116490206570427195&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/116490206570427195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/116490206570427195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2006/11/frmula-da-felicidade.html' title='A fórmula da felicidade'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29316870.post-116490118914712868</id><published>2006-11-30T14:55:00.000Z</published><updated>2006-11-30T15:39:49.253Z</updated><title type='text'>A felicidade e a realização pessoal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A felicidade advém da realização pessoal. Esta realização pessoal é, geralmente, o ganho de qualquer coisa. Esse ganho pode ser ao nível físico (anatómico - saúde e forma física; material; etc) ou psicológico (mental, emocional, espiritual, etc).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esse ganho que é a realização, implica de uma ou outra forma a aproximação de um objectivo e assim, quanto mais significativo for o objectivo para nós (como descobrir o dharma por exemplo, ou chamem-lhe missão na vida, paixão, vivência perfeitamente harmoniosa, etc), maior a felicidade sentida graças à realização. E porque é que eu dei aqueles exemplos e não exemplos mais terrenos e materiais? Pelo seguinte:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim como as feridas psicológicas são, regral geral, mais difíceis de sarar do que as físicas - e toda a gente sabe disso, tudo o que é psicológico tende a ser mais duradouro que o físico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A realização pessoal psicológica é a aproximação de um objectivo "psicológico", o que implica um sentimento de felicidade, e à partida mais duradouro que os ganhos físicos. Desta forma a realização pessoal ao nível psicológico é o tipo de realização que nos dá mais prazer, devido em grande parte a ser um prazer mais duradouro. Mas para atingir este tipo de realização, é necessário consciencializarmo-nos de que temos de reorganizar as nossas prioridades, e definir objectivos "imateriais". Na minha opinião, os bens materiais são também importantes, e tornam a nossa estadia nesta vida mais agradável, mas sozinhos não valem nada, e deixam-nos vazios por dentro. Há que aliá-los a uma auto-análise, auto-conhecimento, e crescimento interior.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta filosofia é tudo mesmos esotérica. Podem chamar-lhe espiritual, mas o conceito é subjectivo. para mim espiritualidade é uma forma especial de psicologia, pois é transmitida de uma forma menos científica, de uma forma mais "enbelezada". E na minha opinião é facílimo de perceber o porque de a realização pessoal "imaterial" ser muito mais importante na vida do que o ganho de quaisquer bens materiais: porque por mais riqueza que tenhamos, nada nos faz sentir melhor connosco próprios, do que sentir que nos conhecemos, e sentir que crescemos como pessoas, que nos melhoramos a cada dia que passa. Faz-nos sentir mais fortes e confiantes, e acima de tudo, Felizes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29316870-116490118914712868?l=soprosdeliberdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/feeds/116490118914712868/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29316870&amp;postID=116490118914712868&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/116490118914712868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29316870/posts/default/116490118914712868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soprosdeliberdade.blogspot.com/2006/11/felicidade-e-realizao-pessoal.html' title='A felicidade e a realização pessoal'/><author><name>Sleeping Buddha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_pdfzWFo78O4/R3LhNBnpnkI/AAAAAAAAAAg/NSZBFQ9-LWo/S220/Seeking_Enlightenment_100x100cm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
